quinta-feira, 10 de maio de 2012

Desculpem lá qualquer coisinha…


 Hoje de manhã o meu site apareceu com a bandeira da Palestina. Até aqui nada de mal, mas não me atrevi a clickar em cima dela para ver o que acontecia. O tag do separador, em vez do simpático nome da empresa dizia: hacked by, seguido do nome do alegado usurpador do meu querido domínio.
Como domínio é coisa que não me falta, por respeito ao mês em que estamos e à proximidade da celebração do Nakba Day, o dia do desastre ouda catástrofe, decidi esperar pelo início da tarde para reportar o erro e pedir a reposição do conteúdo original do site. 

Acho que é o tipo de ataque de hackers que, desde que não interfira com os emails, não nos roubem passwords, nem façam usurpação de identidades, não incomoda muito.
Claro que ficaria muito mais contente se em vez do meu site profissional a sofrer este ataque (e muitos outros no Al-garve), tivesse sido algum site oficial dos países que se apressaram em 1948, a reconhecer o Estado de Israel, como os Estados Unidos…

Por isso meu caro hacker, tem toda a minha solidariedade, no que respeita à expulsão do povo da Palestina das suas terras e casas. Espero ver muitas vezes a bandeira da Palestina, mas preferencialmente noutro site, que não o meu. Afinal também sou mouro, como tão simpaticamente me recordam no Porto. Os Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África e noutros lados, declaradamente não estão de costas voltadas, nem são inimigos. Ibn-Arrik foi um guerreiro honrado e essas lutas do passado há muito estão arrumadas. Vivemos em paz, apesar dos nossos 2 submarinos, e o nosso rei já não usa o título de “Pela Graça de Deus, Rei de Portugal e dosAlgarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista,Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, e que mais houvesse…”

Quanto ao resto, meus caros irmãos, desculpem lá qualquer coisinha...

sábado, 5 de maio de 2012

E por falar em Tango...

Hoje é Sábado e amanhã é Domingo!!!!

Eu peniano, me confesso


Libertados que estamos do jugo da ortografia passada, neste mar de liberdade ortográfica onde cada um escreve o que lhe apetece e como lhe apetece, aproveito para navegar para as águas agitadas da política.

Depois de mais de duas horas de M. Samedy e M. Benelluxe, transmitidas em directo por nada menos que três televisões, só me resta esta opção.

Se Samedy é o valet de chambre de Mme. Merquela, M. Benelluxe é o Segurème de França, seguramente o candidato que diz o que todos querem ouvir, contrariando o Samedy que anuncia o que ninguém quer ouvir…

A história repete-se e depois do “runtos vamos conseguir” de Socretellium e do Mr. Bean de Valladolid, vamos ter o “ensemble il marche” de Segurinho e Beneluxe

A França já teve outras quase esperanças. Na altura em que nos debatíamos com o candidato a filósofo e os seus socretinos, Royalmente acreditava-se que uma mulher iria ser a presidente de nos amis. Uma Marianne, bem simpática e sem barrete frígio, no bastião da república…Um sonho que não se concretizou, uma esperança que morreu e lá apareceu o Samedy…

Depois apareceu o New Gengis Khan, que trouxe a esperança de vir dizer a verdade sobre a Eles-ropa. Veio ou foi-se antes do tempo (o pronome reflexo pode ser colocado em qualquer dos verbos) e morreu para a política ao abraçar os prazeres carnais e ao trocar os comícios pelas orgias.

Agora Samedy defronta-se até à morte política e consequente advento de uma vida à grande e à francesa, num lugar discreto, antes da prateleira de luxo da Comunidade Europeia levado pelo seu adversário de promessa fácil, que vai insistir neste projecto fracassado da Europa solidária, onde os mais ricos de uns países pagam os desmandos de outros mais ricos em países mais pobres! Enquanto obrigam os seus concidadãos a uma carga brutal de impostos, fazem a caridadezinha de ajudar os mais pobrezinhos…Alguém acredita que isto dura para sempre? Haverá alguém de bom senso que pense que a união europeia apareceu com fins caritativos? Pelos vistos há, doutro modo ninguém se deixaria levar por estas histórias de embalar.

Hoje só uma hipótese me parece plausível: O fim da comunidade europeia, como a conhecemos agora. O fim da europeíte aguda. O fim do sonho que matou o nosso aparelho produtivo, a nossa agricultura, as nossas pescas, a nossa vontade de trabalhar e produzir e se transformou no pesadelo actual.

