sábado, 17 de março de 2012

Novo imposto sobre os nomes


Lamento dar más notícias, mas os deveres de lealdade, transparência e a consideração que me merecem todos os que por aqui passam e, de um modo especial, as seguidoras e seguidores destas viagens, a tal me obriga.

O novo imposto é sobre os nomes. Todos os cidadãos com o nome Eurico ou Eurica passarão a pagar anualmente uma taxa sobre a riqueza do nome, bem como uma taxa especial sobre ostentação de riqueza.

Este imposto, especial, vai ser aplicado a todos os cidadãos, sem excepções ou excessões, com efeitos retroactivos. Um porta-voz do desgoverno explicou que tratando-se de um imposto anual sobre a riqueza, os ricos terão que o pagar! Se viveram mais, têm que pagar mais, é uma elementar questão de justiça e equidade fiscal!

Foi entretanto concedida uma excepção, a um cidadão português, já falecido, que apresentou um requerimento por email a pedir uma excepção. Dado tratar-se de um presbítero e o requerimento ter sido enviado por um amigo, Teodomiro, foi aceite. Assim esse Eu, rico ou pobre, ficará conhecido como Eurico, a excepção.

Um porta-voz do desgoverno não quis confirmar se este novo imposto se aplicara também aos Albericos,ou aos residentes em ruas com o nome de Eurico, prometendo para segunda-feira, uma conferência de imprensa com os secretário de status da toponímia e da onomástica.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Quatro ou quarenta


Não é todos os dias que se faz quarenta anos, mas também não é todos os dias que se faz quatro!
Este contacto que fui mantendo com quem tem passado por aqui, tem sido tão rico e interessante, que sinto que já passaram quarenta anos mas, por outro lado, o tempo tem passado tão depressa que me parece que foram 4 meses…

Como sou chocolatífero e adoro queijo, resolvi procurar uma coisa que combinasse esses dois ingredientes mágicos e que aqui deixo para partilhar com as minhas leitoras e leitores. Bom apetite e obrigado a todos!




E porquê? Há quatro anos comecei assim:


quarta-feira, 14 de março de 2012

Psicopatias e muito mais além


Mesmo depois segunda colectânea de Tias, a das Tias porafinidade, escapou-me a importante Psicopatia! Reflectindo melhor sobre o assunto, antevejo uma razão para esse lapso, sem ser a Freudiana. Em rigor a Psicopatia já na primeira vez que abordei o assunto sob a forma de prontuário, devia ter sido referida!

As notícias das 8h00 deram-me o mote e permitem-me reparar esta terrível falha. Ainda a passar para o mundo consciente lá vi referido como novidade recente (o tempo é o que queremos que seja…), o livro do Jon Ronsosn sobre a existência de psicopatias nas hierarquias das empresas. Ao que parece,quanto mais elevado for o nível, maior a probabilidade de encontrarmos as taispsicopatias…

O livro chama-se o Teste do Psicopata e certamente deve valer a pena ler. Ainda não o fiz, mas sinto que passa para além das matias (as manias das Tias e dos Tios). A notícia de hoje dava também conta psicopatias na classe política. Segundo o autor também abundam, para além das empresas.

Ninguém atento ao mundo real tem dúvidas disso, mas mostrá-lo exaustivamente é de louvar!

E se querem passar a olhar os vossos chefes com outros olhos, convém ler e ter presente os 20 sintomas identificados. Para despertar a curiosidade, refiro alguns: Mentira patológica, Astúcia/manipulação, Ausência de remorso ou sentimento de culpa, Insensibilidade/Ausência de empatia, Controlos comportamentais diminutos, Comportamento sexual promíscuo, Ausência de objectivos realistas de longo prazo, Impulsividade, Irresponsabilidade, Incapacidade de assumir a responsabilidade pelos próprios actos. São apenas alguns que escolhi sem grande critério de selecção. Não leio mais, por razões evidentes...

O Jon Ronson levou o assunto muito a sério, nada como estas sintomatologias que tenho vindo a a identificar nas empresas e que se enquadram noutro tipo de afecções, quiçá mais ligeiras, ou numa fase inicial. Recordo o Sindroma da Cigarra, o do Euromilhões, entre outros.

Modestamente atrevo-me a dizer que essas manifestações poderão ser indicadores dessas psicopatias… E também não tenho qualquer dúvida que precisam de um tipo de terapêutica semelhante, temática complexa que ainda não abordei aqui. Afinal não é isso a consultoria? Não é a consultoria uma forma de procurar a solução para esses problemas? E o coaching? Então, a partir de agora, em vez de consultoria e porque não sou fundamentalista e até tenho uma certa afinidade com as Tias, vou designar as sessões de consultoria por alopatias…

domingo, 11 de março de 2012

Goa, Damão e Diu


Para por a escrita em dia, mais do que para recordar os bons tempos da faculdade, lá fomos comer uma francesinha ao Diu, verdadeiro lugar de culto, da Invicta, para a rapaziada da minha geração.
Estávamos tranquilamente a saborear as ditas cujas, quando fomos interpelados por umas jovens simpáticas que recolhiam informação para um inquérito aos hábitos sociais dos portugueses.
Claro que acedemos a colaborar, em troca de recebermos informação privilegiada sobre o resultado do estudo. Leia-se: os telefones das miúdas. Não perceberam as intenções da rapaziada e hoje recebi o mail, com a versão draft do relatório:
  • 20% dos Portugueses casam-se, pela primeira vez, depois dos 40 anos.
  • 40% dos Portugueses chegam aos 40 anos com dois casamentos
  • 100% dos portugueses são leais e fiéis às suas mulheres, de acordo com declarações prestadas antes de beberem 4 finos (ou imperiais...). Depois desse nível, já admitem alguns momentos em que não se recordam do que aconteceu, nem como começou. Mas negarão sempre qualquer história que lhes atribuam.
  • 80% dos portugueses conhecem as palavras lealdade, fidelidade, solidariedade, compromisso mas não sabem exactamente o seu significado, mesmo antes de ingerir qualquer bebida alcoólica ou não.
  • 20% dos portugueses assume ter um blog
  • 40% tem dois avatares, ou mais
  • 60% dos portugueses tem mais de 4 endereços de email
  • 20% declara ter apenas um endereço
  • 20% admite ter declarado ter um, mas tem mais de dois endereços de email
  • 100% está farto de ser insultado pelos políticos.
  • 200% Não se importam de voltar a ser inquiridos pelas mesmas entrevistadoras, mas noutro local
  • 60% das entrevistadoras gostava de voltar a entrevistar os mesmos inquiridos outra vez
E Damão e Diu? 80% dos inquiridos dizem já ter dado a mão a alguém. 20% declara já ter dito: Larga-me damão, senão temos o caldo entornado...
Diu? 100% das inquiridoras declara conhecer essa cidade, mas prefere outras mais seguras. 100% dos inquiridos dizem que mesmo sem risco de chuva convém levar gabardine. É mais seguro. A única excepção é ficar em casa, na Lapónia...(Ainda há quem acredite no Pai Natal...)

Infelizmente, esta amostra de inquiridos nunca mais se poderá voltar a reunir, ficando de fora a possibilidade da replicação do estudo, noutro momento, com a mesma amostra. Com pena minha… Fico com a dica para abordar a questão amostral noutra oportunidade…



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