Querida Ângela
Espero que estejas bem, na companhia de todos os teus, na graça do Nosso Senhor do Banco Central. Nós por cá vamos como sabes…
Estiveram cá aqueles dois amigos teus, e recebi-os lindamente. Para evitar bocas reaccionárias sobre gastarmos muito dinheiro numa época de crise não os levei ao eleven. Já estou farto de bocas desses tipos que se pudessem faziam a mesma coisa que nós. Como não podem fazer, ficam furiosos…Assim achei melhor e mais discreto, um pequeno banquete, cá em casa (a que tu conheces, lá para S. Bento). Fiz tudo o que eles mandaram, mas os portugas não perceberam nada! Burros! Acharam que aquela ideia das novas medidas para os lixar eram minhas, imagina só! Que galhofa…Parti-me a rir quando começaram a dizer que eu tinha combinado tudo contigo e com o Molão, vê bem! Essa grande mula é que se safou aí na Comissão Central. Já viste como está gordo? Parece um porco, pronto para a matança (ia dizer boi, mas pode ser mal interpretado) …
Acabei por os comer a todos de cebolada! Coelhinho de cebolada, assado em cavacos do campo, uma delícia…E acompanhei o coelhinho com a lebre do Loucinha, que me soube muito bem !!!! O que me ri. Só tu sabes (tu e aquele teu ministro dos negócios estrangeiros, sabes, aquele que gosto muito)… Agora ando a arrastar a asa ao Janelas, para ver se o enrolo. Ainda vai dar um pratinho jeitoso…
Demiti-me com um daqueles gestos teatrais que tenho que te ensinar, pois a tua imagem anda mal cuidada. Lembra-me de te apresentar o Luis, que tem muito jeito para a imagem, numa próxima vista. Tu trazes-me o tal ministro e levo-te o Luis.
Voltando ao assunto, consegui sair por cima (o que eu gosto mais, como sabes), a culpa do pedido desta semana dos mil e quinhentos, foi deles, por chumbarem as medidas extraordinárias que os teus rapazes tinham dito! E agora vou obrigá-los a fazerem o pedido grande, aos tipos do Fundo de Estabilidade! Com isto tudo, claro que a culpa deixou de ser da crise internacional, para ser dos camelos das oposições e já os comecei a tratar abaixo de cão e no plural! Tenho-me fartado de rir…
Por falar em crise, viste os gajos da Islândia? Cabrões, safaram-se! Bateram o pé e estão a cumprir. Já anda toda a malta a falar deles. Aqui tive que proibir as notícias sobre o assunto. Está congelado. A Irlanda também já está a safar-se… Daqui a pouco ficamos só nós e os gregos.
Bem, tenho de acabar por vou para o meu palco interno, para a aula magna. Há quem lhe chame congresso e eu alinho nisso. Ainda ninguém reparou na oportunidade das datas! Se puderes manda-me o tal rapaz, pois preciso de umas ideias para lixar os tipos da TVI, que andam a levantar cabeça outra vez. Aproveitamos para fazer mais um acordo, qualquer coisa sobre o nuclear ou os gays, que o Loucinhas e o irmão do Janelas andam-me a roubar esses votos todos, e tu precisas de melhorar a tua imagem nessa área.
Um beijinho grande para ti, e abraços ai à rapaziada.
Teu,
Socratellium
PS Vais ao festival DIXIELAND de Dresden? Continua a ser muito giro, vai lá muita gente e podias aproveitar para ganhar votos e melhorar a tua imagem!
domingo, 10 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Rock Rendez-Vous
Já que falei no Rock Rendez-Vous, aqui vai o link do artigo da wikipedia sobre esse local mítico...
Pôncio Cavacus
Há homens que ficaram na história pelos seus actos. O prefeito romano da Judeia, Pôncio Pilatos, juiz que condenou Cristo, foi um destes casos. Feito o julgamento, percebendo alguma injustiça, ou antevendo o futuro, entendeu desresponsabilizar-se, passando o ónus da decisão para o povo, com esse famoso gesto de lavar as mãos que, passados dois mil anos, tantos repetem no seu dia-a-dia.
O nosso Pôncio Cavacus, perdeu a oportunidade de ficar na história, quando podia ter decidido qualquer coisa e não decidiu nada, ou quando decidiu o que achava que o povo queria que ele decidisse. Erro de juízo, pois o povo não queria nada disso, e não preciso de me armar em profeta do povo portucalensis.
Pôncio Cavacus foi eleito pela maioria do povo que votou, numas eleições em que a abstenção foi a maior de sempre. Ainda não refeito da vitória, logo no próprio dia e ao ter a certeza dos resultados, mostrou o que valia, no seu discurso ao povo. Não foi misericordioso com os vencidos, perdeu estima. Na tomada de posse, frente aos tribunos, prometeu o que não podia ter prometido: Que ia exercer influência no governo, que ia mexer na governação, que ia puxar os fios às marionettes… Uma espécie Iznogud ao contrário, o grão-vizir que queria ser califa em vez do califa (e que saudades tenho dessa banda desenhada do Goscinny).
