Recebi há dias um prémio. Coisa rara nos dias de hoje, apenas permitida a alguns. A blogosfera tornou possível a atribuição, a partilha e a divulgação em simultâneo. Falei na Maria Bolacha e eis que sou presenteado com um pacote. Não um pacote qualquer, o pacote da rainha! Das bolachas, claro.
E logo eu que não posso ver um pacote à minha frente! Suponho que não tenha sido com as reacções a um pacote que Pavlov se inspirou para o estudo dos reflexos condicionados, mas poderia muito bem ter sido, que funciona na perfeição. Mostrem-me um pacote apetitoso e eis que as glândulas salivares começam a dar sinal….
O que é certo que ganhei este prémio que divido com a Julie d’Aiglemont com muita satisfação, pois foi ela a vencedora. Assim, para além do primeiro prémio fica também com metade do segundo. A origem do nome Aiglemont não vem da célebre Rua do Porto, perto da Rotunda da Boavista, mas sim do Honoré (também não é do Faubourg St Honoré - só pensam em compras!!!!) mas sim do Balzac, claro.
Voltando ao suculento prémio. La Femme de trente ans não era o que a Pseudo estava a ler. Era segredo, mas não o era sétimo. Era o Terceiro. Como dei mais do dobro que o esperado (um pouco à maneira de quem espera dar mais, para surpreender o cliente), acabei por ser contemplado e o segredo foi finalmente revelado. Este verso foi acidental, mas verdadeiro e como um agradecimento, só o é de facto quando tornado público, aqui vai a revelação total do prémio ganho com tanto esforço (foram várias tentativas...). Sem mais delongas, aqui vai o pacote das minhas bolachinhas preferidas,
Sensibilizado e reconhecido,
António Bernardo Risos, aka Tio do Algarve
E foi este o pacote:
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
A palavra amiga
A verdade vem muitas vezes por um mero acaso, um pouco como as grande descobertas aconteceram por meros acidentes. Desde a banheira de Arquimedes à macieira de Newton, muita coisa se tem descoberto por casualidade. Até o tipo que, sem avisar, chega um dia mais cedo a casa pode fazer descobertas interessantes…
No meu caso e como já devem ter reparado, tenho uma tendência enorme para comer letras. Não me refiro outra coisa que não às constantes falhas ao digitar as letras das palavras. Umas vezes faltam, outras vezes estão fora de ordem. Foi o que me aconteceu hoje ao escrever a palavra amiga. A palavra “amiga” e não a “palavra amiga”.
Habitualmente escrevo bastante depressa e quando reli, encontrei magia, onde tinha escrito amiga. Terei trocado assim tantas letras? Terá sido o corrector ortográfico?
Não sei e também não importa. Importa é que na nossa vida haja magia.
No meu caso e como já devem ter reparado, tenho uma tendência enorme para comer letras. Não me refiro outra coisa que não às constantes falhas ao digitar as letras das palavras. Umas vezes faltam, outras vezes estão fora de ordem. Foi o que me aconteceu hoje ao escrever a palavra amiga. A palavra “amiga” e não a “palavra amiga”.
Habitualmente escrevo bastante depressa e quando reli, encontrei magia, onde tinha escrito amiga. Terei trocado assim tantas letras? Terá sido o corrector ortográfico?
Não sei e também não importa. Importa é que na nossa vida haja magia.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Excepção, exceção e excessão
Apesar do receio de me tornar aborrecido com estas postagens sobre o significado das palavras, à luz do dito Acordo Hortográfico e Urtografico, arrisco e decido continuar….Também me sinto um pouco compelido a tal, por razões que se prendem com as minhas relações afectivas com toda a pesada herança socretina e guterreica ou ponciana (do Pôncio Cavacus), em geral e muito em particular ao “Tratadão das Grafias, do Palavrão e das Sintaxias” (ler, por favor, com sotaque de português que passou uma semana em Fortaleza e já não se lembra como é que falava antes).
As três palavrinhas de hoje, são parónimas, não são homónimas nem homófonas e por isso não posso ser acusado de ser um perigoso fundamentalista, um sectário intolerante contra o prefixo homo. Tenho a certeza que as minhas leitoras e leitores já perceberam as minhas inclinações nesta matéria e espero que me aceitem como sou: Um hetero militante, um combatente em prol da diversidade. A língua é para ser usada de formas diferentes. Mas nada de modernices, como dizem os meus compadres do Alentejo, uniões de fato, sem fato, ou novidades ortográficas.
Depois deste devaneio com estas três meninas, a excepção, a exceção e a excessão, há que clarificar os conceitos, explicitar as diferenças… E deixemos o Menage para outra altura.
Excepção, é um substantivo do género feminino, significa um desvio da regra geral, uma restrição, um privilégio ou prerrogativa…
Exceção, é a forma brasileira da palavra excepção, não usada em Portugal, Angola Moçambique, S. Tomé e Príncipe, Timor, Cabo Verde e Macau (em Macau pode usar-se exception). “Essa gatinha tem uma bundinha que é uma exceção”, ou “O Lula não foi exceção no caso mensalão”, são exemplos, imaginários, de utilização dessa palavra, que também é um substantivo comum (ou incomum, depende da bundinha) e do género feminino.
“Excessão”, como o sufixo indica é um excesso muito grande. Um exemplo claro de utilização desta palavra pode ser observado na frase seguinte: “ As reformas dos políticos: tem muitos excessos, é um verdadeiro ’Excessão’! Outro exemplo de utilização comum deste vocábulo: Bebeu shots até cair para o lado, foi um “Excessão” de shots. “Excessão” é um substantivo do género masculino, cujo plural é: “Excessões”.
