Acordo e levanto-me. Tem sido sempre assim. Às vezes durmo menos, outras vezes pouco ou nada, mas levanto-me sempre. Muitas vezes a vontade é pouca, mas consigo sempre.
Levanto-me e vejo nas costas de uma cadeira do meu quarto o seu fato de treino azul.
Já lá estava quando me deitei. E tem sido assim nos últimos tempos… Invariavelmente. Sempre no mesmo sítio.
Recordo os nossos projectos de caminhadas, de ginásio, de tudo… E nada. Mas continua lá o fato, deixado por umas horas, que ficou como se fizesse parte da decoração do quarto. É um projecto adiado. É um facto.
Projectos? Sonhos?
Visto o meu pijama, como se de um fato se tratasse. Ando de fato, sonho de facto. Andarei a sonhar?
Adormeço e sonho. É um fato de sonho…
domingo, 14 de agosto de 2011
sábado, 13 de agosto de 2011
Tetos e tetas. Pequenas subtilezas, grandes mamas.
Ao que parece, a palavra tecto e seus derivados passou, graças ao maldito, a escrever-se como teto. Digo ao que parece, porque não quero mesmo saber e, enquanto me deixarem, escreverei sempre tectos, para me referir a essa superfície que forma a parte superior de uma casa, ou ao limite máximo de uma certa variável como, por exemplo, tecto salarial.
Quando acordei esta manhã pensava assim, mas estava enganado! Afinal há uma lógica, apesar de muito pouco evidente, no famigerado dito e maldito Hacordo. Mas, confesso, só a percebi quando ouvi o nosso ministro das finanças, calmamente explicar a situação, em directo numa Entre-vista e pouco-ouvida com a Judite de Sousa.
E, diga-se em abono da verdade, foi calmo e conciso. E tentou explicar (apesar da JS – não confundir com a minha querida prima, sff - quase não ter deixado), a diferença entre orçamentar e executar um orçamento. Cumprir o orçamentado! Não fosse o Mestrado em Vela de Cruzeiro, talvez me assaltasse essa dúvida (assim sou assaltado doutra maneira). Traçar uma determinada rota e fácil, mais difícil é cumpri-la. Evidente, caro Watson... Enfim, deixo-me de devaneios e vou à questão fundamental.
Percebi finalmente a subtileza do Hacordo quando ouvi que havia um teto para o endividamento das empresas públicas e despesa pública. O oráculo da TVI mostrou, quiçá por engano, a palavra “tecto” em vez do que agora parece correcto “teto”. Ora os tetos não podem ser discriminados, e o correcto seria tetos e tetas, o que nos teria levado directamente para a conclusão que há tetos para alguns e tetas outros….
Assim fica tudo mais claro, uns ficam com os tetos, ou outros com as tetas. Será uma distribuição normal? E agora quem nos vai fazer os testes? Sai já um Kruskal-Wallis, ou chamem a troika, com urgência.
Quando acordei esta manhã pensava assim, mas estava enganado! Afinal há uma lógica, apesar de muito pouco evidente, no famigerado dito e maldito Hacordo. Mas, confesso, só a percebi quando ouvi o nosso ministro das finanças, calmamente explicar a situação, em directo numa Entre-vista e pouco-ouvida com a Judite de Sousa.
E, diga-se em abono da verdade, foi calmo e conciso. E tentou explicar (apesar da JS – não confundir com a minha querida prima, sff - quase não ter deixado), a diferença entre orçamentar e executar um orçamento. Cumprir o orçamentado! Não fosse o Mestrado em Vela de Cruzeiro, talvez me assaltasse essa dúvida (assim sou assaltado doutra maneira). Traçar uma determinada rota e fácil, mais difícil é cumpri-la. Evidente, caro Watson... Enfim, deixo-me de devaneios e vou à questão fundamental.
Percebi finalmente a subtileza do Hacordo quando ouvi que havia um teto para o endividamento das empresas públicas e despesa pública. O oráculo da TVI mostrou, quiçá por engano, a palavra “tecto” em vez do que agora parece correcto “teto”. Ora os tetos não podem ser discriminados, e o correcto seria tetos e tetas, o que nos teria levado directamente para a conclusão que há tetos para alguns e tetas outros….
