Depois da modesta, mas clara e concisa, explicação sobre tetos e tetas, eis que julgo haver necessidade de clarificar outros dois conceitos relacionados: O de arquiteto e de arquiteta, que de forma alguma se podem confundir como as parónimas, Arquitecto e Arquitecta. E quem disser que são homófonas, fica já excluído da guest list cá da casinha….
Sabendo que o prefixo “arqui” é um aumentativo, a explicação é simples e o significado fica ao alcance de todos…Uma arquiteta é uma teta muito grande, quiçá como tem acontecido na nossa república de Los Plátanos, para muitos filhos queridos. Arquiteto, como o nome indica, é um teto de grande amplitude, como tento mostrar na frase seguinte: “O teto salarial dos operadores de caixa das grandes superfícies é pequeno, contrariamente ao arquiteto salarial dos gestores de empresas públicas…”.
Poderá surgir a dúvida na utilização da palavra Arquitecto, que designa a profissão de alguém que exerce arquitectura (a organização do espaço e a definição das formas), ou dos seus derivados, e o neologismo arquiteto. Para que não restem quaisquer dúvidas depois da explicação anterior, aqui vai um exemplo para ilustrar a diferença de significado: “O arquiteto salarial das empresas públicas de transporte foi arquitectado por alguém que não teve em conta os interesses do comum dos cidadãos e do estado, mas apenas o bem-estar e o conforto material dos trabalhadores dessas empresas” Esta citação foi retirada de um trabalho académico do reputado (para alguém que chegue até aqui por engano, tenho que dizer que reputado não é aquele que anda com putas, mas o que tem reputação) investigador da Universidade do Allgarve, o Ti António de Olhão, da Armona e do Farol, na sua dissertação de Mestrado em Vela de Cruzeiro, com o sugestivo título: Lusitânia Perdida: vê-la a dormir ou à vela?”.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Baixar e abaixar. Uma conversa de tanga
O nosso Pôncio Cavacus resolveu dar mais uma prelecção aos Lusitanos onde, perorando sobre as virtudes da raça lusa, os exortou a resistir e a lutar contra os fariseus: Os Lusitanos não podem baixar os braços! Foi a frase que retive e uso esta terminologia para me adequar ao discurso…
Já estamos habituados a esta nova versão do Pôncio, que quer os Lusitanos a poupar, que prefere produtos portugueses, que os incentiva a passar férias no dito jardim à beira mar e a cultivar as terras, mas esta novidade de baixar os braços foi a cereja no topo do bolo. Cereja do Fundão, da Cova da Beira.
Claro que os Lusitanos não podem baixar os braços! Então se estão com as calças na mão, a bater à porta dos bárbaros que têm por hábito ficar com os despojos dos vencidos, como podem baixar os braços? Nem para ajudar um irmão desavindo dos países eslavos, a baixar também as calças.
Mas não estávamos de tanga? Os nossos representantes não são mestres da tanga?
Então o aforismo tem que ser actualizado: Quem mais se abaixa mais mostra a tanguinha…
Já estamos habituados a esta nova versão do Pôncio, que quer os Lusitanos a poupar, que prefere produtos portugueses, que os incentiva a passar férias no dito jardim à beira mar e a cultivar as terras, mas esta novidade de baixar os braços foi a cereja no topo do bolo. Cereja do Fundão, da Cova da Beira.
Claro que os Lusitanos não podem baixar os braços! Então se estão com as calças na mão, a bater à porta dos bárbaros que têm por hábito ficar com os despojos dos vencidos, como podem baixar os braços? Nem para ajudar um irmão desavindo dos países eslavos, a baixar também as calças.
Mas não estávamos de tanga? Os nossos representantes não são mestres da tanga?
Então o aforismo tem que ser actualizado: Quem mais se abaixa mais mostra a tanguinha…
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
O ponto G
Há já algum tempo que não leio nada sobre o ponto G e não conheço nenhuma nova teoria na comunidade científica, ou outra, sobre o assunto. Também não me recordo de ter entrado, pelo menos recentemente, nalguma discussão sobre esse Eldorado do prazer feminino e por arrastamento, do prazer a dois…
Não tem aparecido a Happy Woman lá em casa... Será que a Galp já deixou de oferecer a quem lhes apresenta o cartão Galp Woman? A mim nunca me ofereceram a FHM, GQ, Maxmen, nem nada do género, apesar de já ter passado dos 5000 pontos. Será discriminação? Enfim, algumas fontes de pesquisa adicionais talvez dessem jeito ou melhor, talvez fosse conveniente ter à mão, ou na ponta dos dedos para escrever sobre este assunto do ponto G.
