Já não tenho grande paciência para conduzir nestes percursos Porto-Lisboa . Perde-se tempo, chega-se cansado, é um drama para estacionar. Não podendo ir de elevador, escolho o comboio. É a viagem ideal para que vai sózinho. Podem-se sempre conhecer outras pessoas, ou não, dormir um sono ligeiro ou pesado (juro que não ressono ou pelos menos a minha MQT ainda não me disse que sim), ver como era o Eládio Clímaco em programas de há 15 anos, etc...
Quando se vai com companhia a coisa é diferente. Se puder ir daquele lado do carro que não tem pedais, mas devia, melhor ainda. Foi o que aconteceu na semana passada. Conversa-se, põe-se a escrita em dia e, às vezes têm-se umas surpresas agradáveis. Não é delicado dormir, mesmo que não se ronque, apesar de quando vou a conduzir não me importar muito que os passageiros façam, pois o estado de cansaço das viagens de regresso é grande e o preço das áreas de serviço é proibitivo!
Pois na semana passada permiti-me esse luxo de ser conduzido e nesse estado de semi-consciência entre conversas fui bruscamente despertado por uma frase: Tem que tapar esta rachinha. Ainda vai a tempo!
Os cabelos brancos ainda não são muitos, mas vão dando alguma calma nas respostas, por isso balbuciei um sim, meio interrogativo meio tremido. A continuação da frase não dissipou todas as dúvidas: Na Galssdrive fazem isso rapidamente e não é caro.
Ao apontar para o pára brisas, em direcção a uma cratera provocada por uma pedra, a minha simpática e consciente condutora esclareceu tudo!
O que pensaram?
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quarta-feira, 6 de março de 2013
sábado, 29 de dezembro de 2012
O clítoris na garganta
Há bem pouco tempo, numa semana que aparentemente iria ser
igual a tantas outras, precisamente numa Segunda-feira de manhã, fui forçado a
abrir o Explorer. Fui brindado, como tantos utilizadores do Explorer e do
Google, com um doodle, alusivo à comemoração do nascimento da mulher que ficou
conhecida como a primeira programadora, Ada Lovelace.
Ada Lovelace, filha de Lord Byron, de acordo com o link que
segui, foi a primeira a compreender a máquina analítica de Charles Babbage e a
escrever um programa que poderia ser utilizado por essa máquina. O nome
Lovelace, que despertou a minha atenção, fez-me no entanto recordar outras
máquinas, outros projectos e outras formas de utilização do instrumento…
É evidente que estou a falar do original de Garganta Funda,
filme mítico que, mais do que uma geração, marcou toda a indústria do cinema
porno. Foi o filme pornográfico que gerou mais receitas e em que provavelmente
os actores e a equipa técnica foram mais mal pagos… Haveria ainda a considerar
uma vertente pedagógica, muito importante nestas questões, mas de difícil
quantificação…
A história, é simples. A protagonista insatisfeita com a sua
vida sexual e frustrada por não conseguir atingir o orgasmo, a conselho de uma
amiga decide consultar um médico que, depois de alguma investigação lhe revela
que tinha o clítoris na garganta… Daí o desenvolvimento da acção. O filme é de
1972, suponho que tenha chegado a Portugal no pós revolução de Abril, como
muitos outros desse cariz, mas sem o impacto deste.
Recentemente foi recordado este marco, com o Inside DeepThroat, um documentário, quiçá um making of, que ainda não tive oportunidade de
ver.
