sábado, 7 de abril de 2012

Vizinhos com sono leve


Conheço pouco os meus vizinhos. Não me refiro à blogosfera, mas à realidade de uma cidade pequena. Não tenho nenhum bar por perto, nem as ruas onde vou morando em part-time têm grande vida nocturna. Estarão a pensar que tenho que a procurar longe, é verdade. E será melhor…

Há dias batem-me à porta pelas 4h30 da manhã. Até me tinha deitado relativamente cedo, para os meus padrões e hábitos de fim-de-semana, mesmo que fora dos dias habituais. Não havia música alta, nem cheirava a queimado (já me aconteceu). Também não via fumo. Aliás, acho que não via nada, aquela hora da manhã, até que abri a porta e dei de caras com um tipo de roupão (à pressa também lá tinha conseguido desencantar um que consegui vestir no percurso).

Disse-me que era o vizinho de baixo e não conseguia dormir. Um alarme soou na minha cabeça, mas felizmente contive-me até às explicações. Enquanto pensava na minha casinha junto ao mar, sem vizinhos por baixo, lá fui ouvindo o que me dizia do barulho que, segundo ele, começou quando eu tinha chegado a casa, cerca das duas da manhã.

Pensei no pior, vai-me dizer que é algum barulho em que o ritmo aumenta, ao mesmo tempo que a intensidade e depois pára, recomeçando algum tempo depois, mas não. Nada disso. Era uma porta que rangia e batia. Apesar de levemente, batia e não parava! E ele não conseguia dormir. Foi esta a explicação que me deu…

Felizmente no caminho para a porta da rua, ainda ensonado ouvi uma porta a bater muito levemente e a ranger, ao abrir e fechar, com a brisa. A janela tinha ficado aberta, como é costume, mas havia vento. Por isso fui fechá-la, antes de abrir a porta…

Desculpe mas não estou a ouvir nada, deve ter sido no apartamento debaixo do seu disse-lhe, enquanto fiquei com a certeza que ele pensava que o ranger era de outra coisa…

Acho que não o vou reconhecer se algum dia o encontrar no elevador e espero que ele também não.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

HIr vonen und kommen


É a nova conjugação do verbo rally de Portugal 2012, depois da desclassificação do vencedor (Mikko Hirvonen), por causa da embraiagem do carro. Percebo pouco do assunto, mas a derrota da Citroën fica a saber a árbitro de futebol …

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Carta da cidade luz


Cher Antoine Bernard,

Tu est un cabron, toujour a gozer avec moi quand j’etait le chef du conseil du pays. Mais j’ai tournee ma vie, completement . Je suit neuf autre fois!

Mon cours va très bien. Je sui presque dans le fin de l’anné numero un, je serait un philosophe en courte temp, mais je connais dejá toute les restaurants de Paris, beacoup des discoteques et places pour se amuser. Il me souvient beacoup de fois ce pais, comme s’apelle? le portugais! Mais je ne regrette rien, comme la chanson de Charles Piaf. Je vois la vie en rose! La rose, oui la rose (tu sais je que je veux dire)…

Mon français est excelent, je fais un cours avec examinations au Dimanche. C’est vraimente dificile d’envoier les faxs, mais c’es la vie! Il est besoin de se esforcer pour havoir les choses!

Toujour on prend un où deux muslims. Un jour bon ils prend catre ou cinq. C’est très bien por les elections. Notre ami N. (je parle pas des noms, tu sais porquoi), il monte dans les appels de votation. Chaque cinq muslim en prison, chaque 0, 5% il monte dans les intencions. Il presque n’a pas besoin de sa famme por monter. Il monte tout seule, depuis qu’il y a mês conseils…

Et toi comme vais tu por le portugais? C’est en pays chouette, le portugais!  Son les gents plus calmes du monde. Ils ne pense qu’a Football, Fátima e Fado. Maintenant ils pense aussie au sex, parce qu’ils sou foutus!

Bon il faut que je m’en aille (je apris cette phrase, cést phantastique, non?). Je te laisse avec la musique de Graeme Toutbien, avec le mêmme nom.

A bientôt,


X.


E aqui fica o "Il faut que je m'en aille", interpretado pelo Graeme Allwright, referido nesta interessante cartinha que recebi da cidade luz:




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