quinta-feira, 4 de julho de 2013

Santos populares



Com estas saudades de estar a escrever para vós, pensando numa forma de dar uma pequena nota sobre estas férias forçadas eis que surge a oportunidade, fruto dos esforços do spy-brother onde se explica a causa das demissões do Vitinho e do Paulinho, e dos outros que hão de vir.

A história tem início com os o projecto do decreto –Lei dos Santos Populares. Vitinho apanhando o papá fora de casa quis escrever uma carta ao Pai Natal, com o papel timbrado do paizinho. Menino pouco inspirado para a s letras (e para os números) começou por imitar o viu em cima da secretária do encarregado de educação mas, como menino que come a sopa toda – se ela tiver as calorias que ele acha necessárias – resolveu introduzir algumas notas pessoais, fruto da sua fervilhante imaginação. Aqui vai o dito texto a que o Tio teve acesso, sem qualquer alteração (apenas traduzi do acordes para português e corrigi outros erros ortográficos) e que voi descoberto pelo Paulinho enquanto procurava, às escondidas fetiches na secretária do papá:

Os Santos Populares
O Santo António, o S. João e o S. Pedro, são os três santos mais populares do país mais a ocidente da Europa e mais perto dos Estados Unidos da América, Portugal.

Os Santos são festejados por todo o país, de Norte a Sul e até nas Ilhas Adjacentes (Azoren e Wood – Gardenland), com grande alegria pelas populações sendo, em muitos locais, feriados municipais. Ora há uma grande desarmonização de datas e uma total descoordenação nos vários locais com tradições de festejos, o que origina quebras de produtividade significativas no tecido produtivo nacional.
Assim, com o objectivo de homogeneizar as celebrações e os feriados, melhorando a competitividade do país, determina o governo no uso das suas competências:
  1. Os feriados de Santo António, S. João e S. Pedro são eliminados, a partir do corrente ano de 2013. 
  2. Em sua substituição, de forma a conservar viva a tradição popular, será criado o feriado de S. Vitor, que se passará a celebrar num domingo entre os dias 13 e 29 de Junho nos termos da alínea seguinte. 
  3.  Nos anos ímpares celebra-se o feriado no primeiro Domingo a seguir ao dia 13 de Junho, nos anos pares, no segundo Domingo a seguir ao dia 13. 
 São completamente proibidas as fogueiras em locais públicos e particulares, com excepção da véspera do Domingo referido no artigo anterior, a partir das 21h00.


Este decreto entra em vigor a 31 de Junho de 2013, se for uma segunda-feira.

Palácio de Bento (tiramos o Santo antes que se lembrem de mais um feriado) aos 2 de Julho de 2013

Claro que o Paulinho ficou fulo quando viu este rascunho... E as feiras, ó tótó??

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Os homens que bateram com o nome



 É caso para se dizer: Até que enfim! Os submarinos devem andar em alto mar, ou em águas profundas e sem risco de voltarem, para já o Paulo tomou uma decisão. Bateu com a porta. Os estragos, vamos vê-los e medi-los dentro de dias mas, para já, o nosso conhecido Cavacus está pensar como vai lavar as mãos deste caso de proporções dificilmente calculáveis. Está encavacado, não vai falar de certeza ou, se o fizer, não vai dizer nada.

O nosso TóZé já fez o que tinha a fazer. Seguramente o mais fraco leader dos últimos anos, só tem par no nosso Coelho, o animal que salta, alegremente, à frente de uma coluna militar que o vai trucidar. E diz que não se importa. E seria caso para se dizer, até que enfim… Se a envolvente não fosse outra.
Nem tive tempo para acabar o capítulo 3 da biografia do Poncius Cavacus, mas ainda bem, porque fica mais actual. Estará numa reflexão profunda sobre o sabonete que vai usar e as possibilidades são muitas. Inclino-me para um sabonete líquido, à base de óleo de oliva. Sim, de propósito, não digo azeite, para não assustar um dos responsáveis pelo estado a que a nossa agricultura chegou mas que agora diz que é a nossa salvação…

