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sábado, 18 de junho de 2011

Fumo branco nos nuevos ministérios

A minha sugestão não foi aceite. Modéstia à parte era um governo mais cool, mas enfim, há que dar um ar sóbrio à governação. E afinal o governo caiu mesmo, apesar das cambalhotas e outros números de circo do passado recente. Já não há vida para além do deficit, frase histórica, de um reformado rico, que marcou uma fase da governação e fechou um ciclo curto para se abrir um outro buraco, a experiência socretina. E agora temos que ressuscitar…

Lembro-me do pulinho de surpresa de um ministro do último governo antes dessa traumática experiência socretina (uff, como é difícil fazer graça depois de 16 horas de trabalho…). Esse pulinho com cara de surpresa e segredinhos para o lado foi repetido incansavelmente pelos telejornais. Mais até do que um anterior desmaio do Chefe Cara de Pau, índio que nunca se engana, num outro qualquer governo (acho que a minha TV ainda era a preto e branco, antes da fase cinzenta que se adivinha e da cor de rosa actual).

Se o Território surpreender a nova Ministra da Agricultura Mar e Território, sempre será mais agradável vermos a surpresa e imaginar que segredinhos dirá ao colega do lado…

Desejo que o novo governo seja mais ponderado e realista, sem gastar 23 milhões de euros em seminários e exposições de propaganda a ele próprio, mas espero que a eficiência do ex director geral dos impostos, e ex administrador de uma empresa privada de saúde, não se traduza em mais cheques saúde que todos pagamos e só alguns recebem… O sistema aparentemente perfeito para todos, menos para quem os tem pagar, ou seja, nós.

Como dizem todos os beneficiários do SMS que recebem SNS para as consultas: A esperança é a última a morrer. Na saúde, às vezes morre-se antes da esperança acabar… E por falar em saúde e médicos, espero que seja possível resolver o problema da saúde, sem pedir ajuda à AMIga…

SMS e SNS são acrónimos, não sinónimos…

quinta-feira, 24 de março de 2011

Novo Governo, o mesmo desgoverno

Uma maratona, de carro, obrigou-me a seguir a maratona de notícias anunciadas há muito. Normalmente não ouço a TSF durante o dia, mas ontem obriguei-me a ouvir em directo os discursos de uma data de políticos. Não sei se é micróbio da política que me atacou por influência do Micróbio do Samba, ou a minha nova profissão de socialitólogo, mas ouvi com muita atenção tudo o que disseram, até às 20h30, hora de início da Assembleia onde me dirigia. Até me pareceu mais curta a A2, dada a criatividade dos brilhantes discursos em directo da Assembleia da República.

Enquanto passavam os quilómetros até chegar ao meu destino, queimavam-se etapas para o fim anunciado e previsto há muito.

No regresso, terminada a minha missão, já tinha caído o pano, mas as máscaras mantinham-se, como se esperava. Não pude deixar de pensar que estamos em Portugal…Aconteceu o que todos os intervenientes queriam, mas nenhum assume que fez algo para que isso acontecesse. Todos tentaram evitar a desfecho que todos queriam… E a queda do governo é mais uma filha de pai incógnito, fruto de uma longa noite muito promíscua, onde ninguém quer assumir a paternidade ou submeter-se a um teste de ADN…

Pensei de imediato no padrinho da criança, que já tinha combinado que seriam os filhos a pagar a festa e não ele, que não é responsável por nada, pois não concorda com nada do que ou outros fazem, mas deixa fazer para não ser responsável…Circulo vicioso e talvez viciante, que deixa saudades dos tabus. Pobrezinho, passam a vida a contrariá-lo, e ele que é tão bonzinho para os seus filhos e melhor ainda para os enteados, que os quer tanto, ou mais, que os filhos de sangue…

Imaginei de imediato no novo desgoverno nos diferentes ministros e ministérios. Aliás à medida que iam discursando, no papel de vítima ou de vitória, já os ia colocando nos tais quadros, caros, a tapar mais um buraco.

Depois dos Nuevos Ministérios e continuação, deixo-vos mais algumas sugestões para um novo desgoverno, que me ocorreram ontem. Adivinhem os ministros, se tiverem paciência para tal:

• Ministério dos Seminários e das Vocações, que tutelaria a Secretaria das Vitimas da Ditadura e da Intolerância e Igualdade e a Secretaria de Estado da Demagogia (Finalmente a importância da demagogia seria reconhecida, pelo menos com uma Secretaria de Estado)

• Ministro de Estado e da Traulitada e Pancadaria, com as Secretarias de Estado da Guerrilha Parlamentar, da Imagem do Governo e do Primeiro-Ministro. Esta Secretaria de Estado, fundamental para o futuro dos nossos compromissos europeus, tutela a Direcção Geral da Imagem, a Direcção Geral da Publicidade e a Direcção Geral da Propaganda. Graças ao lobby do Marketing, finalmente assumiu-se a diferença entre Publicidade, Comunicação e Propaganda.

