quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A agência tusa


Depois de uns dias de férias sem telefone, internet ou televisão de regresso às actividades blogosféricas e ao trabalho, sou bombardeado com os protestos dos trabalhadores da Rádio Televisão Principesca, contra a privatização da dita.

Tudo começou, ao que parece, com a entrevista de um desajeitado perito em privatizações que muito convenientemente largou a ameixa…

Logo de seguida houve quem apoiasse a iniciativa e outros tantos que acharam que não se podia tocar naquilo a que já chamaram vaca sagrada. Evidente que, à boa maneira deste governo que prima pela falta do que sobrava ao anterior, a comunicação foi um desastre total….Como em muitos acidentes, ninguém tem culpa, mas ninguém tem razão. O Tio, revigorado, não podia deixar de meter a colher neste processo.

Todos os governos querem ter a sua máquina de propaganda, diligentemente oleada com os assessores de imprensa, com as agências de comunicação, enfim a Agência Tusa, no seu melhor. Como não acredito em coincidências, nem tenho a mania da perseguição, não posso deixar de ver nesta manobra uma mão na relva, passe a hipérbole. O político mau quis privatizar, mas o bonzinho lá salvou a situação…Só que aqui, neste desarranjo que nos assola todos os dias, o mau é mau e o bom também é mau.

E os guardiões da vaquinha sagrada que diligentemente apoiaram a transformação da Empresa Devidamente Phodida em Empresa Definitivamente Perdida, estão agora contra igual processo, na quinta deles. E o pior é que têm razão, pois o que na realidade foi anunciado, foi mais um disparate, em que uns ganhariam e todos nós perderíamos, pois iriamos pagar uma renda, pela gestão dessa auto-estrada da contra-informação. Com a agravante do Contra Informação, dos poucos programas potáveis, já ter sido banido da grelha!

Sim, estou revoltado, mas não pela privatização da dita vaquinha. Francamente é-me indiferente que privatizem ou não esse canal, ou outro qualquer órgão de comunicação social (deixem-nos a 2!), ou o metro, ou ainda a carris. Chocou-me sim o processo da REN, o da EDP, ou da Petrogal, dos Telefones de Lisboa e Porto com integração na PT, com a posterior privatização e, claro, o do BPN, a verdadeira ameixa no fundo da panela. O que me revolta, como acontecia no tempo dos socretinos, é a desfaçatez das pessoas, a impunidade dos actos e passividade do povo…Revolta-me que se diga que o estado gere mal, quando nós somos o estado, revolta-me que se privatizem os lucros e nacionalizem os custos, revolta-me que se tire aos que não podem fugir para dar aos que fogem, revolta-me que se corte nos que cumprem as leis, para dar aos que as fazem!

Por tudo isto, acho que o governo não precisa de mais uma correia de transmissão com o poder da Rádio Televisão Principesca, com os custos que tem e a programação que todos sabemos. Deixem-nos a 2!Levem os anéis penhorados, mas não nos obriguem a pagar uma cautela anual, para manter privilégios. Cumpram a lei que desde a década de 60 limita os ordenados dos funcionários públicos e estendam-na, dentro do espírito da mesma, às empresas públicas…E, sobretudo, usem o dinheiro dos nossos impostos para pagar o transporte até à fronteira desses quadros de empresas públicas que ameaçam ir para outros países se não lhes pagarem principescamente. Até pode ser em executiva!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

I am a Robot



É o que concluo depois de três tentativas de escrever qualquer coisa num blog com comentários moderados pela inserção de caracteres. Ao que parece, temos que transcrever os caracteres reproduzidos em cima para provarmos que não somos robots…Depois de três tentativas sem sucesso, seguidas da leitura do aviso que tal medida se destinava a prevenir a escrita por robotos, descobri a chave! Os algarismos que aparecem numa imagem ao lado deviam ser inseridos?
Tentativa 4: Num esforço sobre-humano, ao nível dos melhores robots, insiro as letras, os algarismos e … surpresa! Consegui que o comentário fosse colocado, uff…Estou contente! 
Seria falta de treino? Não. Sou de certeza um robot, mas talvez tenha uma pontinha de inteligência artificial!
E por falar em Robots, aqui ficam os Kraftwerk…Será que alguém se lembra deles?


