quinta-feira, 7 de abril de 2011
Rock Rendez-Vous
Já que falei no Rock Rendez-Vous, aqui vai o link do artigo da wikipedia sobre esse local mítico...
Pôncio Cavacus
Há homens que ficaram na história pelos seus actos. O prefeito romano da Judeia, Pôncio Pilatos, juiz que condenou Cristo, foi um destes casos. Feito o julgamento, percebendo alguma injustiça, ou antevendo o futuro, entendeu desresponsabilizar-se, passando o ónus da decisão para o povo, com esse famoso gesto de lavar as mãos que, passados dois mil anos, tantos repetem no seu dia-a-dia.
O nosso Pôncio Cavacus, perdeu a oportunidade de ficar na história, quando podia ter decidido qualquer coisa e não decidiu nada, ou quando decidiu o que achava que o povo queria que ele decidisse. Erro de juízo, pois o povo não queria nada disso, e não preciso de me armar em profeta do povo portucalensis.
Pôncio Cavacus foi eleito pela maioria do povo que votou, numas eleições em que a abstenção foi a maior de sempre. Ainda não refeito da vitória, logo no próprio dia e ao ter a certeza dos resultados, mostrou o que valia, no seu discurso ao povo. Não foi misericordioso com os vencidos, perdeu estima. Na tomada de posse, frente aos tribunos, prometeu o que não podia ter prometido: Que ia exercer influência no governo, que ia mexer na governação, que ia puxar os fios às marionettes… Uma espécie Iznogud ao contrário, o grão-vizir que queria ser califa em vez do califa (e que saudades tenho dessa banda desenhada do Goscinny).
Não contava o nosso Cavacus com a sageza (adoro esta palavra) do Calígula Socratellium, que o enrolou a ele e ao seu protegido, o Tribuno Coellinium, com a estratégia de vítima patriótica, que se demite porque fez tudo por Roma, a bem de Roma e a favor da República Romana…
Cavacus perdeu o seu lugar na história e mostrou a pouca fibra que tem. Mostrou que não é um estadista, mostrou que sabe lavar as mãos como sempre fez, quando promulga diplomas e publica no mesmo dia um edital a dizer que não concorda com o que promulgou. Cavacus, de tanto lavar as mãos é o político das mãos bem lavadas. E certamente que estão limpas, de tanto as lavar...
Ao chamar o povo a votar, voltou a lavar as mãos, em vez de as meter no barro, para moldar um governo de consenso, de gente competente, intelectualmente séria e idónea. De gente com os pés na terra e não com a cabeça enterrada na areia ou cheia dela e o telemóvel cheio de bons contactos. O povo está farto de cabeças no ar, que acreditam que, sem perceberem nada da matéria, com um boa cábula, seja ela de papel ou teleponto, podem fazer um bom teste…
O nosso Cavacus, depois de sujar as mãos no barro, poderia lavá-las, ao apresentar esse governo aos senadores. Sem as sujar, estar continuamente a lavá-las, perde as defesas e a insegurança que denota, mais faz parecer que sofre do Transtorno Obsessivo Compulsivo das Mãos Limpas…
O nosso Pôncio Cavacus, perdeu a oportunidade de ficar na história, quando podia ter decidido qualquer coisa e não decidiu nada, ou quando decidiu o que achava que o povo queria que ele decidisse. Erro de juízo, pois o povo não queria nada disso, e não preciso de me armar em profeta do povo portucalensis.
Pôncio Cavacus foi eleito pela maioria do povo que votou, numas eleições em que a abstenção foi a maior de sempre. Ainda não refeito da vitória, logo no próprio dia e ao ter a certeza dos resultados, mostrou o que valia, no seu discurso ao povo. Não foi misericordioso com os vencidos, perdeu estima. Na tomada de posse, frente aos tribunos, prometeu o que não podia ter prometido: Que ia exercer influência no governo, que ia mexer na governação, que ia puxar os fios às marionettes… Uma espécie Iznogud ao contrário, o grão-vizir que queria ser califa em vez do califa (e que saudades tenho dessa banda desenhada do Goscinny).
Não contava o nosso Cavacus com a sageza (adoro esta palavra) do Calígula Socratellium, que o enrolou a ele e ao seu protegido, o Tribuno Coellinium, com a estratégia de vítima patriótica, que se demite porque fez tudo por Roma, a bem de Roma e a favor da República Romana…
Cavacus perdeu o seu lugar na história e mostrou a pouca fibra que tem. Mostrou que não é um estadista, mostrou que sabe lavar as mãos como sempre fez, quando promulga diplomas e publica no mesmo dia um edital a dizer que não concorda com o que promulgou. Cavacus, de tanto lavar as mãos é o político das mãos bem lavadas. E certamente que estão limpas, de tanto as lavar...
Ao chamar o povo a votar, voltou a lavar as mãos, em vez de as meter no barro, para moldar um governo de consenso, de gente competente, intelectualmente séria e idónea. De gente com os pés na terra e não com a cabeça enterrada na areia ou cheia dela e o telemóvel cheio de bons contactos. O povo está farto de cabeças no ar, que acreditam que, sem perceberem nada da matéria, com um boa cábula, seja ela de papel ou teleponto, podem fazer um bom teste…
O nosso Cavacus, depois de sujar as mãos no barro, poderia lavá-las, ao apresentar esse governo aos senadores. Sem as sujar, estar continuamente a lavá-las, perde as defesas e a insegurança que denota, mais faz parecer que sofre do Transtorno Obsessivo Compulsivo das Mãos Limpas…
terça-feira, 5 de abril de 2011
Lady Socratellium
Neste caso não é antebelllum, mas postbellum. A bella comeu o coelhinho, o tio do coelhinho e os outros todos... Vamos ver se não apanha uma indigestão!!