O que não significa que não tenha encontrado ou que continue, incansavelmente, à procura. Até porque ficará sempre o dilema: Haverá mais do que um ponto G?
Sinto que não estou suficientemente preparado para responder, fundamentadamente, a esta questão e vejo também que há séculos que não escrevia nada sobre percursos o que me deixa triste… E a tristeza contrasta todos os sentimentos relacionados com o assunto.
Mas descobri o ponto G, e acho que devo partilhar como as minhas leitoras e leitores!
Encontrei o ponto G, num local escuro e apertado, mas que me tem proporcionado viagens excelentes e altamente excitantes. Descobri-o num país onde se usa a língua de forma diferente. Descobri o ponto G, onde não podia deixar de o fazer: Num elevador e em terras de Sua Majestade, onde tenho feito umas viagens inesquecíveis. Como esta, aliás, também foi. Viagens com bastante humidade, muito molhadas, mas sempre com muito, muito prazer.
Para que não restem dúvidas aqui fica a fotografia do ponto G, que atingimos em seis etapas.
Como é óbvio, não publico a fotografia da minha inseparável e indispensável companheira de pesquisa, a quem aproveito para agradecer a colaboração. A sua disponibilidade e empenho foram imprescindíveis para o bom sucesso deste percurso e prova evidente que as melhores descobertas acontecem a dois.
Boas viagens!
Não tem aparecido a Happy Woman lá em casa... Será que a Galp já deixou de oferecer a quem lhes apresenta o cartão Galp Woman? A mim nunca me ofereceram a FHM, GQ, Maxmen, nem nada do género, apesar de já ter passado dos 5000 pontos. Será discriminação? Enfim, algumas fontes de pesquisa adicionais talvez dessem jeito ou melhor, talvez fosse conveniente ter à mão, ou na ponta dos dedos para escrever sobre este assunto do ponto G.
O que não significa que não tenha encontrado ou que continue, incansavelmente, à procura. Até porque ficará sempre o dilema: Haverá mais do que um ponto G?
Sinto que não estou suficientemente preparado para responder, fundamentadamente, a esta questão e vejo também que há séculos que não escrevia nada sobre percursos o que me deixa triste… E a tristeza contrasta todos os sentimentos relacionados com o assunto.
Mas descobri o ponto G, e acho que devo partilhar como as minhas leitoras e leitores!
Encontrei o ponto G, num local escuro e apertado, mas que me tem proporcionado viagens excelentes e altamente excitantes. Descobri-o num país onde se usa a língua de forma diferente. Descobri o ponto G, onde não podia deixar de o fazer: Num elevador e em terras de Sua Majestade, onde tenho feito umas viagens inesquecíveis. Como esta, aliás, também foi. Viagens com bastante humidade, muito molhadas, mas sempre com muito, muito prazer.
Para que não restem dúvidas aqui fica a fotografia do ponto G, que atingimos em seis etapas.
Como é óbvio, não publico a fotografia da minha inseparável e indispensável companheira de pesquisa, a quem aproveito para agradecer a colaboração. A sua disponibilidade e empenho foram imprescindíveis para o bom sucesso deste percurso e prova evidente que as melhores descobertas acontecem a dois.
Boas viagens!
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Actividades circum-escolares
É espantoso o que se pode aprender com a televisão a propósito do acordo urtográfico (vou passar a usar esta grafia, deixando cair o “h” mudo que ironizava o quanto gosto do dito cujo e passar a usar a vogal “u”, para enfatizar o meu gosto pelo norte de Portugal)!