Muito mais tarde, a actriz que acabou por ficar com o nome
da sua primeira personagem, revelou ter sido uma vítima do seu marido que a
teria forçado a essa carreira. Libertada desse jugo, dedicou a sua vida a
denunciar práticas dessa indústria tão peculiar, defendendo as actrizes
envolvidas. Morreu há alguns anos, mas a sua marca, quer da primeira fase da
sua vida, quer da segunda, ficou. Está a ser rodado um filme sobre esta mulher,
usada e abusada pela indústria pornográfica, que se prevê venha a público em
Maio de 2013…
Ora, e este ora tem tudo a ver com oralidade, os nossos
políticos, doutores de especialidades duvidosas, que tanto gostam de discursar
para as câmaras, agarrando o microfone com tanta sofreguidão, repetindo-se
tantas vezes quantas se contradizem, como que discursando não em círculos, mas
em ovais que se afastam e aproximam do centro em ritmos tão enérgicos quanto
cadenciados, não terão também algum prazer, menos publicamente confessável,
neste constante discursar televisivo? Haverá afinal uma verdadeira base
científica na estranha anatomia de Linda Lovelace, que se revela nos nossos políticos discursantes? Não sei, mas não tenho dúvida
nenhuma que a actividade política está cada vez mais pornográfica …
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Delícias Tailandesas
As tailandesas são famosas pelas suas habilidades…O seu fino
jeito para trabalhar em objectos deve-se, provavelmente, à precisão delicadas
das suas mãos… As suas capacidades e vastos conhecimentos da matéria a que se
dedicam, não deixam ninguém indiferente, sobretudo (digo eu) a nós homens,
bichos mais sensíveis a esta delicadeza.
Há tempos tive a prova concreta destas capacidades. Do doce
rendilhado simples, até à flor mais sofisticada, não faltou nada… Um jardim
encantado e perfumado. Aquelas formas redondinhas deixaram-me extasiado.
Mas, e custa-me mesmo dizê-lo, fiquei com água na boca, no
final.
Deveria ter ficado satisfeito? Não resisti a tirar uma
fotografia do resultado.
O que vos parece?
sábado, 4 de agosto de 2012
Melodia e Harmonia. Sedução e aconchego…
Há dias coloquei no mural do Tio do Algarve, no livro das caras,
o vídeo da Melody Gardot: Who will comfort me, via youtube.
Descobri há já algum tempo, também acidentalmente, a Melody
e fiquei rendido. De tal forma que demorei algum tempo a clicar no botão like…
Neste caso não se aplicaria o curtir (não percebo essa do curtir, deve ter a
ver com o acordo ortográfico), poderia era eventualmente haver o botão adoro,
mas não há! Demorei a colocar o like apenas porque quis saborear a música o
mais possível, até me render incondicionalmente à melodia e à Melody
Muitos dos comentários colocados nos vídeos da Melody referem-se
às pernas e aos óculos escuros… Tem umas ricas pernocas, de facto. Os olhos não
sei, porque nunca os vi. E tenho imensa pena! Imagino que sejam cor de mel e
doces como a sua voz, mas quem sabe até podem ser azuis como o céu ou verdes
como o mar… Ou cinzentos como nuvens que nos transportem para outros locais….
Melody Gardot é referida como a “Artista Acidental” por se
ter dedicado à música como medida terapêutica, na sequência de um grave
acidente de viação. Ia de bicicleta quando foi atingida por um carro. Fez
várias fracturas, até na cervical, e sofreu um sério traumatismo craniano (não
confundir com os traumatismos ucranianos). A sua primeira produção chama-se “The
Bedroom sessions” por ter sido gravado numa altura em que não podia caminhar. Perdeu
a memória e teve de reaprender uma série de coisas outra vez… Usa uma bengala
por ter ficado com vertigens e os óculos de sol devem-se à fotofobia e não a
pretender criar um estilo…
Por isto tudo, quando ouço uma referência às pernas da
Melody Gardot, para além da sensualidade que transborda, fica uma nota de
ternura. Ternura envolvida pela voz, que nos encanta, delicia e enfeitiça, com
uma nota de mistério, nos óculos escuros. Sim, uma mulher de óculos também pode
ser tremendamente sensual!
