O sufixo “ão”, é um sufixo aumentativo. Não sou especialista
na Língua Portuguesa, nem em língua nenhuma e, menos ainda, posso ser
considerado um linguista. Adoro a língua, mas não sou um fundamentalista no seu
uso... Por isso, a análise que pretendo fazer à tesão, tem as suas limitações.
Também não pretendo fazer nenhum consideração sobre a beleza
da tesão. A frase “este tesão é lindo”, apenas atestaria uma estado da dita,
não indicaria grau de beleza nem a compararia com outra coisa qualquer.
Estranharão que use o género masculino e o feminino para me
referir à tesão. É verdade que o Priberam (dicionário on-line que publicito)
indica tesão com “s.m.”. Pretendem dizer com estas duas letras substantivo
masculino, e não outra coisa qualquer que vos tenha - e a mim também -
passado pela cabeça. Mas a verdade é que tesão não tem género. É masculina e
feminina, se bem que, como palavra, se use em género diferente no norte e no
sul. A palavra é apenas o signo, o significado é outra coisa.
Dizem as meninas que o tamanho importa. E o sufixo, apodo que
se junta por trás, também traz alguma coisa de novo ao tema, aumenta-lhe o
tamanho e, quiçá, a importância. Meter estas letrinhas atrás da palavra não
muda tudo, como em caixa e caixão, mas muda muita coisa. Depois de metido o
dito cujo, é um mundo novo que se abriu à descoberta…
Pois esta conversa vem a propósito da tesão que tenho hoje. Acordei
com ela, já me tinha deitado com ela e estou a ver que não passa antes de ir
para a cama. Se pudesse passava já para fim, para as conclusões, mas não posso.
O tamanho pode ser importante, mas há que despertar o interesse, motivar o
leitor prendê-lo em cada página… O que não está acontecer neste caso!!!
Se alguém me volta a mandar alguma tese com 600 páginas,
perguntarei de imediato se há alguma mensagem subliminar no tamanho da tese, do
tipo podes vir que eu aguento…
Pensando melhor, perguntarei se conhecem aquela velha máxima
da sardinha e da mulher pequenina ou, na versão mais erudita, a propósito do
tamanho das mulheres: as essências raras guardam-se em frascos pequenos… Que as
mulheres têm fama de falar muito, é pacífico, apesar de não ser verdade, muitas vezes. Mas
que escrevam desta maneira? Era preciso? Não me atirem com essas tesões todos
para cima de mim, por favor. Um homem não é de ferro, mas também não é só _ _
_ Ou deveria dizer madeira para parecer mais
erudito?
PS. Repararam na brincadeira do trás e do traz? Trás, Traz!