segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O Acordo Hortográfico em elevadores


 Tenho que abrir uma excepção (ligeiramente diferente de exceção e de excessão) para o meu ódio de estimação ao dito acordo. Fazer um parêntesis, como frequentemente ouço em conversas político-eruditas. Também foi uma promessa que fiz, mas não sei se irei cumprir. Hoje tive uma recaída.

O inominável permite coisas inimagináveis há alguns anos atrás. A liberdade de expressão assume um novo expoente e a criatividade na escrita sofre um impulso como não se via há séculos. A comparação com 1911 é impossível. Hoje assistimos ao nascimento de uma nova era da ortografia portuguesa e devemos estar felizes por isso.

Antes deste novo marco teríamos que prever uma avaria. Se eventualmente viesse a acontecer connosco, diríamos: Havia logo de acontecer comigo! Hoje a modernidade ortográfica (influencia do futebol que vi há dias) permite simplificar esta situação, dando-lhe maior facilidade de expressão. Uma só palavra e o assunto fica resolvido: AVERIA! E já está. Muito mais prático, mais fácil de enviar por sms...Imaginam-se dentro de um elevador (sim a fotografia é de um elevador) a ter que enviar por sms: “O elevador está avariado e logo comigo cá dentro”. A partir de 1 de Janeiro de 2011, basta dizer “averia” e já está tratado.

Antevejo as potencialidades deste acordo. Porquê limitá-lo ao Brasil e três PALOPS? Há que o alargar, há que levar esta boa nova aos nossos irmãos da península e daí partir para a América Latina, não com o mesmo espírito de conquista e destruição de culturas autóctones que impulsionou no passado os nuestros hermanos, mas com a atitude de grande humildade e vontade de aprender com quem sabe mais do que nós e tem um cultura mais jovem, quente e dinâmica! Há que levar novos mundos ao mundo! Mas há que ser igual, no mais básico, no mais profundo das nossas vidas em sociedade e cu-munhão de interesses. Quem averia de dizer que iríamos chegar a uma tão grande facilidade de cu-municação entre povos? Alguém avia? (aviava era um banano nas trombas de quem aprovou semelhante barbaridade).


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Habemus Papas, ou as novas personas na mesma tragédia



Quando a equipa perde, muda-se o treinador e em equipa que ganha não se mexe. Tem sido prática antiga e habitual, e o povo faz jus a esta máxima na escolha dos seus representantes, os actores da nossa tragédia.

Também o nome de cada um dos actores faz parte integrante das suas marcas pessoais, e é parte imprescindível dessa “cesta de atributos” valorada pelos clientes, ou consumidores de teatro como alguns dizem.

No país berço da democracia, do teatro, da filosofia e da política (sim, também foi berço da selecção “natural”), há muito que perceberam a importância dos nomes na identidade de cada um e, mais ainda, na questão da marca e posicionamento dos produtos. Dois mil anos mais tarde, muitos autores se dedicaram a esta questão da marca, entre eles o vosso António Bernardo Risos que naturalmente também escolheu o seu nome com estes considerando da marca. Não sendo talvez original, antes sim aproveitando as ideias dos outros (sou romano..), deixo algumas sugestões de desenvolvimento de produto, depois das últimas experiências com “papas” no nome de alguns actores desta nova tragédia.

A seguir ao Papandreu veio o Papademos, para agradar à maioria ortodoxa que foge do demo a sete pés… Esperamos agora o Papamerquela, o Papanicolau (também conhecido pelo petitnom de Sexozy), Papaléguas (versão alargada do Papapassos), Papagelados (versão não discriminatória do Paparajás), e o Papadurón.

Do lado dos empresários também se prevêem contra-medidas semelhantes, com a nomeação do Papapapas, reputado Cereal Killer, que se celebrizou recentemente por comer 2 taças do KornFlakes ao pequeno-almoço, depois de devorar um pacote de Special K (individual) e duas barras de cereais light….

Nota: O s em papas é propositado, bem como a referência ao Kapferer ...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Oh, Oh! Banana e Ovos podres, não!

Porque não quero ser banana ou ovos podres, e menos ainda ter alguma dessas coisas estragadas, sim, Miss Polo, o Tio é um dos 500, ò mais... From Algarve, with love, or maybe not the last or the least...
E agora sim, o link para a banana. A Polo produz tanto que não consigo encontrar o dos ovos...

Siga o Tio pelo e-milio