Viveu em Portugal seis meses e gostou. O Tio do Algarve não
a conheceu pessoalmente, mas não se importava nada de se ter cruzado com ela no
Estoril, em Cascais, no Castelo, no Tango na Rua ou noutro local qualquer. Num
restaurante tibetano na Calçada do Duque, ou de cozinha tradicional portuguesa…
Irónico poderá ser o nome do seu último álbum: ”The absense”.
Quanto mais o ouvimos, mais sentimos a falta da autora, ou de alguém que nos
conforte…Hoje especialmente.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Homens, Ursos e Mulheres
Hoje faz anos a ursa mais
popular da blogosfera, a Miss Polo Norte, cujo blog tenho o prazer de seguir,
quase desde o início.
Os seus textos são como as
cerejas, é impossível ler só um, com a vantagem adicional de uns serem bastante
mais condimentados que outros. Uns são umas verdadeiras ginjas, outros menos
doces. Há também alguns verdadeiramente picantes e outros ainda agridoces, numa
variedade que não se encontra nas cerejas… Através deles vai dando aos seus
leitores a sua perspectiva da vida e da sociedade, partilhando o quer
partilhar, deixando de fora o que bem entende.
Gostava de lhe oferecer um bolo,
mas hoje não estou em maré de cozinha e, também não ia chegar a tempo ou, pior
ainda, podia chegar estragado ou fazer-lhe mal e isso não quero de forma
alguma. Todos os seus leitores sabem do seu estado avançado de gravidez e não
quero correr esse risco.
Não a conheço pessoalmente, por
isso não sei se é alta ou baixa, magra ou menos magra. Sei que tem um grande
coração e unhas afiadas que sabe usar, com frontalidade e sem subterfúgios. Dizem
que atrás de um grande homem está uma grande mulher. Não sei se é verdade, tenho
uma versão alternativa, mas não digo agora, Sei, com toda a certeza que atrás
desta grande ursa está uma Grande Mulher.
Muitos parabéns, Pólo Norte!
sábado, 5 de maio de 2012
sábado, 10 de dezembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
Ainda a gastronomia e a culinária. E a sedução…
Seduzido pela culinária ou utilizando a culinária para seduzir? Claramente a segunda! A sedução fascina-me e arrasta-me para uma inevitável atracção pela gastronomia e pela busca de utilizações mais sofisticadas de ingredientes, com combinações novas e condimentadas de forma diferente, o que, por sua vez, inexoravelmente e com prazer, diga-se, me faz continuar incansavelmente apaixonado pelas possibilidades deste percurso e pela pesquisa….
A combinação da gastronomia com sexo, também me atrai. Gastronomia erótica? Sexo gourmet? Sexo com gastronomia, com certeza, apesar de me parecer mais requintado o contrário: gastronomia com sexo. Definitivamente, uma vez que a propriedade comutativa não se aplica nestas duas artes nem sequer aos percursos…
Ficamos assim por esta dualidade da arte da combinação e pelo conhecimento da arte. Ainda bem que são disciplinas práticas e não teóricas…
A sedução é o factor comum e a base destas relações. Como seduzir sem se deixar também seduzir? A sedução não é um fim. É um princípio base de qualquer relação. E ainda bem!
Estou a pensar o que vou fazer para o jantar. E o pequeno-almoço?
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Bolero em Copenhaga
Desde o "10 Uma mulher de sonho", que deixei de sentir a sensualidade do Bolero de Ravel. A música é fantástica, o crescendo é avassalador, mas vem-me à memória o Dudley Moore a levantar-se para ir por o disco no início e lá se vai a imagem da Bo Derek, com as trancinhas, na praia, a rebolar na areia…. A utilização do repeat, teria facilitado a tarefa, e eu continuaria a ter essa peça como uma as mais fantásticas músicas para o mesmo fim que a Jenny Hanley… mas nessa altura não deveria haver CDs...
O filme é uma comédia divertida, sobre a crise da meia-idade. E como já falei sobre o assunto, dispenso-me de o repetir. Mantenho o que disse, enquanto me vou deliciando com umas saladas, alternadas com pratos mais condimentados, os meus preferidos. Tenho que fazer um pedido, neste momento, a quem me lê. Se chegaram até aqui peço-vos, por favor, um pequeno esforço adicional e tentem ler o post com o título o Peixe, A Carne e a Meia-idade, aqui linkado….