Ficam duas sugestões, modestas, mas que como cidadão preocupado com o futuro do meu país, não posso deixar de enviar par ao governo central (a regionalização dava tema para um blog inteiro). Recebi entretanto a confirmação de que o Ministério das Feiras, do Toucinho do Céu e dos Chouriços do Mar vai ser uma prioridade no novo executivo.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Nuevos Ministérios 3

Continuando esta busca incansável de uma solução de governo estável, depois do Ministério da Iconemia e do Ministério da Corrupção e Assuntos Pessoais eis que surge outra ideia: O Ministério das Feiras, do Toucinho do Céu e dos Chouriços do Mar. Esta pasta, como o nome sugere, tutelaria o Comércio, as Forças Armadas (Força Aérea, Marinha e Exército), e também a Agricultura e as Pescas.

Numa eventual remodelação ministerial, já prevista mas ainda sem data, podem ser acrescentadas duas novas responsabilidades a este Ministério: A Higiene Oral e os Camiseiros e Alfaiates.

O Ministro é que já está escolhido, o ministério ajusta-se à pessoa, da mesma forma como se criam os concursos para as empresas e os lugares para os amigos. Não é sempre assim?

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Nuevos Ministérios

Depois de um recorrido (¡Hola!) por Madrid, Valência e, the last but not the least, na minha querida Ouresnse, afogado com notícias de telepeaxe en prepago e outras novidades socretinas, vejo a luz ao fundo do túnel. Não é uma luz brilhante, é um farol de bicicleta, o nosso transporte do futuro.

Os Nuevos Ministérios ficam no meu percurso habitual e inevitável, do aeroporto até ao hotel, e já antes, até à cidade universitária, e são uma metáfora a que tenho que recorrer, pelo cruzamento entre o cor-de-rosa, o eterno feminino, as formas doces e suaves que embrulham, por vezes, realidades duras, a linha que me leva e traz do sonho para a realidade, e o cinzento onde confortavelmente me instalo, misturado, incógnito, nessa mole de gente, até passar para a linha verde que me leva à Gran Via ou ao Callao, esperança certa de uma noite animada nas Portas do Sol (e da Lua…).

Nestes devaneios apercebo-me que na nossa querida terra de Portugal o governo se esforça por mostrar uma imagem séria de contenção de custos, por si só insuficientes para alimentar esse monstro do deficit. Pelos vistos afinal não “há vida para além do deficit”, não é oh cenourinha que já te governaste (e bem) e que agora alimentas um coelhinho, que vai dando pequenas dentadinhas, com os seus belos dentinhos, made in clínica XPTO (se pagarem faço publicidade)

Ao que parece a oposição também, se esforça por dar uma imagem séria e impedir a imagem do centrão que todos temos (fase anterior à do pelintrão, em que nos vamos, em breve, transformar).

Parece que no meio deste esforço todo há que reforçar os gastos com seminários e exposições, que vão aumentar 46%, enquanto os gastos com publicidade vão aumentar “apenas” 30%. No total são “apenas” 23 milhões de euros, que o governo prevê gastar em 2011 com estas importantes rubricas. Não foi fácil, mas sempre se acabou por saber….Ufff.

Como a maior fatia destas “migalhas” no dizer dos nossos governantes, vai para o gabinete do Ministro da Presidência (ainda não mudou o nome…) tenho obrigação moral de sugerir uma pequena alteração a este esbulho, perdão, afectação de recursos.

Parece evidente, mas às vezes as coisas mais simples são as mais difíceis de encontrar…Neste desiderato de fusão e eliminação de serviços públicos desnecessários (e inexistentes, como são 9 dos 50 que se revê eliminar), sugiro a fusão do novíssimo Ministério da Iconemia com o da Propaganda e Assuntos Populares, num super Ministério da Corrupção e Assuntos Pessoais.

Enfim, é uma pequena e modesta contribuição, mas ainda me atrevo a sugerir que deve ser um deputado com experiência nestes assuntos de corrupção, muito conhecedor das realidades destas redes complexas, a liderar o processo de fusão. Preferencialmente deve ser oriundo de uma região considerada ultra periférica (epíteto usado para definir alguns lugares onde os fundos comunitários vão mais longe e mais alto) e, se possível, deve ter um penachinho de cabelo branco ou então o cabelo, todo, precocemente branco (situação melhor pontuada). Certo é o nome do Chefe de Gabinete deste super ministério, uma Débora Qualquer Coisa.

Sobre as possíveis fusões e eliminação de empresas públicas, PPP e quejandas, julgo que não me chega um ano de posts diários…

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