quinta-feira, 7 de junho de 2012

Desgosto sem alegria



Nesta relação que todo o Portugal, excepto eu, já deve conhecer apresenta-se um ranking dos diferentes escretes, ordenados de forma decrescente. Não seria despicienda uma comparação com o Mundial da África do Sul que começou com a música da Shakira e acabou num coro de vuvuzelas, que teriam sido melhor utilizadas noutra coisa que não como instrumento de sopro…

No Eles-ropeu que Nós-Pagamos, espero apenas que não tenham feito reservas até ao final do campeonato….Ah! Ganhámos à França! Parece que eles não vão, mas vão dizer que até foi de propósito para não gastar dinheiro e evitar ganhar à Alemanha, situação que poderia provocar uma ruptura no Eixo Franco-Alemão…

Aqui fica a famosa listagem, qual noc list à portuguesa:

1. Portugal ? Opalenica 33.174 euros
2. Rússia ? Varsovia 30.400 euros
3. Polónia ? Varsovia 24.000 euros
4. Irlanda ? Sopot 23.000 euros
5. Alemanha ? Gdansk 22.500 euros
6. Rep. Checa ? Wroclaw 22.200 euros
7. Inglaterra ? Cracóvia 19.000 euros
8. Holanda ? Cracovia 16.200 euros
9. Italia ? Wieliczka 10.500 euros
10. Croácia ? Warka 8.300 euros
11. Dinamarca ? Kolobrzeg 7.700 euros
12. Espanha ? Gniewino 4.700 euros


No final faço uma relação entre custo diário e resultados, com recurso ao método dos mínimos quadrados. Aposto que não vai ser surpresa nenhuma…

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Demagogiollande, mas não rompe…


A receita é sempre a mesma, para cada um dos blocos dos vários governos que nos desgovernam. Apesar de terem sido eleitos para nos governar, acabam por se governar a eles, deixando os pobres cidadãos do dito primeiro mundo num estado de desgoverno que nem as piores catástrofes naturais do terceiro mundo conseguem: Fica um deserto de pessoas.

E com esta história da Comunidade Europeia, aliás Comodidade Europeia, conseguiram arranjar maneira de se governarem sem serem eleitos, nem as suas leis aprovados pelos países que serviram de base à constituição dessa Grande Fraternidade da Mama. Pelo contrário, a Grande Fraternidade da Mama é que envia leis para os países de base, que têm que as transcrever, perdão, verter (de acordo com nova terminologia) para o seu edifício (ainda de acordo com nova terminologia) legislativo. Até me parece bem esta terminologia do verter e do edifício. Todos os edifícios públicos têm WCs e verter águas é um termo que ainda se usa e se aplica muito bem a estas traduções ipsis verbis em que somos peritos.

Pois o nosso recém-eleito Demagogiollande não tem tempo a perder nas actividades diplomáticas. Uma reunião com o Presidente que ninguém elegeu, mas que foi eleito pelo tratado de Lisboa e depois re-eleito, como prémio pelo seu papel discreto. Logo de seguida, um beija-mão â tia Merquela, ao Barraca Abana Mas Não Cai. Pelo meio, ainda teve tempo de fazer uma coisa que todos os governantes deviam fazer, baixar os ordenados desta “aristocracia lumpen”. Quando pensava que nem tudo é mau, vem a notícia da invasão da Síria…Enfim, tudo na mesma! De certeza que recebeu a selecção francesa no Eliseu e vai aproveitar o europeu na Polónia e Alemanha para umas cimeiras bilateriais….


E aproveito para postar mais uma intervenção do Nigel Farage sobre essa personalidade que serenamente e na sombra vai presidenciando (esta vai para o Ticionário) o descalabro dessa construção económica que os políticos, com o sucesso que se vê, quiseram transformar em política.

 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Alegria e desgosto, mistura aparentemente contraditória


Há dias, uma televisão passou-me em frente aos olhos e percebi que transmitia um jogo da selecção portuguesa. Pensei que lhe poderíamos chamar escrete, para os nossos amigos do outro lado do atlântico não se escandalizarem com o c antes do outro c cedilhado, mas estes pensamentos foram interrompidos quando vi que Portugal perdia com a Turquia. Perguntei, para me certificar se era verdade, se Portugal estava mesmo a perder, ou o resultado que o ecran mostrava não era o total de faltas, de foras de jogo, ou de outra coisa qualquer. Não. Eram mesmo golos! Fiquei muito mais descansado, mas o meu curto sossego foi interrompido quando me disseram, como que em justificação, que o Ronaldo (não o MacDonald, mas o Aveiro) tinha falhado um penalty. A minha exclamação deve ter sido mal entendida porque logo de seguida veio a justificação: Este jogo não é do Europeu, é de treino, é um jogo de amizade…Não conta!
Percebi que íamos ter mais loucura. Mais bandeiras às janelas, mais cromos e cadernetas, mais estágios, mais reportagens inteligentes, mostrando os jogadores a comer esparguete, alternando com imagens do parque de estacionamento, para a populaça poder admirar as viaturas onde se deslocam. Pelo meio, ainda vamos poder testemunhar a ansiedade das mulheres durante os jogos e uma ou duas idas às compras, a torrar os cartões dos maridos/companheiros, que com tanto esforço o ganham. A cereja no topo do bolo será a re-seção (new acordo dixit) pelo presidente ou pelo segundo ministro…Felizmente, desta vez, ficámos pelos estágios, sempre saem mais baratos que os estádios e SCUTS, que tanto ajudaram a desenvolver o pais, tirando Portugal desse buraco negro que se encontrava antes de 2004. Acho que vem desde aí o meu fraquinho pelos gregos…E pelo Benfica que teve que comprar o tipo que nos marcou o golo nesse ano em que a moral portuguesa esteve muito em cima.

Fico com uma esperança secreta, que partilho com os meus leitores. Pode ser que alguém se engane e, em vez de comprar bilhetes para Varsóvia, vá a Vila Viçosa, ou a Elvas, em vez de Kiev ou, para os mais afoitos, Monsaraz em vez de Mönchengladbach. Sempre ficam a conhecer mais um pouco de Portugal e evitam encontrar-se com a turba de adeptos desse desporto a que alguns republicanos chamam rei. Ironia da grossa.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Chicago, a cidade das grandes alusões


Não deixa de ser curioso que o nosso Coellinium tenha escolhido Chicago para vir a público defender o seu amigo Ervas.

Chicago, onde infelizmente nunca estive, é conhecida como a cidade dos ventos. Também me vem à memória o grande incêndio no final no séc XIX, e Al Capone, o mais emblemático gangster dos anos 20 e 30 do século passado, nessa época de ouro do crime organizado. Ora o nosso Aphonsus foicondenado apenas por fuga ao fisco e depois de poucos anos na cadeia, passou osúltimos da sua vida em casa, na Florida, onde morreu. Estaria completamentediminuído, mental e fisicamente, pela sífilis e por isso lhe terão comutado a pena…

Ora esta alusão subtil qb, à política de terra queimada, à ventania que faz sentir nas nossas carteiras, à lei seca e ao chefe do crime organizado não pode passar despercebida. Também não é despicienda a questão da loucura…Temos homem!

O que dirá disto o Silva da Selva (dos Carvalhos)? Vou ficar atento aos sms…

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