É por estas e por outras é que eu gosto da rádio comercial. Parabéns ao Vasco Palmeirim, que nos deu esta bela versão...
É por estas e por outras é que eu gosto da rádio comercial. Parabéns ao Vasco Palmeirim, que nos deu esta bela versão...
quarta-feira, 30 de março de 2011
Peixe, carne e a meia idade.
Sem querer transformar o blog num dilog, tenho que responder a esta questão da meia-idade. Dizem que os homens ainda são mais sensíveis a estas questões da idade do que as mulheres. Custa-me a crer, mas talvez seja verdade, pelo menos a avaliar pela rapidez da minha resposta. Menos de três dias, um record!
Em rigor, não foi a questão da MEIA-idade, critério que até acho justo. Sinto-me a meio, equidistante do princípio e do fim. A definição de meia-idade mais original que conheço, e que vou citar, também não se aplica a mim, porque não comecei a andar com miúdas com metade da minha idade, nem espero que tal venha a suceder. Aqui vai a definição, com o respectivo link:
Que a meia-idade nos homens não corresponde à metade cronológica da nossa vida mas sim à altura em que começamos a andar com gajas que têm metade da nossa idade.
O que me tirou do sério foi a da carne e do peixe: Não somos carne nem peixe? Pelo contrário, na minha idade, que penso que será próxima da tua (enfim, certamente tenho mais uns 10 anos e 100.000 Km, mas tudo bem), somos carne e somos peixe, com a única diferença que o somos quando queremos e não quando ou outros querem.
Também saboreamos muito melhor as iguarias, sejam elas de carne ou peixe, nunca nos sentamos à mesa para comer à pressa, pelo contrário, comemos tranquilamente e fazemos uma dieta equilibrada. Também não entramos nessa onda de produtos substitutos e recusamos, liminarmente, pratos requentados, mal cozinhados. Mas também não desdenhamos uma refeição frugal, ou rápida, aquecida no micro-ondas e às vezes comida de pé, na varanda ou noutro local inusitado, se nos apetecer…
Somos capazes de jejuar, rigorosamente, durante um ou mais dias e quando nos sentamos à mesa, não devoramos a comida, saboreamos com toda a calma, sem nenhuma pressa. Não comemos a sobremesa antes da entrada e do prato principal nem olhamos para ela com olhar guloso, enquanto degustamos ou preparamos para degustar o prato principal.
Ainda apreciamos um prato bem condimentado, bem apresentado e, muito importante, sabemos estar à mesa, o tempo que for preciso, usando todos os talheres…
Acho que já disse quase tudo sobre a carne e o peixe. Falta-me descrever alguns pratos, ou partilhar receitas mas isso fica para outra altura…Sinto-me bem no meu laboratório culinário e no meu restaurante!
Em rigor, não foi a questão da MEIA-idade, critério que até acho justo. Sinto-me a meio, equidistante do princípio e do fim. A definição de meia-idade mais original que conheço, e que vou citar, também não se aplica a mim, porque não comecei a andar com miúdas com metade da minha idade, nem espero que tal venha a suceder. Aqui vai a definição, com o respectivo link:
Que a meia-idade nos homens não corresponde à metade cronológica da nossa vida mas sim à altura em que começamos a andar com gajas que têm metade da nossa idade.
O que me tirou do sério foi a da carne e do peixe: Não somos carne nem peixe? Pelo contrário, na minha idade, que penso que será próxima da tua (enfim, certamente tenho mais uns 10 anos e 100.000 Km, mas tudo bem), somos carne e somos peixe, com a única diferença que o somos quando queremos e não quando ou outros querem.
Também saboreamos muito melhor as iguarias, sejam elas de carne ou peixe, nunca nos sentamos à mesa para comer à pressa, pelo contrário, comemos tranquilamente e fazemos uma dieta equilibrada. Também não entramos nessa onda de produtos substitutos e recusamos, liminarmente, pratos requentados, mal cozinhados. Mas também não desdenhamos uma refeição frugal, ou rápida, aquecida no micro-ondas e às vezes comida de pé, na varanda ou noutro local inusitado, se nos apetecer…
Somos capazes de jejuar, rigorosamente, durante um ou mais dias e quando nos sentamos à mesa, não devoramos a comida, saboreamos com toda a calma, sem nenhuma pressa. Não comemos a sobremesa antes da entrada e do prato principal nem olhamos para ela com olhar guloso, enquanto degustamos ou preparamos para degustar o prato principal.
Ainda apreciamos um prato bem condimentado, bem apresentado e, muito importante, sabemos estar à mesa, o tempo que for preciso, usando todos os talheres…
Acho que já disse quase tudo sobre a carne e o peixe. Falta-me descrever alguns pratos, ou partilhar receitas mas isso fica para outra altura…Sinto-me bem no meu laboratório culinário e no meu restaurante!
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