E desculpem estragar-vos o fim de semana. A seguir coloco a Ute Lemper, outra vez.. Prometo. Mas é bom ver alguém a dizer que o rei vai nu.
sábado, 10 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
O Acordo Hortográfico em elevadores
Tenho que abrir uma excepção (ligeiramente diferente de
exceção e de excessão) para o meu ódio de estimação ao dito acordo. Fazer um
parêntesis, como frequentemente ouço em conversas político-eruditas. Também foi
uma promessa que fiz, mas não sei se irei cumprir. Hoje tive uma recaída.
O inominável permite coisas inimagináveis há alguns anos
atrás. A liberdade de expressão assume um novo expoente e a criatividade na
escrita sofre um impulso como não se via há séculos. A comparação com 1911 é
impossível. Hoje assistimos ao nascimento de uma nova era da ortografia
portuguesa e devemos estar felizes por isso.
Antes deste novo marco teríamos que prever uma avaria. Se
eventualmente viesse a acontecer connosco, diríamos: Havia logo de acontecer
comigo! Hoje a modernidade ortográfica (influencia do futebol que vi há dias) permite
simplificar esta situação, dando-lhe maior facilidade de expressão. Uma só
palavra e o assunto fica resolvido: AVERIA! E já está. Muito mais prático, mais
fácil de enviar por sms...Imaginam-se dentro de um elevador (sim a fotografia é
de um elevador) a ter que enviar por sms: “O elevador está avariado e logo
comigo cá dentro”. A partir de 1 de Janeiro de 2011, basta dizer “averia” e já
está tratado.
Antevejo as potencialidades deste acordo. Porquê limitá-lo
ao Brasil e três PALOPS? Há que o alargar, há que levar esta boa nova aos
nossos irmãos da península e daí partir para a América Latina, não com o mesmo
espírito de conquista e destruição de culturas autóctones que impulsionou no
passado os nuestros hermanos, mas com a atitude de grande humildade e vontade
de aprender com quem sabe mais do que nós e tem um cultura mais jovem, quente e
dinâmica! Há que levar novos mundos ao mundo! Mas há que ser igual, no mais
básico, no mais profundo das nossas vidas em sociedade e cu-munhão de
interesses. Quem averia de dizer que iríamos chegar a uma tão grande facilidade
de cu-municação entre povos? Alguém avia? (aviava era um banano nas trombas de quem
aprovou semelhante barbaridade).
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Habemus Papas, ou as novas personas na mesma tragédia
Quando a equipa perde, muda-se o treinador e em equipa que
ganha não se mexe. Tem sido prática antiga e habitual, e o povo faz jus a esta
máxima na escolha dos seus representantes, os actores da nossa tragédia.
Também o nome de cada um dos actores faz parte integrante das
suas marcas pessoais, e é parte imprescindível dessa “cesta de atributos”
valorada pelos clientes, ou consumidores de teatro como alguns dizem.
No país berço da democracia, do teatro, da filosofia e da
política (sim, também foi berço da selecção “natural”), há muito que perceberam
a importância dos nomes na identidade de cada um e, mais ainda, na questão da
marca e posicionamento dos produtos. Dois mil anos mais tarde, muitos autores
se dedicaram a esta questão da marca, entre eles o vosso António Bernardo Risos
que naturalmente também escolheu o seu nome com estes considerando da marca. Não
sendo talvez original, antes sim aproveitando as ideias dos outros (sou
romano..), deixo algumas sugestões de desenvolvimento de produto, depois das
últimas experiências com “papas” no nome de alguns actores desta nova tragédia.
A seguir ao Papandreu veio o Papademos, para agradar à
maioria ortodoxa que foge do demo a sete pés… Esperamos agora o Papamerquela, o
Papanicolau (também conhecido pelo petitnom de Sexozy), Papaléguas (versão
alargada do Papapassos), Papagelados (versão não discriminatória do Paparajás),
e o Papadurón.
Do lado dos empresários também se prevêem contra-medidas
semelhantes, com a nomeação do Papapapas, reputado Cereal Killer, que se
celebrizou recentemente por comer 2 taças do KornFlakes ao pequeno-almoço,
depois de devorar um pacote de Special K (individual) e duas barras de cereais light….
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