Assim fica tudo mais claro, uns ficam com os tetos, ou outros com as tetas. Será uma distribuição normal? E agora quem nos vai fazer os testes? Sai já um Kruskal-Wallis, ou chamem a troika, com urgência.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Tia, Tia, Tia...
Ultimamente tem-se falado muito nas dificuldades futuras e da necessidade crescente de clarificar conceitos. Sob a forma de dicionário (a minha influência pré Bolonha é muito marcada), aqui vão algumas dicas sobre a Tia. Estes conceitos podem ser encontrados num bom Ticionário, escrito em Algarvio.
Carestia – Tia muito cara
Eucaristia – Tia muito católica
Empatia – Tia com que nos damos bem
Fatia – Tia que foi retirada do local onde pertencia
Tiamina - Tia com muita vitamina, mas do lado B
Tiago – Tia muito prafrentex
Tiã – Amuleto usado por algumas tribos.
Tiã (2) – Fim da palavra “soutien”, por vezes também escrita como sutiã.
Sutiã – o seu Tiã
SUTIÃ – O mesmo que Tiã, mas maior
Tia – Hotel no centro de Riga
Tia (2) – Mulher de Tio
A Tia – A Tia do Tio
Tiá – Tia muito surpreendida
Tiazinha – Tia sensual
Tia Time – Tempo passado com a Tia
Tia Time (2) – 17h00, hora do chá, em inglês macarrónico
TIA – Acidente isquémico transitório, em Inglês não macarrónico (Transient Ischemic Attack)
Tia Anica - Tia de Loulé, se gostar de sniffs
Tia Anica (2) – Tia da Fuzeta, se tiver saia com barra preta
Tia Maria – Licor de Café
Tia Tula – A Tia do Miguel de Unamuno
Tia, Tia, Tia – Filme épico com guião do Tio do Algarve sobre a Tia com colar de pérolas
Carestia – Tia muito cara
Eucaristia – Tia muito católica
Empatia – Tia com que nos damos bem
Fatia – Tia que foi retirada do local onde pertencia
Tiamina - Tia com muita vitamina, mas do lado B
Tiago – Tia muito prafrentex
Tiã – Amuleto usado por algumas tribos.
Tiã (2) – Fim da palavra “soutien”, por vezes também escrita como sutiã.
Sutiã – o seu Tiã
SUTIÃ – O mesmo que Tiã, mas maior
Tia – Hotel no centro de Riga
Tia (2) – Mulher de Tio
A Tia – A Tia do Tio
Tiá – Tia muito surpreendida
Tiazinha – Tia sensual
Tia Time – Tempo passado com a Tia
Tia Time (2) – 17h00, hora do chá, em inglês macarrónico
TIA – Acidente isquémico transitório, em Inglês não macarrónico (Transient Ischemic Attack)
Tia Anica - Tia de Loulé, se gostar de sniffs
Tia Anica (2) – Tia da Fuzeta, se tiver saia com barra preta
Tia Maria – Licor de Café
Tia Tula – A Tia do Miguel de Unamuno
Tia, Tia, Tia – Filme épico com guião do Tio do Algarve sobre a Tia com colar de pérolas
sábado, 6 de agosto de 2011
Nomeações, nomeações, quem as tem chama-lhes suas…
Há um aforismo popular que diz que mais vale uma nomeação na mão do que duas promessas a voar…
Neste caso, como diria um vendedor de banha da cobra de qualquer feira, não é uma, não são duas, não são três, mas sim quatro, de oferta, a juntar às outras sete. E fica com onze, mas pelo preço de sete! …. Dito pelo vendedor de feira, empoleirado no camião, com um microfone ao peito e altifalante pendurado na cabine talvez ninguém acreditasse. Agora dito por um homem que viaja em turística para ficar mais barato e poupar dinheiro, já acreditamos…
A minha fonte foi a Bola. Nunca li a Bola, mesmo com a polémica entre o José Diogo Quintela e o Miguel Sousa Tavares. Espero que o José Diogo tenha marcado mais golos nesse jogo, mas nem isso sei. A Bola surgiu por acaso quando no Google escrevi “novos administradores da CGD” e fiz “enter”…. Foi assim que a Bola surgiu na minha vida (já se sabe que o Tio é do Sporting…), mas acho que fiquei “fan”. A Bola, como jornal desportivo que já foi tri-semanal e agora é diário é o meio de comunicação ideal para saber o que se passa no governo. Eles estão habituados a entrevistar jogadores de futebol, árbitros, dirigentes desportivos, muita gente ligada ao desporto rei numa república das bananas e outras frutas… Eles têm esse Know-How de ambientes difíceis onde, para além das frutas se fala de corrupção, mas todos os processos são julgados e concluídos. Condenados? Sim, estamos condenados a mais do mesmo…
Neste jogo nós somos os adeptos que vemos o nosso clube, perder, perder, mas continuamos fiéis ao clube, vemos os jogos desportivamente e no café falamos um bocadinho mal do árbitro…
Fiquei cliente da Bola apenas por esta notícia magnifica onde o nosso primeiro diz que: «Nem é mais caro nem traz mais administradores», O nosso primeiro diz ainda que: «A Caixa não tem mais despesa do que tinha antes. Estou convencido de que este novo modelo de governo da CGD está mais adequado aos desafios. Não foram aumentados o número de administradores executivos. Optámos por extinguir o conselho fiscal e converter a auditoria para dentro do conselho de administradores, mas como não executivos».
