quarta-feira, 10 de abril de 2013

O Buraco é oficial

São constantes as novidades do FMI, do INE, Eurostat, do novos comentadores político-televisivos com gloss (a ideia do gloss é da Miss Polo Norte), de velhos analistas, que nos levam a imaginar o pior no que respeita ao buraco orçamental. Nem a alegria gerada pela saída, mais que tardia, do D. Cespede, durou muito. Foi pelo buraco abaixo. A alegria e o dito cujo...

Parece mesmo que o buraco está a tornar-se moda, ameaçando qualquer réstia de alegria e esperança que teime em aparecer, lá no fundo dos nossos corações.

Não acredito que Marvão tenha sido o local onde o buraco viu a luz do sol, por se tratar de uma linda vila do Alentejo ou por estar na fronteira, mas o certo é que o buraco deu à luz, na cá na terra. São dezassete metros de largura e mais de cem de profundidade. Um senhor buraco, digno de um país como o nosso, com a qualidade de governantes que temos...

Dizem os geólogos que foi por causa de aluimentos subterrâneos. Um rio subterrâneo terá provocado o arrastamento de finos que originou a cratera. Tem tudo a ver connosco, qual sinal dos deuses, irritados com a economia subterrânea que arrasta tudo na sua voragem insaciável. Ainda não acontece com a economia o que acontece com a água, em que a quantidade existente à superfície é muito menor que a subterrânea, mas para lá caminhamos com esta carga fiscal e a tonteria de ideias como a dedução dos 5% do IVA suportado em cafés, restaurantes e etc no IRS. Já escrevi umas notas sobre esta ideia, só vou voltar ao assunto quando me faltarem menos de 20.000 euros de consumos. Assim que passar essa mítica barreira, volto ao ataque...

Irá este rio subterrâneo até à Madeira, onde corre, selvagem pelas ribeiras? Irá desaguar a algum offshore, como o BPN? Foi uma revolta do interior da terra pelo que lhe estamos a fazer à superfície?

Será que este buraco de Marvão os fará acordar e por os pés na terra? Duvido. Oxalá acreditassem que era um sinal...

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Ai a relva que se vai toda com a chuva...

Esta chuva permanente e constante já me irrita profundamente. Dizem que tem uma coisa boa, que lava muitas coisas. Deve ser verdade, a avaliar pela lavagem no governo...

A relva, como já é do passado, com o novo Acordo Hortográfico já não é grama. É gramei!

Agora irá para Paris, como o seu companheiro de estudos? Ninguém sabe, perguntemos ao vento ou à chuva, que a ceifeira não diz certamente...

Abençoada chuvinha. Venha mais!

sábado, 30 de março de 2013

Terramoto político



Classificado como demolidor, o nosso M. Vaidosette em proveitosa campanha televisiva mostrou que não é um demolidor. É um senhor demolidor, rei da demagogia e mestre do desaforo.

Numa escala de 0 a 10, da demagogia política, a escala de BICHTER, o M. Vaidosette tem um 9 mas, só não tem o 10, porque não o quer. Ficamos com a nítida sensação que lhe bastaria pouco mais para atingir o nível de destruição total. Não o quis, talvez neste primeiro momento.

Evidente que não vi a prestação em directo – fiz o meu boicote - mas vi bastante em diferido, sobretudo na sic notícias, com comentários.

Os temas são os mesmos de sempre: O deficit da educação, sabiamente resolvido com 10 mil milhões de obras de gosto e necessidade duvidosa, o deficit das comunicações, superiormente resolvido com autoestradas e parcerias pouco púdicas, o deficit da saúde, inteligentemente negociado e resolvido com recurso às melhores práticas.

Um percurso sem erros, apesar das pedras colocadas no cominho pelo Poncius Cavacus e sem a colaboração construtiva da oposição (nalguma coisa tem quase razão, o M. Vaidosette)…

Irrita-me partilhar este ódiozinho de estimação ao Poncius Cavacus com o M. Vaidosette, mas acho que vou sobreviver a isso. Dois brilhantes exemplos de autismo político, aliado a uma capacidade de sobrevivência política bastante diferente, apesar da capacidade de gerar anticorpos ser muito idêntica.

Pensei que estávamos vacinados, mas há vírus muito resistentes...

terça-feira, 26 de março de 2013

Dom Vaidosotte, o regressado



M. Vaidossotte, mais oui, avec le double tt, vai regressar à ribalta. Cheio de saudades de agarrar o microfone e de se pavonear pela Lisboa do Passeio Público, qual personagem queirosiana retirada a ferros da Cidade e as Serras, tinha que regressar.

Imbuídos do espírito sebastianista que há séculos nos persegue, há alguns, que por engano se acham portugueses e se regozijam com o regresso, triunfal, do mestre do engano e da ocultação. Outros também se manifestam contra, em causas, correntes e demais ferramentas que a era digital nos trouxe. 

Evidente que me apetece, e quero, estar entre os últimos, os ultrajados por uma classe política dividida entre o partido A e o partido B que já dividiram o bolo, raparam o tacho mas continuam agarrados à manjedoura a dividir as migalhas…E nós os eternos ultrajados, sempre taxados, continuamos a assistir a estes desaforos dos mesmos tachados.

Acredito que este circo um dia acabará, e talvez quem nos governe ganhe vergonha na cara, exerça o poder quando deve exercer, sem se esconder atrás da existência de Observatórios, pareceres técnicos, entidades reguladores e demais tachos, que surgem, como qualquer cogumelo mágico, na altura em que outras taxas têm que ser aplicadas. Até lá, o M. Vaidosotte e outros tantos como ele, fazem parte do circo que nós pagámos, pagamos e continuaremos a pagar. Felizmente não somos obrigados a assistir. Basta pagar.

Deve ser isto a que chamam serviço público, mas como quem torna públicos os vícios e havendo virtudes, as esconde… Haverá melhor maneira de esconder alguma coisa do que mostrá-la a toda a gente?

Há ainda uma minoria, com graça, que acha que o M. Vaidosotte se devia agarrar ao microfone no dia das mentiras. Não me parece bem, pois podia ainda ter alguma graça e este assunto não é para rir. 

Haverá alguém que mande aqui? Não parece. Tudo leva a crer que o Pinóquio é que comanda o Gepetto e os macacos tomaram conta do Jardim Zoológico...

Que ferro, Jacinto de Vaidosotte!

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