sábado, 30 de março de 2013

Terramoto político



Classificado como demolidor, o nosso M. Vaidosette em proveitosa campanha televisiva mostrou que não é um demolidor. É um senhor demolidor, rei da demagogia e mestre do desaforo.

Numa escala de 0 a 10, da demagogia política, a escala de BICHTER, o M. Vaidosette tem um 9 mas, só não tem o 10, porque não o quer. Ficamos com a nítida sensação que lhe bastaria pouco mais para atingir o nível de destruição total. Não o quis, talvez neste primeiro momento.

Evidente que não vi a prestação em directo – fiz o meu boicote - mas vi bastante em diferido, sobretudo na sic notícias, com comentários.

Os temas são os mesmos de sempre: O deficit da educação, sabiamente resolvido com 10 mil milhões de obras de gosto e necessidade duvidosa, o deficit das comunicações, superiormente resolvido com autoestradas e parcerias pouco púdicas, o deficit da saúde, inteligentemente negociado e resolvido com recurso às melhores práticas.

Um percurso sem erros, apesar das pedras colocadas no cominho pelo Poncius Cavacus e sem a colaboração construtiva da oposição (nalguma coisa tem quase razão, o M. Vaidosette)…

Irrita-me partilhar este ódiozinho de estimação ao Poncius Cavacus com o M. Vaidosette, mas acho que vou sobreviver a isso. Dois brilhantes exemplos de autismo político, aliado a uma capacidade de sobrevivência política bastante diferente, apesar da capacidade de gerar anticorpos ser muito idêntica.

Pensei que estávamos vacinados, mas há vírus muito resistentes...

terça-feira, 26 de março de 2013

Dom Vaidosotte, o regressado



M. Vaidossotte, mais oui, avec le double tt, vai regressar à ribalta. Cheio de saudades de agarrar o microfone e de se pavonear pela Lisboa do Passeio Público, qual personagem queirosiana retirada a ferros da Cidade e as Serras, tinha que regressar.

Imbuídos do espírito sebastianista que há séculos nos persegue, há alguns, que por engano se acham portugueses e se regozijam com o regresso, triunfal, do mestre do engano e da ocultação. Outros também se manifestam contra, em causas, correntes e demais ferramentas que a era digital nos trouxe. 

Evidente que me apetece, e quero, estar entre os últimos, os ultrajados por uma classe política dividida entre o partido A e o partido B que já dividiram o bolo, raparam o tacho mas continuam agarrados à manjedoura a dividir as migalhas…E nós os eternos ultrajados, sempre taxados, continuamos a assistir a estes desaforos dos mesmos tachados.

Acredito que este circo um dia acabará, e talvez quem nos governe ganhe vergonha na cara, exerça o poder quando deve exercer, sem se esconder atrás da existência de Observatórios, pareceres técnicos, entidades reguladores e demais tachos, que surgem, como qualquer cogumelo mágico, na altura em que outras taxas têm que ser aplicadas. Até lá, o M. Vaidosotte e outros tantos como ele, fazem parte do circo que nós pagámos, pagamos e continuaremos a pagar. Felizmente não somos obrigados a assistir. Basta pagar.

Deve ser isto a que chamam serviço público, mas como quem torna públicos os vícios e havendo virtudes, as esconde… Haverá melhor maneira de esconder alguma coisa do que mostrá-la a toda a gente?

Há ainda uma minoria, com graça, que acha que o M. Vaidosotte se devia agarrar ao microfone no dia das mentiras. Não me parece bem, pois podia ainda ter alguma graça e este assunto não é para rir. 

Haverá alguém que mande aqui? Não parece. Tudo leva a crer que o Pinóquio é que comanda o Gepetto e os macacos tomaram conta do Jardim Zoológico...

Que ferro, Jacinto de Vaidosotte!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Dotes e atributos

Desafiado para mostrar os dotes, respondi que iria mostrar mais do que seria de esperar. Como não se deve mostrar tudo de uma vez e o desafio veio a propósito de mamas, cada um mostra o que tem.

Não sei se fica demonstrado que nem todas as características são atributos e que talvez nem todos os atributos sejam dotes, mas enfim. Fica o primeiros de outros. Será que fiz bem deixar de fumar? O coração agradece.

PS: A imagem não é minha, é de outra pessoa com coração grande e muita esperança. Aqui ficam os meus agradecimentos.



sexta-feira, 15 de março de 2013

Aos seguidores desta casinha


Talvez não se perceba bem o que aconteceu. Se foi derrapagem, se foi o telemóvel que caiu no tapete, se tropecei, mas a velocidade a que ia pode explicar muita coisa... Espero que se continuem a divertir nesta casinha, que agora deu a volta, e passou o Cabo da Boa Esperança! Foi a miúda que fez virar o barco...É sempre assim, a culpa é dos mais pequeninos.

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