O Bolero, ritmo de dança, não faz parte do menu das clássicas nem das latinas, mas também se dança. Não tem a sensualidade de outros ritmos latino-americanos, como a Kizomba ou a Bachata, mas dança-se com agrado. É leve e romântico, talvez adequado a essa faixa onde ainda não me revejo, mas já devo estar.
Inscrevi-me numa MobDance, mas foi cancelada! Não há relação entre os factos mas entretanto recebi este vídeo de uma FlashMob, em Copenhaga, na Central Station, que aqui partilho. É a Sjællands Symfoniorkester, a Orquestra Filarmónica de Copenhaga, numa ideia fantástica e divertida. Será que algum dia vamos ver algo do género na Estação do Rossio, em Santa Apolónia ou em São Bento? Entretanto espero que a imagem do George Webber, personagem interpretado pelo Dudley Moore desapareça de vez, enquanto penso nas potencialidades da Bolero e recordo a quantidade de músicas fantásticas do “Les uns et les autres” do Lelouche…
O filme é uma comédia divertida, sobre a crise da meia-idade. E como já falei sobre o assunto, dispenso-me de o repetir. Mantenho o que disse, enquanto me vou deliciando com umas saladas, alternadas com pratos mais condimentados, os meus preferidos. Tenho que fazer um pedido, neste momento, a quem me lê. Se chegaram até aqui peço-vos, por favor, um pequeno esforço adicional e tentem ler o post com o título o Peixe, A Carne e a Meia-idade, aqui linkado….
O Bolero, ritmo de dança, não faz parte do menu das clássicas nem das latinas, mas também se dança. Não tem a sensualidade de outros ritmos latino-americanos, como a Kizomba ou a Bachata, mas dança-se com agrado. É leve e romântico, talvez adequado a essa faixa onde ainda não me revejo, mas já devo estar.
Inscrevi-me numa MobDance, mas foi cancelada! Não há relação entre os factos mas entretanto recebi este vídeo de uma FlashMob, em Copenhaga, na Central Station, que aqui partilho. É a Sjællands Symfoniorkester, a Orquestra Filarmónica de Copenhaga, numa ideia fantástica e divertida. Será que algum dia vamos ver algo do género na Estação do Rossio, em Santa Apolónia ou em São Bento? Entretanto espero que a imagem do George Webber, personagem interpretado pelo Dudley Moore desapareça de vez, enquanto penso nas potencialidades da Bolero e recordo a quantidade de músicas fantásticas do “Les uns et les autres” do Lelouche…
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Prémio em segredo. Full disclosure…
Recebi há dias um prémio. Coisa rara nos dias de hoje, apenas permitida a alguns. A blogosfera tornou possível a atribuição, a partilha e a divulgação em simultâneo. Falei na Maria Bolacha e eis que sou presenteado com um pacote. Não um pacote qualquer, o pacote da rainha! Das bolachas, claro.
E logo eu que não posso ver um pacote à minha frente! Suponho que não tenha sido com as reacções a um pacote que Pavlov se inspirou para o estudo dos reflexos condicionados, mas poderia muito bem ter sido, que funciona na perfeição. Mostrem-me um pacote apetitoso e eis que as glândulas salivares começam a dar sinal….
O que é certo que ganhei este prémio que divido com a Julie d’Aiglemont com muita satisfação, pois foi ela a vencedora. Assim, para além do primeiro prémio fica também com metade do segundo. A origem do nome Aiglemont não vem da célebre Rua do Porto, perto da Rotunda da Boavista, mas sim do Honoré (também não é do Faubourg St Honoré - só pensam em compras!!!!) mas sim do Balzac, claro.