Não contava o nosso Cavacus com a sageza (adoro esta palavra) do Calígula Socratellium, que o enrolou a ele e ao seu protegido, o Tribuno Coellinium, com a estratégia de vítima patriótica, que se demite porque fez tudo por Roma, a bem de Roma e a favor da República Romana…
Cavacus perdeu o seu lugar na história e mostrou a pouca fibra que tem. Mostrou que não é um estadista, mostrou que sabe lavar as mãos como sempre fez, quando promulga diplomas e publica no mesmo dia um edital a dizer que não concorda com o que promulgou. Cavacus, de tanto lavar as mãos é o político das mãos bem lavadas. E certamente que estão limpas, de tanto as lavar...
Ao chamar o povo a votar, voltou a lavar as mãos, em vez de as meter no barro, para moldar um governo de consenso, de gente competente, intelectualmente séria e idónea. De gente com os pés na terra e não com a cabeça enterrada na areia ou cheia dela e o telemóvel cheio de bons contactos. O povo está farto de cabeças no ar, que acreditam que, sem perceberem nada da matéria, com um boa cábula, seja ela de papel ou teleponto, podem fazer um bom teste…
O nosso Cavacus, depois de sujar as mãos no barro, poderia lavá-las, ao apresentar esse governo aos senadores. Sem as sujar, estar continuamente a lavá-las, perde as defesas e a insegurança que denota, mais faz parecer que sofre do Transtorno Obsessivo Compulsivo das Mãos Limpas…
O nosso Pôncio Cavacus, perdeu a oportunidade de ficar na história, quando podia ter decidido qualquer coisa e não decidiu nada, ou quando decidiu o que achava que o povo queria que ele decidisse. Erro de juízo, pois o povo não queria nada disso, e não preciso de me armar em profeta do povo portucalensis.
Pôncio Cavacus foi eleito pela maioria do povo que votou, numas eleições em que a abstenção foi a maior de sempre. Ainda não refeito da vitória, logo no próprio dia e ao ter a certeza dos resultados, mostrou o que valia, no seu discurso ao povo. Não foi misericordioso com os vencidos, perdeu estima. Na tomada de posse, frente aos tribunos, prometeu o que não podia ter prometido: Que ia exercer influência no governo, que ia mexer na governação, que ia puxar os fios às marionettes… Uma espécie Iznogud ao contrário, o grão-vizir que queria ser califa em vez do califa (e que saudades tenho dessa banda desenhada do Goscinny).
Não contava o nosso Cavacus com a sageza (adoro esta palavra) do Calígula Socratellium, que o enrolou a ele e ao seu protegido, o Tribuno Coellinium, com a estratégia de vítima patriótica, que se demite porque fez tudo por Roma, a bem de Roma e a favor da República Romana…
Cavacus perdeu o seu lugar na história e mostrou a pouca fibra que tem. Mostrou que não é um estadista, mostrou que sabe lavar as mãos como sempre fez, quando promulga diplomas e publica no mesmo dia um edital a dizer que não concorda com o que promulgou. Cavacus, de tanto lavar as mãos é o político das mãos bem lavadas. E certamente que estão limpas, de tanto as lavar...
Ao chamar o povo a votar, voltou a lavar as mãos, em vez de as meter no barro, para moldar um governo de consenso, de gente competente, intelectualmente séria e idónea. De gente com os pés na terra e não com a cabeça enterrada na areia ou cheia dela e o telemóvel cheio de bons contactos. O povo está farto de cabeças no ar, que acreditam que, sem perceberem nada da matéria, com um boa cábula, seja ela de papel ou teleponto, podem fazer um bom teste…
O nosso Cavacus, depois de sujar as mãos no barro, poderia lavá-las, ao apresentar esse governo aos senadores. Sem as sujar, estar continuamente a lavá-las, perde as defesas e a insegurança que denota, mais faz parecer que sofre do Transtorno Obsessivo Compulsivo das Mãos Limpas…
terça-feira, 5 de abril de 2011
Lady Socratellium
Neste caso não é antebelllum, mas postbellum. A bella comeu o coelhinho, o tio do coelhinho e os outros todos... Vamos ver se não apanha uma indigestão!!
É por estas e por outras é que eu gosto da rádio comercial. Parabéns ao Vasco Palmeirim, que nos deu esta bela versão...
É por estas e por outras é que eu gosto da rádio comercial. Parabéns ao Vasco Palmeirim, que nos deu esta bela versão...
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