Quem fala assim não é gago, e quem remata assim não é coxo!
Enfim, a ideia é gira e interessante. Plagiando, criativamente, um grande autor inglês eu diria que só é pena que as partes originais sejam divertidas e que as partes divertidas sejam originais e façam mesmo rir… O Conselho Fiscal que supostamente fiscaliza a actuação da Administração, desaparece, sendo o Conselho de Administração aumentado, passando alguns membros, eventualmente não executivos (ri-me à gargalhada nesta parte), que vão fiscalizar os colegas…Enfim, a ideia é deveras original. E não e mais caro ter onze do que sete! Nem sei porque todas as empresas não fazem da mesma forma. Resolvíamos muitos problemas… Precisa de gente? Contrate 11 e pague-lhe o mesmo que pagava a 7… Como seria bom se fosse verdade…Mas porque onze?
São onze, porque são tantos, quanto os ministros. Se a legislação permitisse seriam em número par e talvez desse para mais um, doze. Não o mesmo número dos apóstolos, mas sim uma dúzia, que ainda saía mais barato… Era o habitual 12/13. Na compra de 12, oferecem um e ficam 13 pelo preço de 12!!!! Mas agora é preciso dar mais! E concordo! Eu por mim comprava um 2/3 ou um 5/7…Assim tenho que gramar com 11, que não quero…A menos que haja alguma cabala com o número 11, que também é o número de motoristas do nosso primeiro…. 11 Ministros, 11 Motoristas 11 Administradores. Bem-vindo ao 11…
De certeza que isto tem algo a ver com o famoso restaurante 11, também conhecido pelo seu nome em inglês, o Eleven. Podemos compreender esta teoria se tivermos em conta que Eleven, em Tiologia é derivado da palavra francesa “élève”, que como toda a gente sabe, significa aluno, discípulo! O nosso primeiro quer mostrar que ainda está a aprender! Está agora na fase da dialética socrática, que não deixou saudades: “Les travaux pour les élèves”, fica muito melhor que a homóloga britânica dos “jobs for the boys”. A homóloga, desta vez também não fica sozinha, leva companhia. E não é pouca!
Enfim, não é fácil perceber esta linguagem cripto do nosso desgoverno mas, com recurso ao Ticionário, conseguimos.
Ao terminar esta nota, vejo que há um Secretário de Estado que apenas nomeou um assessor! Como é possível? Como é que ele pode trabalhar? Deve ser altamente improdutivo… É preciso dizer-lhe que há ministros que já passaram das 50 nomeações! E aproveito para esclarecer que o nomeado por esse secretário de estado não foi um assessor para as redes sociais! Como é possível?
