quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A mosca no Bolo-Rei

Continuando nesta senda dos ditados populares, tenho presente o muito bem aplicado: Quando abres a boca ou entra mosca ou sai asneira. No entanto este ditado pode ter, agora uma variante, mais erudita: Quando abres a boca, ou sai asneira ou deixas antever o Bolo-Rei…

Depois das vaquinhas que se riem, agora vêm as dificuldades em conseguir que a reforma dê para pagar as despesas. Será que para o ano já não vai haver Bolo-Rei, por causa dos cortes? Ou vai sugerir a quem não tem pão que coma Bolo-Rei, por causa da equidade? Qualquer que seja o objectivo, esta última revelação de Poncius Cavacus, é sensacional e tem provocado as reacções mais díspares. Para além de uns sorrisos amarelos, de umas gargalhadas sinceras, de uns posts no facebook e na Blogosfera, temos agora uma petição a pedir a sua demissão.

Se pensarmos que cada ex-presidente custa ao erário público mais de 300 mil euros por ano, quem se fica a rir, para além das vaquinhas, são os burrinhos. Esses continuam sempre a mostrar os dentes, apesar das chibatadas que vão levando pelo caminho. E quanto mais levam, mais mostram os dentes. Será a rir? Não sei, mas até para burros já é demais!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Afinal havia outra...

Não há só uma Maria na terra, é um ditado bem português e que aqui se aplica perfeitamente.
Melhor ainda, só conjugado com outro:

Quando um português vê uma bolacha, não vê logo duas ou três…

E para que fique claro, e porque não há luar como o de Janeiro, nem amor como o primeiro, aqui fica a fotografia tirada, não da janela, mas da esplanada da primeira. E até há pouco tempo, única no meu conhecimento da cidade, que apesar de Augusta, também é conhecida pela sua porta aberta. Este epíteto, acredito agora, que pode dever-se à maneira franca, simpática e aberta como recebem os que a visitam!

E que boas vizinhanças têm estas Marias…



terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Pintelhice ou Pentelhice? Passarinhos e Passarões!


Esta questão dos pelos púbicos ficou famosa na altura do acerto dos tachos, perdão, do acordo da troika, que permitiu o resgate financeiro de Portugal. Nessa altura ficou claro que pintelhos e pentelhos eram duas coisas diferentes, apesar de qualquer delas estar sublinhada a vermelho pelo meu puritano corrector ortográfico.

A entidade que, em boa hora, provocou a clarificação dos diferentes significados associados a estes dois signos frequentemente usados, como se da mesma coisa se tratasse, está outra vez nas bocas do mundo. Desagradável, como também é, o segundo destes étimos, na boca. Desconheço a sensação do pentelho no bico do pintelho, mas na boca é desagradável. Fica-se com a dúvida de como o remover de forma rápida e discreta, sem ser ostensivo ou malcriado, uma vez que cuspir estar fora de questão. Talvez delicadamente, com os dedos, depois de o encostar, com a ajuda da língua, a um sítio onde seja fácil de o remover…

Enfim e se fosse o contrário? Se esta personagem em vez dos ditos pelinhos púbicos, como forma de identificar as divergências passiano-socretinas no dito entendimento cordial, se estivesse a referir aos passarinhos? Se esses pintelhos fossem uma forma de dizer que com uma boquinha de pintassilgo e uma voz como o chilrear dum passarinho, dão música a toda a gente? Claro que para essa música, gastam muita alpista, que está muito cara, apesar de não atingir o preço proibitivo do pão…

Pois este passarinho, voou, arranjou um poleiro novo, e pelo justo valor de mercado (eufemismo utilizado para dizer o que quer que seja), na companhia de outros passarinhos. Não sei se cantam, mas que comem alpista como uns brutos, comem, de certeza. É uma equipa multifacetada, cheia de experiência, polivalência e, grande coincidência, foram todos escolhidos pelo accionista! Nós ficamos a olhar para este bando (um belo conjunto de passarões) e nem a esperança de os ver poisar nos dá ânimo, pois são uns autênticos abutres, sentem o cheiro da carne putrefacta da nossa inteligência.

Por estas e por outras, para evitar embaraços é que sou adepto do corte radical. Refiro-me à, ausência total de pelos nas zonas púbicas e não a fazer rolar algumas cabeças, pelo corte. Au naturel, malgré tout, pelo sim pelo não…E pelo sim, pelo sim, de acordo com o acordo ortográfico...

A conclusão a tirar desta história, é que há pelos e pelos. Pelo sim, prefiro falar. Pelo não acho que já basta de tanto passarão, com penas de pintassilgo!

Como é que nos livramos destes pentelhos doutra forma? Esta sai cara!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Tocata e Fuga, uma variação selecta do popular Toca-e-foge

Sempre pensei que Bach era o músico das Fugas, mas afinal parece que estava enganado! Recordo a Tocata em Fuga em Ré Menor, num órgão de tubos, magistralmente interpretada, e que chegava até à alma, pela energia que transmitia. Curiosamente não me lembro de ter alguma vez ouvido o Adágio e Fuga em Dó Menor, composta cerca de 100 anos depois por Mozart, compositor que gosto imenso de ouvir, e cuja vida foi há alguns anos transformada em filme por Milos Forman. Nesse filme, Amadeus, a história é narrada por Salieri, outro músico da época, que se presume tenha envenenado Mozart, por inveja. Confesso que vi o filme há séculos e as minhas memórias podem ser um pouco imprecisas…

Recentemente Mozart voltou à ribalta e toda a gente ficou a saber que há ordem para fugir da ordem. Não me parece que esta fuga seja um bom adágio, mas pelo se ficou a saber, depois de tocados pela fortuna, há que fugir, que é como quem diz: “estamos no ir”, ou em macarronic english: We are ongoing, variação sem dó do: off we go (with the money, I say)

Enfim, uns compõem peças musicais para deleite de outros, alguns servem-se das partituras para subir na vida…O que é certo é que estas obras de Mozart, não podem ser compradas em qualquer loja…Talvez se veja um concerto na televisão, depende do canal…

E porque a vida é feita de ligações, deixo os links para quem quiser ouvir estas duas boas fugas e fugir, por uns momentos, desta sinfonia em dó maior, a que assistimos no dia-a-dia e que nos faz doer a todos!

Tocata em Fuga em Ré Menor de Bach



Adágio e Fuga em Dó Menor de Mozart

 


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