Falta o Vitinho. Deixo para o fim o melhor, ou seja, o pior, neste caso. Vitinho está na hora de ir dormir... E o Vitinho, fez uma birra, como qualquer derrotado que acha que a culpa é dos outros, ou de ninguém em particular. Do clima, da chuva, do calor e agora dos outros que não o deixaram fazer o que queria… Estas birras tratavam-se com uma palmada no rabo, mas agora é tarde demais. Deixaram-no andar a fazer o que queria, sem qualquer travão, humilhou o pequenino e os outros, foi o filho querido, estragado com mimos e agora diz que não quer mais e bateu com o nome do outro. Espectáculo triste de lutas fratricidas, enquanto o governador da Lusitania procurava o sabonete que tinha caído ao chão… Papá Coelho, jovem inexperiente, ineficiente e incapaz como educador, deixou-o fazer tudo. O padrinho Gramas apoiou, do alto da sua licenciatura de 5 minutos, na Universidade da Vida Putílica…Perdão, política.

Para cúmulo, entre este bater de portas, escolhem para substituir o Vitinho (o homem que nunca soube rir, nem sorrir), a Tia Luisa, ainda às voltas com as trocas do swing financeiro…

As portas podem ser de madeira, mas o homem, ao contrário dos submarinos, não é de ferro! Nem de pau, ao que parece, mas escolham um gajo com o dito cujo (ou uma mulher rija) para governar esta choldra em que transformaram o meu país!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A minha vida

Se pudessem por uma legenda nesta imagem qual seria?
Vem aí uma sopa fantástica, ou simplesmente: Um molho de brócolos?

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Poncius Cavacus, Toda a verdade numa biografia irreverente 2


2. O silêncio dos Inocentes

Este é o segundo capítulo da saga de Poncius Cavacus o homem que durante mais tempo governou o jardim (o à beira mar plantado, não o jardim no meio do oceano, porque esse é indomável e ingovernável, só com o congelamento do cartão de crédito é que sossega). Durante este segundo período que viria a ficar conhecido como o silêncio dos inocentes, Poncius não participou activamente na vida social. Assistiu calmamente a tudo o que se foi passando.

Bonzinhês chegou ao governo em grande euforia. A chuva de sestércios nunca mais parava e todos vinham para a rua de alguidar na mão na esperança de o encher de dinheiro fácil.

Acelerou-se aí derrocada do reino, num ritmo infernal que nunca mais parou. Tenças foram distribuídas de forma generosa a toda a gente, com especial aos que nunca tinham trabalhado nem iriam nunca mais fazê-lo, num programa que ficou conhecido como o Rendimento Máximo Permitido. Bonzinhês não era forte em contas e os cruzados saíram furados, pois nunca mais parava a atribuição das tenças que acabaram por ser mais do que o estado podia suportar. Bonzinhês ficou também conhecido pelas novas vias sem portagem, as CICUTAS (Ciclovias Independentes de Circulação Única para Todos os Animais Sociais). Estas vias vieram mais tarde a ser transformadas, com influência de um filósofo da política, o famoso Socretinium - em CIPUTAS (Ciclovias Independentes Portajadas Uniformemente para Todos os Animais em Sirculação).

Note-se que a Língua Portuguesa não era o forte deste governante que, como não sabia escrever, aprovou o famoso Acordo Hortográfico e distribuiu pelas escolas pequenos computadores azuis (os Migalhães), o que foi considerado uma ideia genial para acabar de vez com o conhecimento da ortografia, aritmética e cálculo mental. Essas Escolas que já tinham sido conhecidas como primárias foram logo promovidas a básicas. Os miúdos que daí saíram, de imediato a ser conhecidos como os básicos. O Bonzinhês resignou, o povo foi a votos e deu no que todos sabemos. Duronis, o Cherne; Lopes das Santanettes; Socretinnium, o Espertalhão e finalmente Pedrocas Coellum, os últimos três sempre acompanhados pelo nosso Grão Vizir Poncius que aproveitou o longo período de descanso, como reformado, para estudar o terreno, ouvir novos conselheiros, menos endinheirados, mas melhor estrategas, gente que acreditava que ele era o melhor para o reino. 

Tanto urdiu, tanto urdiu, mais dois tabus, cinco “não me pronúncio” e três “não foi isso que eu quis dizer” e eis que num dia lá vence as eleições e assume o lugar de Califa.

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