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Verão, sexo, gadgets…Festivais!!



O Verão está aí, para o melhor e para o pior. Mais calor, menos roupa, noites mais animadas, mais pics no face, montes de festivais, mais bronze, mais corpo e também, provavelmente, mais sexo. Assim dizem as estatísticas…
Ainda nem tinha acabado o sudoeste, patrocinado por um operador de telecomunicações, depois de outros, patrocinado por outros operadores, já outros estão na calha. E o fenómeno não é só cá, no país que estava de tanga e provavelmente agora está de fio dental, T-string, mas da treta.
Não há nada como recordar estes bons momentos de verão, com patrocínios de telemóveis ou não, com o gadget apropriado. Quanto mais simples melhor! A marca da maçã tem o meu preferido, mas há outros que combinados talvez resultem melhor. Uma combinação de Iphone, Ipod (já vem incluído no primeiro) e Ipad, pode ser um excelente Iphod, muito útil nesta altura…
Quanto a festivais, no meu país de eleição, e depois daquele “ai se eu te pego” se ter ouvido em todas as festinhas de bairro, só pode ser o impronunciável Eisteddfod!!

sábado, 4 de agosto de 2012

Melodia e Harmonia. Sedução e aconchego…


Há dias coloquei no mural do Tio do Algarve, no livro das caras, o vídeo da Melody Gardot: Who will comfort me, via youtube.

Descobri há já algum tempo, também acidentalmente, a Melody e fiquei rendido. De tal forma que demorei algum tempo a clicar no botão like… Neste caso não se aplicaria o curtir (não percebo essa do curtir, deve ter a ver com o acordo ortográfico), poderia era eventualmente haver o botão adoro, mas não há! Demorei a colocar o like apenas porque quis saborear a música o mais possível, até me render incondicionalmente à melodia e à Melody

Muitos dos comentários colocados nos vídeos da Melody referem-se às pernas e aos óculos escuros… Tem umas ricas pernocas, de facto. Os olhos não sei, porque nunca os vi. E tenho imensa pena! Imagino que sejam cor de mel e doces como a sua voz, mas quem sabe até podem ser azuis como o céu ou verdes como o mar… Ou cinzentos como nuvens que nos transportem para outros locais….

Melody Gardot é referida como a “Artista Acidental” por se ter dedicado à música como medida terapêutica, na sequência de um grave acidente de viação. Ia de bicicleta quando foi atingida por um carro. Fez várias fracturas, até na cervical, e sofreu um sério traumatismo craniano (não confundir com os traumatismos ucranianos). A sua primeira produção chama-se “The Bedroom sessions” por ter sido gravado numa altura em que não podia caminhar. Perdeu a memória e teve de reaprender uma série de coisas outra vez… Usa uma bengala por ter ficado com vertigens e os óculos de sol devem-se à fotofobia e não a pretender criar um estilo…

Por isto tudo, quando ouço uma referência às pernas da Melody Gardot, para além da sensualidade que transborda, fica uma nota de ternura. Ternura envolvida pela voz, que nos encanta, delicia e enfeitiça, com uma nota de mistério, nos óculos escuros. Sim, uma mulher de óculos também pode ser tremendamente sensual!

Viveu em Portugal seis meses e gostou. O Tio do Algarve não a conheceu pessoalmente, mas não se importava nada de se ter cruzado com ela no Estoril, em Cascais, no Castelo, no Tango na Rua ou noutro local qualquer. Num restaurante tibetano na Calçada do Duque, ou de cozinha tradicional portuguesa…

Irónico poderá ser o nome do seu último álbum: ”The absense”. Quanto mais o ouvimos, mais sentimos a falta da autora, ou de alguém que nos conforte…Hoje especialmente.



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