Voltando ao suculento prémio. La Femme de trente ans não era o que a Pseudo estava a ler. Era segredo, mas não o era sétimo. Era o Terceiro. Como dei mais do dobro que o esperado (um pouco à maneira de quem espera dar mais, para surpreender o cliente), acabei por ser contemplado e o segredo foi finalmente revelado. Este verso foi acidental, mas verdadeiro e como um agradecimento, só o é de facto quando tornado público, aqui vai a revelação total do prémio ganho com tanto esforço (foram várias tentativas...). Sem mais delongas, aqui vai o pacote das minhas bolachinhas preferidas,
Sensibilizado e reconhecido,
António Bernardo Risos, aka Tio do Algarve
E foi este o pacote:
E logo eu que não posso ver um pacote à minha frente! Suponho que não tenha sido com as reacções a um pacote que Pavlov se inspirou para o estudo dos reflexos condicionados, mas poderia muito bem ter sido, que funciona na perfeição. Mostrem-me um pacote apetitoso e eis que as glândulas salivares começam a dar sinal….
O que é certo que ganhei este prémio que divido com a Julie d’Aiglemont com muita satisfação, pois foi ela a vencedora. Assim, para além do primeiro prémio fica também com metade do segundo. A origem do nome Aiglemont não vem da célebre Rua do Porto, perto da Rotunda da Boavista, mas sim do Honoré (também não é do Faubourg St Honoré - só pensam em compras!!!!) mas sim do Balzac, claro.
Voltando ao suculento prémio. La Femme de trente ans não era o que a Pseudo estava a ler. Era segredo, mas não o era sétimo. Era o Terceiro. Como dei mais do dobro que o esperado (um pouco à maneira de quem espera dar mais, para surpreender o cliente), acabei por ser contemplado e o segredo foi finalmente revelado. Este verso foi acidental, mas verdadeiro e como um agradecimento, só o é de facto quando tornado público, aqui vai a revelação total do prémio ganho com tanto esforço (foram várias tentativas...). Sem mais delongas, aqui vai o pacote das minhas bolachinhas preferidas,
Sensibilizado e reconhecido,
António Bernardo Risos, aka Tio do Algarve
E foi este o pacote:
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
A palavra amiga
A verdade vem muitas vezes por um mero acaso, um pouco como as grande descobertas aconteceram por meros acidentes. Desde a banheira de Arquimedes à macieira de Newton, muita coisa se tem descoberto por casualidade. Até o tipo que, sem avisar, chega um dia mais cedo a casa pode fazer descobertas interessantes…
No meu caso e como já devem ter reparado, tenho uma tendência enorme para comer letras. Não me refiro outra coisa que não às constantes falhas ao digitar as letras das palavras. Umas vezes faltam, outras vezes estão fora de ordem. Foi o que me aconteceu hoje ao escrever a palavra amiga. A palavra “amiga” e não a “palavra amiga”.
Habitualmente escrevo bastante depressa e quando reli, encontrei magia, onde tinha escrito amiga. Terei trocado assim tantas letras? Terá sido o corrector ortográfico?
Não sei e também não importa. Importa é que na nossa vida haja magia.
No meu caso e como já devem ter reparado, tenho uma tendência enorme para comer letras. Não me refiro outra coisa que não às constantes falhas ao digitar as letras das palavras. Umas vezes faltam, outras vezes estão fora de ordem. Foi o que me aconteceu hoje ao escrever a palavra amiga. A palavra “amiga” e não a “palavra amiga”.
Habitualmente escrevo bastante depressa e quando reli, encontrei magia, onde tinha escrito amiga. Terei trocado assim tantas letras? Terá sido o corrector ortográfico?
