terça-feira, 5 de março de 2013

SAGITÁRIO...

Mestre António Soares: SAGITÁRIO...: Um desenho lindíssimo que esteve na génese da criação de uma revista: " SAGITÁRIO - REVISTA PORTUGUESA DE ARTE E CRÍTICA", que nunca viu a luz do dia.

E quantos projectos nunca concretizados, que ficaram em gavetas, no pensamento, em esboços vagos ou mais definidos? Gostei particularmente do sagitário. Porquê? Não sei.

O que seria se tivesse sido editada? E quantas vezes nos falta o tempo, apenas porque não começamos?

Quem te avisa, amigo é....

Pensei escrever um post longo sobre a comunicação, os modelos da comunicação, falar em receptores, emissores, mensagens, meios de comunicação etc. Pelo menos falar no MacLuhan, que já referi várias vezes. Mas não. Vou fazer uma pergunta, não sobre o aviso, mas sobre ao que estiveram a fazer as pessoas que o leram. Ah, o Hotel até é bem simpático e gostei. Vou repetir.

Bom se alguém me ler e quiser arriscar, força.


segunda-feira, 4 de março de 2013

Uma Pipoca que amargou...

Gaffe de A Pipoca mais Doce incendeia redes sociais e dá processo - Dinheiro Vivo

E ainda por cima chama bimbalhona à Sofia Alves...

Abyssus Abyssum



Estas chuvadas na Madeira e as imagens das Ribeiras do Funchal, em conjunto com as do desfile carnavalesco, recordam-me um conto do Trindade Coelho, dos “Meus Amores” que me impressionou bastante, na altura.


Trata-se da história de dois irmãos que vão descer o rio num barco, contra a vontade da mãe. Desde o início da história que se prevê o desfecho, mas a descrição é tão rica que nos prende até à última linha. Seguem uma miragem, uma esperança vã, até que o barco – o barquinho branco do fidalgo - entra num remoinho e desaparece com eles. Nessa mesma hora, a estrela, feiticeira também desaparece…

Ora nada mais adequado que esta história para ilustrar o que se passa em Portugal. Os dois manos não se chamam Manuel e António, mas Pedro e Paulo. O barquinho branco do fidalgo é o nosso Portugal, agora cinzento como a nossa esperança. A estrela, a miragem dos empréstimos e do regresso aos mercados. Pedir, pedir, até ao infinito e mais além! Na margem um pouco seguro Tó-Zé grita: Não remem, que se afundam mais depressa! Não remem…

Enfim, falta um culpado: O RIO. O Rio é o culpado! Quem o mandou estar lá?

Na outra margem, sente-se o cheiro a Cohibas. Sentado numa poltrona, um poltrão, ri-se pouco discretamente, enquanto reserva mesa no Maxim´s para o jantar. Pobres saloios, pensa. Tão influenciáveis…



Nota: Para quem não se lembra do conto, aqui está pequeno resumo.

Siga o Tio pelo e-milio