sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

The A-Branding, a Portuguese Way of Positioning



O posicionamento e a segmentação são duas etapas fundamentais da actividade no Marketing nas empresas. E os erros neste processo pagam-se com o insucesso….

Mas adequar um determinado posicionamento a um, ou vários, segmentos de mercado não é suficiente para garantir o êxito, nem sequer a sobrevivência no médio prazo. Há dias, numa das minhas visitas blogosféricas habituais, num inocente comentário a um post, citei aquela máxima dos produtos e da publicidade: “não há nada pior para um mau produto do que uma boa campanha de publicidade. Não é o que se passa com exemplos, mas dá-me a oportunidade de escrever algumas linhas sobre o tema, tecendo algumas considerações sobre branding e posicionamento.

Os Portugueses sempre foram originais e hoje em dia continuam a sê-lo, encontrando soluções expeditas para situações complexas, sem grande reflexão e com ainda menos análise. Saímos da situação complexa, já está resolvido o problema, amanhã é outro dia… E todos os dias temos exemplos deste “desenrascanso à portuguesa”… Até assuntos de grande responsabilidade são resolvidos por esta metodologia “à Portuguesa”. Em parte já tinha abordado um aspecto particular deste “modus faciendi” num outro post, bastante mais ácidoque aproveito para linkar

Hoje, quando assistimos a statements do género “preços à Continente”, para indicar que os preços são baixos e uma reputada equipa defutebol tem na sua gama de merchandising, preservativos que dizem “ Esta vai ser à Benfica” ficamos com uma dúvida. Contrariamente, ao que acontece com noutros países, o A-Branding, Portuguese Way, tem um significado muito abrangente. À grande e à Francesa é uma afirmação que não deixa lugar a dúvidas! Pelo contrário, o “à”, usado à Portuguesa, parece ter uma abrangência grande, um espaço onde cabe uma infinidade de possibilidades, um continuum entre as batatas fritas às rodelas do Bife à Portuguesa e as mesmas batatas, cozidas inteiras, do Cozido à Portuguesa (o dito), entre a gordura vegetal e animal, entre a carne sem músculo e a gordura mole, entre o frito e o cozido…

Independentemente das relações afectivas com os pratos e as marcas citadas e do poder e eficiência das expressões referidas, ficaremos com a dúvida se estes “à” nos remetem para grande ou pequeno, para rápido ou demorado, para preciso ou inexacto, para músculo ou gordura… E nesta questão dos preços e dos preservativos, pode fazer toda a diferença.

À boa maneira portuguesa (Portuguese Way), este prosa, foi inspirada num bifinho da vazia, na frigideira, com fatia de presunto, tudo bem regado com um bom vinho do Dão da Quinta da Taboadela (não tenho comissão).


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Indo eu, indo eu, a caminho de Viseu...

E lá se foram 5,5 euros, por passar debaixo de uns pórticos muito giros. Ainda não tinham posto as iluminações de Natal, só umas luzes brancas. No regresso pode ser que já tenham. HA 25, vai passar a ser nome dessa auto-estrada, numa perfeita correlação entre o custo, medido em acções de um determinado banco e a anterior denominação.

Na A22 já tiveram fogo de artifício e fogueira, uma mistura de Ano Novo e S. João...O Algarve, sempre em festa! E rija. Também como sempre, infelizmente, os excessos são condenáveis...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Serial Killer à Portuguesa


 
Depois da alucinante enchente de notícias sobre o Portuguese Serial Killer, de repente veio um balde de água fria. Afinal era uma brincadeira? Enquanto os media incansavelmente entrevistavam reputados especialistas em psicologia criminal, a TVI já imaginava o 356º (será o tricentésimo, quinquagésimo sexto?) episódio de Criminal Minds à Portuguesa, e um reality show só com criminosos potenciais, o Correio da Manhã já preparava uma edição especial e oo país, com as notícias das Caxinas, já tinha esquecido o subsídio de Natal, eis que caiu a bomba.

Caíram por terra os sonhos de muitos aspirantes a agente especial Jason Gideon ou Dr. Spencer Reid ou ainda  a Hotchner. Outros que aspiravam a ser Dereks Morgan e mesmo elas, que se viam como a Elle Greenway, Jennifer Jareau ou Penelope Garcia, bem podem ficar agarrados aos PCs, ou aos monitores de televisão. Não temos Serial Killer, para já. E não porque a comunidade europeia tenha proibido, ou por causa do deficit, ou porque o Tozé, o Jerónimo, a Ana, o Xico ou outro qualquer político não comprometido actualmente na desgovernação, tenha querido chamar os portugueses para a realidade em vez de os deixar percorrer os corredores da imaginação, em busca do porquê de tais actos…

Sem Serial Killer, Portugal tem sim, um sério caso de Cereal Killers, síndroma muito comum, que faz com que entre duas colheres de Cerelac, ou de Pensal, qualquer cidadão, faça os possíveis e impossíveis para chamar as atenções. Esta patologia é muito frequente naqueles que supostamente governam dos destinos do país, e é independente da viatura em que se deslocam. Pode ser uma vespa ou um automóvel de 87.000 euros, o que importa é chamar a atenção.

Uma outra explicação, para este repentino aparecimento de serial killers, prende-se com a utilização de centeio, com determinados fungos, no fabrico de confetis. Nas brincadeiras de Carnaval, por acidente, alguns destes confetis entram em contacto com as mucosas da boca dos foliões e o aparentemente inofensivo fungo provoca alucinações sérias na cabecinha da rapaziada.

Como diziam os anarcas: À portuguesa, só cozido! Eles é que sabiam.

sábado, 10 de dezembro de 2011

A pack of hyenas

E desculpem estragar-vos o fim de semana.  A seguir coloco a Ute Lemper, outra vez.. Prometo. Mas é bom ver alguém a dizer que o rei vai nu.






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