Não sei e também não importa. Importa é que na nossa vida haja magia.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
O ponto G
Há já algum tempo que não leio nada sobre o ponto G e não conheço nenhuma nova teoria na comunidade científica, ou outra, sobre o assunto. Também não me recordo de ter entrado, pelo menos recentemente, nalguma discussão sobre esse Eldorado do prazer feminino e por arrastamento, do prazer a dois…
Não tem aparecido a Happy Woman lá em casa... Será que a Galp já deixou de oferecer a quem lhes apresenta o cartão Galp Woman? A mim nunca me ofereceram a FHM, GQ, Maxmen, nem nada do género, apesar de já ter passado dos 5000 pontos. Será discriminação? Enfim, algumas fontes de pesquisa adicionais talvez dessem jeito ou melhor, talvez fosse conveniente ter à mão, ou na ponta dos dedos para escrever sobre este assunto do ponto G.
O que não significa que não tenha encontrado ou que continue, incansavelmente, à procura. Até porque ficará sempre o dilema: Haverá mais do que um ponto G?
Sinto que não estou suficientemente preparado para responder, fundamentadamente, a esta questão e vejo também que há séculos que não escrevia nada sobre percursos o que me deixa triste… E a tristeza contrasta todos os sentimentos relacionados com o assunto.
Mas descobri o ponto G, e acho que devo partilhar como as minhas leitoras e leitores!
Encontrei o ponto G, num local escuro e apertado, mas que me tem proporcionado viagens excelentes e altamente excitantes. Descobri-o num país onde se usa a língua de forma diferente. Descobri o ponto G, onde não podia deixar de o fazer: Num elevador e em terras de Sua Majestade, onde tenho feito umas viagens inesquecíveis. Como esta, aliás, também foi. Viagens com bastante humidade, muito molhadas, mas sempre com muito, muito prazer.
Para que não restem dúvidas aqui fica a fotografia do ponto G, que atingimos em seis etapas.
Como é óbvio, não publico a fotografia da minha inseparável e indispensável companheira de pesquisa, a quem aproveito para agradecer a colaboração. A sua disponibilidade e empenho foram imprescindíveis para o bom sucesso deste percurso e prova evidente que as melhores descobertas acontecem a dois.
Boas viagens!
Não tem aparecido a Happy Woman lá em casa... Será que a Galp já deixou de oferecer a quem lhes apresenta o cartão Galp Woman? A mim nunca me ofereceram a FHM, GQ, Maxmen, nem nada do género, apesar de já ter passado dos 5000 pontos. Será discriminação? Enfim, algumas fontes de pesquisa adicionais talvez dessem jeito ou melhor, talvez fosse conveniente ter à mão, ou na ponta dos dedos para escrever sobre este assunto do ponto G.
O que não significa que não tenha encontrado ou que continue, incansavelmente, à procura. Até porque ficará sempre o dilema: Haverá mais do que um ponto G?
Sinto que não estou suficientemente preparado para responder, fundamentadamente, a esta questão e vejo também que há séculos que não escrevia nada sobre percursos o que me deixa triste… E a tristeza contrasta todos os sentimentos relacionados com o assunto.
Mas descobri o ponto G, e acho que devo partilhar como as minhas leitoras e leitores!
Encontrei o ponto G, num local escuro e apertado, mas que me tem proporcionado viagens excelentes e altamente excitantes. Descobri-o num país onde se usa a língua de forma diferente. Descobri o ponto G, onde não podia deixar de o fazer: Num elevador e em terras de Sua Majestade, onde tenho feito umas viagens inesquecíveis. Como esta, aliás, também foi. Viagens com bastante humidade, muito molhadas, mas sempre com muito, muito prazer.
Para que não restem dúvidas aqui fica a fotografia do ponto G, que atingimos em seis etapas.
Como é óbvio, não publico a fotografia da minha inseparável e indispensável companheira de pesquisa, a quem aproveito para agradecer a colaboração. A sua disponibilidade e empenho foram imprescindíveis para o bom sucesso deste percurso e prova evidente que as melhores descobertas acontecem a dois.
Boas viagens!
domingo, 14 de agosto de 2011
Sonho de fato
Acordo e levanto-me. Tem sido sempre assim. Às vezes durmo menos, outras vezes pouco ou nada, mas levanto-me sempre. Muitas vezes a vontade é pouca, mas consigo sempre.