A bem da poupança. O vosso Tio, muito poupado,
António Bernardo Risos y Gargalhadas
Neste caso, como diria um vendedor de banha da cobra de qualquer feira, não é uma, não são duas, não são três, mas sim quatro, de oferta, a juntar às outras sete. E fica com onze, mas pelo preço de sete! …. Dito pelo vendedor de feira, empoleirado no camião, com um microfone ao peito e altifalante pendurado na cabine talvez ninguém acreditasse. Agora dito por um homem que viaja em turística para ficar mais barato e poupar dinheiro, já acreditamos…
A minha fonte foi a Bola. Nunca li a Bola, mesmo com a polémica entre o José Diogo Quintela e o Miguel Sousa Tavares. Espero que o José Diogo tenha marcado mais golos nesse jogo, mas nem isso sei. A Bola surgiu por acaso quando no Google escrevi “novos administradores da CGD” e fiz “enter”…. Foi assim que a Bola surgiu na minha vida (já se sabe que o Tio é do Sporting…), mas acho que fiquei “fan”. A Bola, como jornal desportivo que já foi tri-semanal e agora é diário é o meio de comunicação ideal para saber o que se passa no governo. Eles estão habituados a entrevistar jogadores de futebol, árbitros, dirigentes desportivos, muita gente ligada ao desporto rei numa república das bananas e outras frutas… Eles têm esse Know-How de ambientes difíceis onde, para além das frutas se fala de corrupção, mas todos os processos são julgados e concluídos. Condenados? Sim, estamos condenados a mais do mesmo…
Neste jogo nós somos os adeptos que vemos o nosso clube, perder, perder, mas continuamos fiéis ao clube, vemos os jogos desportivamente e no café falamos um bocadinho mal do árbitro…
Fiquei cliente da Bola apenas por esta notícia magnifica onde o nosso primeiro diz que: «Nem é mais caro nem traz mais administradores», O nosso primeiro diz ainda que: «A Caixa não tem mais despesa do que tinha antes. Estou convencido de que este novo modelo de governo da CGD está mais adequado aos desafios. Não foram aumentados o número de administradores executivos. Optámos por extinguir o conselho fiscal e converter a auditoria para dentro do conselho de administradores, mas como não executivos».
Quem fala assim não é gago, e quem remata assim não é coxo!
Enfim, a ideia é gira e interessante. Plagiando, criativamente, um grande autor inglês eu diria que só é pena que as partes originais sejam divertidas e que as partes divertidas sejam originais e façam mesmo rir… O Conselho Fiscal que supostamente fiscaliza a actuação da Administração, desaparece, sendo o Conselho de Administração aumentado, passando alguns membros, eventualmente não executivos (ri-me à gargalhada nesta parte), que vão fiscalizar os colegas…Enfim, a ideia é deveras original. E não e mais caro ter onze do que sete! Nem sei porque todas as empresas não fazem da mesma forma. Resolvíamos muitos problemas… Precisa de gente? Contrate 11 e pague-lhe o mesmo que pagava a 7… Como seria bom se fosse verdade…Mas porque onze?
São onze, porque são tantos, quanto os ministros. Se a legislação permitisse seriam em número par e talvez desse para mais um, doze. Não o mesmo número dos apóstolos, mas sim uma dúzia, que ainda saía mais barato… Era o habitual 12/13. Na compra de 12, oferecem um e ficam 13 pelo preço de 12!!!! Mas agora é preciso dar mais! E concordo! Eu por mim comprava um 2/3 ou um 5/7…Assim tenho que gramar com 11, que não quero…A menos que haja alguma cabala com o número 11, que também é o número de motoristas do nosso primeiro…. 11 Ministros, 11 Motoristas 11 Administradores. Bem-vindo ao 11…
De certeza que isto tem algo a ver com o famoso restaurante 11, também conhecido pelo seu nome em inglês, o Eleven. Podemos compreender esta teoria se tivermos em conta que Eleven, em Tiologia é derivado da palavra francesa “élève”, que como toda a gente sabe, significa aluno, discípulo! O nosso primeiro quer mostrar que ainda está a aprender! Está agora na fase da dialética socrática, que não deixou saudades: “Les travaux pour les élèves”, fica muito melhor que a homóloga britânica dos “jobs for the boys”. A homóloga, desta vez também não fica sozinha, leva companhia. E não é pouca!
Enfim, não é fácil perceber esta linguagem cripto do nosso desgoverno mas, com recurso ao Ticionário, conseguimos.
Ao terminar esta nota, vejo que há um Secretário de Estado que apenas nomeou um assessor! Como é possível? Como é que ele pode trabalhar? Deve ser altamente improdutivo… É preciso dizer-lhe que há ministros que já passaram das 50 nomeações! E aproveito para esclarecer que o nomeado por esse secretário de estado não foi um assessor para as redes sociais! Como é possível?
A bem da poupança. O vosso Tio, muito poupado,
António Bernardo Risos y Gargalhadas
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