Para além das notas diárias para os tele-especto-consumidores mais matutinos, do “Em bom Português”, também agora um programa que não vejo mas até gosto, o “Sociedade Civil” tem uma pestana (adoro esta expressão espanhola) sobre o dito cujo, a que deram o nome de “de Acordo com o acordo”. Propositadamente troquei as maiúsculas aos acordos…
Ora hoje, de raspão, lá pisquei o olho à pestana sobre o assunto da nova grafia e fiquei a saber que na palavra circum-navegação se mantém o hífen, como também nas palavras compostas cujo primeiro elemento acabe em “b” ou em “d”. Pelo que percebi, a justificação advém da dificuldade de leitura…
Tenho que dizer que não posso concordar de forma alguma com a manutenção do hífen, independentemente das razões que possam existir para tal, nem com a manutenção de palavras tão próximas do latim, como “circum”... Como é possível manter essa palavra balofa e fascizante, lembrando as actividades da Mocidade Portuguesa e as tardes desportivas de quarta-feira nos antigos liceus? Essa palavra “circum”, tresanda a campeonatos interescolas (Fica bem sem o hífen? Bem me parecia…), a deslocações a Espanha e a França a representar Portugal, em jogos de inspiração militar e militarista, como o Hóquei em Patins, o atletismo, o basketball (devia ser bolanocesto, para estar de acordo com o regime castrador da diversidade linguística), ou futebol (esta sim, não tão boa como pénabola, mas está melhor). Cheira ainda a jogos florais, a prémios de mérito em que o cheque ou a bolsa de estudo chegava mesmo aos alunos. Circum fede a récitas e teatros nas escolas, a professores respeitados e a alunos interessados noutra coisa que não em modelos de telemóvel, guest-list (fiquem lá com o hífen, ò alunos-que-não-podem-esforçar-a-memória-senão-apanham-um-esgotamento), penteados da Pink, fatos da Madonna, casamentos da Betinha da série que ainda há-de (sim também vai acabar aqui o hífen) ser um sucesso, ou namorados da Qualquer Coisa da Silva, que mostrou as mamas numa telenovela e já antes tinha mostrado as coxas noutra coisa qualquer…
Abaixo o circum! Abaixo o saudosismo! É ridícula a utilização desta palavra, quando temos outra muito mais actual, mais abrangente, mais fácil de escrever e dizer, e perfeitamente integrada no espírito do acordo: O circo!
A partir de hoje acabaram-se as actividades circum-escolares (de acordo com o acordo), ou circumescolares (em desacordo com o acordo). A partir de hoje, só temos actividades circo escolares, ou seja actividades de circo nas escolas.
Nota: Este textículo vem atrasado. Penso que há já alguns anos que o circo chegou à escola, resta saber é quando se vai embora…
Para além das notas diárias para os tele-especto-consumidores mais matutinos, do “Em bom Português”, também agora um programa que não vejo mas até gosto, o “Sociedade Civil” tem uma pestana (adoro esta expressão espanhola) sobre o dito cujo, a que deram o nome de “de Acordo com o acordo”. Propositadamente troquei as maiúsculas aos acordos…
Ora hoje, de raspão, lá pisquei o olho à pestana sobre o assunto da nova grafia e fiquei a saber que na palavra circum-navegação se mantém o hífen, como também nas palavras compostas cujo primeiro elemento acabe em “b” ou em “d”. Pelo que percebi, a justificação advém da dificuldade de leitura…
Tenho que dizer que não posso concordar de forma alguma com a manutenção do hífen, independentemente das razões que possam existir para tal, nem com a manutenção de palavras tão próximas do latim, como “circum”... Como é possível manter essa palavra balofa e fascizante, lembrando as actividades da Mocidade Portuguesa e as tardes desportivas de quarta-feira nos antigos liceus? Essa palavra “circum”, tresanda a campeonatos interescolas (Fica bem sem o hífen? Bem me parecia…), a deslocações a Espanha e a França a representar Portugal, em jogos de inspiração militar e militarista, como o Hóquei em Patins, o atletismo, o basketball (devia ser bolanocesto, para estar de acordo com o regime castrador da diversidade linguística), ou futebol (esta sim, não tão boa como pénabola, mas está melhor). Cheira ainda a jogos florais, a prémios de mérito em que o cheque ou a bolsa de estudo chegava mesmo aos alunos. Circum fede a récitas e teatros nas escolas, a professores respeitados e a alunos interessados noutra coisa que não em modelos de telemóvel, guest-list (fiquem lá com o hífen, ò alunos-que-não-podem-esforçar-a-memória-senão-apanham-um-esgotamento), penteados da Pink, fatos da Madonna, casamentos da Betinha da série que ainda há-de (sim também vai acabar aqui o hífen) ser um sucesso, ou namorados da Qualquer Coisa da Silva, que mostrou as mamas numa telenovela e já antes tinha mostrado as coxas noutra coisa qualquer…
Abaixo o circum! Abaixo o saudosismo! É ridícula a utilização desta palavra, quando temos outra muito mais actual, mais abrangente, mais fácil de escrever e dizer, e perfeitamente integrada no espírito do acordo: O circo!
A partir de hoje acabaram-se as actividades circum-escolares (de acordo com o acordo), ou circumescolares (em desacordo com o acordo). A partir de hoje, só temos actividades circo escolares, ou seja actividades de circo nas escolas.
Nota: Este textículo vem atrasado. Penso que há já alguns anos que o circo chegou à escola, resta saber é quando se vai embora…
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