sábado, 11 de dezembro de 2010

Hot and fever

Será o calor que provoca a febre, ou a febre que traz o calor? Fico na dúvida, mas com uma certeza: A Beyoncé derrete qualquer gelo e aquece qualquer um…

E agora que estamos no Natal é uma boa inspiração para as prendinhas, como que a dizer FESTAS BOAS!



terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O pequeno César e o grande Calígula

Uma excepção nunca vem só, e o problema está no precedente… Depois da excepção número um, feita à medida para um grupo de patrícios de um conhecido banco do estado, da excepção número dois para os curadores dos hospitais, pouco hospitaleiros e outras que se irão conhecer, chegou a vez dos eunucos dos sobas das ilhas atlânticas.

Começou pela província mais distante de Roma (que abrange territórios desde Londres até ao Brasil), mas mais próxima do poder pela cor rosada da sua bandeira.

O pequeno César, com a sua cara de sapo mas com todo o despudor, veio anunciar uma compensação para os servidores públicos com ordenados abaixo dos 2000 sestércios. A compensação é de montante igual ao corte, ou seja: ficam na mesma, quiçá até com benefícios fiscais…

O grande Calígula sobe da novidade e logo se pronunciou sobre ela, mesmo antes de ouvir o grão-vizir, logo se apressou a dizer que a César o que é de César e que ele não tinha nada a ver com isso: Assuntos das colónias.

O Patrício Mor veio ler um auto sobre o assunto. Era imoral, os deuses não podiam aceitar aquela discriminação, que todos os romanos eram iguais à luz das leis.

O pequeno César ficou furioso e espumando lá disse que o Patrício andava à procura de apoios para a recandidatura. O assunto era do governo da província e não de Roma. Alguns tribunos e escribas vieram em socorro do Patrício, pois que a economia daquela região desértica era tão débil que os sestércios de Roma é que os sustentavam. Como podiam eles querer viver à grande e à moda da Gália, com os sacrifícios dos seus irmãos da Lusitânia?

O grande Calígula, finalmente (imagino com ajuda do seu grão-vizir), lá percebeu que aquilo era uma facada nas costas. Os seus correligionários afinal eram uns sicários, que só queriam aproveitar-se dele, e manda ler novo auto desancando o pequeno César…

Ficamos sem saber como acaba esta história, mas não tenho dúvidas que vão acabar todos com razão, na boa Pax Romana….

Precisamos urgentemente de um Viriato!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O sindroma da cigarra na gestão

Esta classe de sintomas não surge isoladamente, mas habitualmente é um dos primeiros sinais evidenciados pelos Ti-Us, quando chegam ao planeta Emp-Reza.

A fábula da cigarra e da formiga faz parte do imaginário das pessoas da minha geração que nasceram antes da entrada do Jardim Zoológico na economia nacional. Não me refiro à empresa da XS, mas sim à primeira referência, que me recordo, a animais na economia: A vaca. Foi com a vaca, sagrada nalguns países, que começou este rosário de animais, até chegar aos vampiros dos dias de hoje.

Tenho ideia de ter sido em 1973, com a dita primavera marcelista que chegou o tempo das Vacas Magras, e partir daí, é vê-los a falar de animais sem parar. A cigarra e a formiga inserem-se nesse contexto romântico de fazer passar determinada mensagem de forma simples e doce, apesar da amargura do tema. Perdoem-me o trocadilho… Pois foi nesse contexto do estábulo, quentinho (nessa altura já tinham percebido as potencialidades da biomassa), que recebi a mensagem da cigarra e da formiga, que é simples: devemos trabalhar para amealhar de forma a termos disponível quando precisarmos, como a formiguinha. A história também mostra o negativo, neste caso personificado pela cigarra que passa o verão a cantar e quando chega o Inverno, não tem nada guardado e passa fome…

São precisamente assim os nossos gestores com esta patologia. Chegam às empresas, começam a cantar de galo (outro animal na gestão…), a gastar como e a falar como a cigarra, trabalhar é que nada, ou talvez seja como a preguiça, para continuar no tema zoológico.

Normalmente quando mais cantam menos fazem ou sabem fazer, e não é preciso ser um entendido nestes comportamentos cada vez mais comuns, para se perceber isso logo no início.

No fantástico mundo de Emp-Reza, estas cigarras são animais que mais tarde revelam a sua essência, normalmente com ciclos de um ano. Começam como cigarras em época alta, com o calor do verão, e à medida que a temperatura vai arrefecendo transformam-se em sanguessugas. Este sindroma por vezes é confundido com o da águia, mas a última fase do ciclo de vida é diferente. O gestor com sindroma da cigarra, batendo as asas com todo o orgulho de uma borboleta, abandona o hospedeiro na fase do frio, na época baixa, passando para outro hospedeiro mais promissor.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Os cortes quando nascem não são para todos

As tão propaladas medidas de austeridade, incluíam cortes nos vencimentos dos funcionários públicos e nas empresas de capital maioritariamente públicas…

Desconfiei da implementação da medida. Não pelos professores, pelos técnicos, por milhares de profissionais sérios que estão na administração pública e desempenham de forma profissional e dedicada, por vezes em condições difíceis, o seu papel. Desconfiei por meia dúzia de crápulas, autênticas carraças que se agarraram ao lombo da vaca, emagrecida desde o choque petrolíferos de 73 e agora esquelética, a que pomposa e ironicamente deram o nome de gestores públicos.

Essas sanguessugas não podiam ser prejudicadas na sua sede de sangue fresco e por isso nunca acreditei. Só hoje veio a confirmação:

…. não se aplicam a empresas em que o seu estatuto comercial tal justifique.

Não são estas as palavras exactas, mas a ideia é esta, a pretexto da dita concorrência: quem mais mama, continua a mamar e os outros que vivam como puderem, e paguem a crise.

Justificam os ordenados mirabolantes de alguns gestores públicos com o perigo de saírem do país. Pois que saiam, e quanto mais depressa melhor. Se for preciso dou uma ajuda, contribuindo para pagar a viagem, mas com bilhete só de ida.

Amanhã a notícia vai ser desmentida, mas alguém acredita?

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