E se alguém chegou aqui por engano, sem ser uma excepção, leu o textículo todo, deve saber que esta é a casa do Grande Irmão Contra o Acordo Ortográfico, Plano Tecnológico, Especialmente o Migalhães, SCUTS, TGVs, Aeroportos e Outras Tolices Que Tais Que Agora Temos Todos Que Pagar Com Língua de Pau. Eu prefiro pagar com o pau e a língua, mas em separado e em suaves prestações.
PS: Refira-me ao lápis com que escrevo estas postas e às ditas.
Disclaimer (Nota de reserva não discriminatória): Não tenho nada contra os paulistas, cariocas baianos, gaúchos, de Curitiba, Ceará, Natal, Belém do Pará ou de Manaus, mas não me obriguem a escrever como eles, porque nunca conseguirei fazê-lo…. Saravá, meus irmãos aí desse lado do atlântico!!!
As três palavrinhas de hoje, são parónimas, não são homónimas nem homófonas e por isso não posso ser acusado de ser um perigoso fundamentalista, um sectário intolerante contra o prefixo homo. Tenho a certeza que as minhas leitoras e leitores já perceberam as minhas inclinações nesta matéria e espero que me aceitem como sou: Um hetero militante, um combatente em prol da diversidade. A língua é para ser usada de formas diferentes. Mas nada de modernices, como dizem os meus compadres do Alentejo, uniões de fato, sem fato, ou novidades ortográficas.
Depois deste devaneio com estas três meninas, a excepção, a exceção e a excessão, há que clarificar os conceitos, explicitar as diferenças… E deixemos o Menage para outra altura.
Excepção, é um substantivo do género feminino, significa um desvio da regra geral, uma restrição, um privilégio ou prerrogativa…
Exceção, é a forma brasileira da palavra excepção, não usada em Portugal, Angola Moçambique, S. Tomé e Príncipe, Timor, Cabo Verde e Macau (em Macau pode usar-se exception). “Essa gatinha tem uma bundinha que é uma exceção”, ou “O Lula não foi exceção no caso mensalão”, são exemplos, imaginários, de utilização dessa palavra, que também é um substantivo comum (ou incomum, depende da bundinha) e do género feminino.
“Excessão”, como o sufixo indica é um excesso muito grande. Um exemplo claro de utilização desta palavra pode ser observado na frase seguinte: “ As reformas dos políticos: tem muitos excessos, é um verdadeiro ’Excessão’! Outro exemplo de utilização comum deste vocábulo: Bebeu shots até cair para o lado, foi um “Excessão” de shots. “Excessão” é um substantivo do género masculino, cujo plural é: “Excessões”.
E se alguém chegou aqui por engano, sem ser uma excepção, leu o textículo todo, deve saber que esta é a casa do Grande Irmão Contra o Acordo Ortográfico, Plano Tecnológico, Especialmente o Migalhães, SCUTS, TGVs, Aeroportos e Outras Tolices Que Tais Que Agora Temos Todos Que Pagar Com Língua de Pau. Eu prefiro pagar com o pau e a língua, mas em separado e em suaves prestações.
PS: Refira-me ao lápis com que escrevo estas postas e às ditas.
Disclaimer (Nota de reserva não discriminatória): Não tenho nada contra os paulistas, cariocas baianos, gaúchos, de Curitiba, Ceará, Natal, Belém do Pará ou de Manaus, mas não me obriguem a escrever como eles, porque nunca conseguirei fazê-lo…. Saravá, meus irmãos aí desse lado do atlântico!!!
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Temporária
Esta palavra assume, desde ontem, novos significados que levaram à sua inclusão no Pacionário, o conhecido Dicionário da Paciência e do Paços, com ç, à antiga…Como sabem os meus leitores mais atentos este Pacionário é uma recolha de vocábulos empreendida pelo Tio do Algarve, publicada em adenda ao Ticionário, mas não faz parte dos neologismos da sua responsabilidade. Nesse compêndio o Tio apenas divulga as criações artísticas dos outros …
Temporária, no DILPAC, o Dicionário da Língua Portuguesa Antes do Acordo, significa coisa não duradoura, efémera, eventual, de curta duração. Um exemplo de utilização: “Esta medida de aumento do IVA para 21% é temporária”. E assim ficámos todos a saber que a aplicação dessa taxa de 21% duraria pouco tempo.
No Pacionário o significado é completamente diferente. Temporária significa uma coisa que aconteceu num determinado tempo, num momento concreto. Temporária, neste novo contexto, não tem qualquer ligação com a duração dos efeitos ou com o prolongamento no tempo da acção. O melhor exemplo que encontro para ilustrar este significado do vocábulo “temporária”, no novo Pacionário, é a frase: “O corte nos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos é uma medida temporária”.
É agora claro para quem me lê, que o que se pretende dizer é que esse corte ocorreu num determinado momento, num tempo concreto….
Temporária, no DILPAC, o Dicionário da Língua Portuguesa Antes do Acordo, significa coisa não duradoura, efémera, eventual, de curta duração. Um exemplo de utilização: “Esta medida de aumento do IVA para 21% é temporária”. E assim ficámos todos a saber que a aplicação dessa taxa de 21% duraria pouco tempo.
No Pacionário o significado é completamente diferente. Temporária significa uma coisa que aconteceu num determinado tempo, num momento concreto. Temporária, neste novo contexto, não tem qualquer ligação com a duração dos efeitos ou com o prolongamento no tempo da acção. O melhor exemplo que encontro para ilustrar este significado do vocábulo “temporária”, no novo Pacionário, é a frase: “O corte nos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos é uma medida temporária”.
É agora claro para quem me lê, que o que se pretende dizer é que esse corte ocorreu num determinado momento, num tempo concreto….
Subscrever:
Mensagens (Atom)