É por isso natural quem em todos os países da europa aparecem leaders, como Mme. Stylo, a defender o orgulho nacional, quais Mariannes (e o nome até é parecido), sem barrete frígio, mas de tricórnio ou chapéu de toilette e bandeira em riste a defender os seus países. Não me choca... Incomoda-me sim a demagogia dos que fazem promessas que não podem nem tencionam cumprir, dos que sistematicamente escamoteiam a verdade, dos cordeiros que vestem peles de lobo para assustar os mais fracos, das serpentes que rastejam aos pés dos poderosos e mordem os mais fracos a quem previamente retiraram a possibilidade de poderem ser assistidos num qualquer hospital. Metem-me noje os que querem aligeirar o Estado, mas começam por baixo. Revoltam-me os preferem não ler, mas conhecem tudo, revoltam-me os que não querem ver e tudo sabem….

Por isso, por mais demagógico que seja o discurso desta nova Marianne, tudo o que sirva para contribuir para o desmembramento deste monstro bicéfalo a que chamam, e insistem em chamar, comunidade, é bem-vindo. Mais demagógico é quem, contra todas as evidências, pretende continuar a convencer-nos que existe uma Eles-ropa social e solidária, a pagar as contas e uma Eu-ropa de férias a ter o proveito, a viver dos rendimentos dos outros. Essa é uma mentira que ninguém deve acreditar. Acredito sim que as convulsões sociais vão crescer, apesar do muito enraizado que está este mito das duas ropas.

E como sempre fiz na vida, prefiro pensar com a minha cabeça e agir, mesmo que seja de forma precipitada, do que não fazer nada. E, neste caso, até nem penso com o pénis, mas sim com a caneta…

Mais vale uma Caran d'Ache no bolso do que uma Montblanc e uma Cross na montra.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Mon Amy Samedi


Mon Cher Amy,
Tu sais que je sui très amy de France. J’avais un grand amy, le Mediterrany, nous étions très proches, mais il n’est pas pendent nous, maintenant. Il est parti pour le paradis (Non. Non pas pour le Moulin !!!)

Alors maintenant je veux faire une mission de conseil a toi. Tu as besoin de ça !

Il faut prendre plus des arabes pour gagner les votations de droite ! Qu’ que tu fais ? Vite, vite, allez y! Prend les plus que tu peu ! Pour gagner plus a droite if faut aussi parler de France, le meilleur pays de Europe, e même aussi de France et Ille de La Réunion ! Le hexagone magique, le pays de Platini et de Zidane (n’hésitez pas a une cabeçade dans l’ennemi quand il faux).

Il fuax aussi remplacer les portugais pour les marocains et les noires dans les anecdotes (oui, aussi dans le Languedoc). 

La belle Carla Passer-a-Ferro, peut se coller à gauche. Elle peut faire de meetings avec les gitanes, fumer en places où il est interdit de fumer, se promener dans le marais, avoir un copin gay e sur tout (très import) te mettre les cornes (ou ç’est ça que tu penses, t’encorner). Toi tu fais de maride liberal por agrandir à la gauche, mais en secret tu le prend dans la Bastille. Comme il n’y as pas de prison dans la Bastille (je dors beaucoup dans l’opéra, Senat dans les comemoratios du 25 ème Abril et cette Année je pas y allé), envoy le en secret pour Madagascar et le sujet et resolvu.

Pour derroter ton oponent (le Beneluxe) il faut decouvrir qu’il été nazi et très proche de Goebbels. En secret dit a Figaro q’u tu te souviens de soirées a Bucareste avec eu et Goebbels et le Folies Bergères (où Bucarest, où Budapest, tu voix le meilleur, mais il faux choisir une place où tu as était).

L’idéal seria arranger une liaison pendent M. Beneluxe et Madame La Espherográfique… Çá marchais avec ginjas !!!!

Pour parler en marchais, notre amy Georges il est party, aussi ? Je ne le vois il ya plus longtemps !!!
Dites moi quelques chose, j’ai sédations de te revoir, mon caramel !

Ton amy du fond du cœur,

Mére de Just l’Airs


Nota do Tio do Algarve: Esta carta foi encontrada no acervo bibliográfico do Tio Antoine Bernard de Sourire, Marquis de Gargallades (adido diplomático da Santa Sede em Paris), e publicada de acordo com a sua grafia original. Supõe-se que “amy” significará “ami”, onde se menciona “prend” pretenderá o autor referir-se a “prender” (Emprisonner). Deduzo que seria “faut” que se pretenderia escrever quando se usa “faux”, tu “as était” quererá referir-se a um sítio onde ele tenha estado, e assim por diante. O Nome do autor por razões de segurança nacional foi devidamente encriptado.

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