Levanto-me e vejo nas costas de uma cadeira do meu quarto o seu fato de treino azul.
Já lá estava quando me deitei. E tem sido assim nos últimos tempos… Invariavelmente. Sempre no mesmo sítio.
Recordo os nossos projectos de caminhadas, de ginásio, de tudo… E nada. Mas continua lá o fato, deixado por umas horas, que ficou como se fizesse parte da decoração do quarto. É um projecto adiado. É um facto.
Projectos? Sonhos?
Visto o meu pijama, como se de um fato se tratasse. Ando de fato, sonho de facto. Andarei a sonhar?
Adormeço e sonho. É um fato de sonho…
Levanto-me e vejo nas costas de uma cadeira do meu quarto o seu fato de treino azul.
Já lá estava quando me deitei. E tem sido assim nos últimos tempos… Invariavelmente. Sempre no mesmo sítio.
Recordo os nossos projectos de caminhadas, de ginásio, de tudo… E nada. Mas continua lá o fato, deixado por umas horas, que ficou como se fizesse parte da decoração do quarto. É um projecto adiado. É um facto.
Projectos? Sonhos?
Visto o meu pijama, como se de um fato se tratasse. Ando de fato, sonho de facto. Andarei a sonhar?
Adormeço e sonho. É um fato de sonho…
domingo, 15 de maio de 2011
O peixe, a carne e a dieta
Dissertava há dias sobre o peixe e a carne, a propósito da idade, quando me apercebi que me faltavam dois aspectos fundamentais da culinária. Se a música é a arte dos sons e dos silêncios, então a culinária não incluirá também uns períodos de jejum ou, pelo menos, de dieta? Com certeza que sim. Para saborear uma iguaria, nada melhor que um período de abstinência, moderado. Como a comida que se ingere, também há que saber dosear o jejum…Se é muito longo, a comida cai mal no estômago, há tendência para comer muito depressa, sem sequer saborear e, pior ainda, caímos no erro fatal de comer por necessidade e não por prazer…
O outro aspecto relevante é o ritmo. Se a pausa entre refeições não for suficiente, corremos o risco de não ter estômago para o prato que pretendemos degustar, para além do risco de bolçar. Sim, bolçar e não bolsar, palavra que escolho por deferência às jovens mães e baby bloggers, um segmento da blogosfera, de acordo com a Miss Pólo, em expansão, mas também porque quem tem estas atitudes, de se sentar à mesa de barriga cheia, deve ser uma criança nestas lides da culinária. Ou pelo menos não é apreciador de pratos requintados e sofisticados, não sabe nada de gastronomia e menos ainda se pode intitular gourmet.
Esta abordagem à gastronomia vem na sequência do comentário sobre o peixe e a carne referido mas, sobretudo, da formação de SEO de há dias. Ao que parece, a culinária é um dos temas mais procurados nos motores de busca, depois do sexo. Quem procura sexo com um motor de busca, interrogo-me… Só com uma versão avançada do meu Cuskometer (patente devidamente registada pelo Tio do Algarve), mas ainda não está disponível para download.
Antes de falar na carne e no peixe, é necessário e importante clarificar os conceitos de gastronomia e culinária, mas não sendo especialista em linguística nem em semântica, a arte de combinar elementos, o conhecimento das técnicas e o espírito científico da experimentação levam-me para caminhos mais sofisticados e parece inevitável a abordagem a outro tema: A sedução…
Quanto à carne e ao peixe, vão ter que ficar para outra vez, porque textos longos não são convenientes para a internet e está na hora de degustar. Uma refeição requintada mas light, claro…
Para dissipar qualquer dúvida, tenho que dizer que este post foi cozinhado na passada terça feira, terminado pelas 13h00, embalado em vácuo e guardado no congelador do disco do meu Toshas, de onde foi retirado hoje. Colocado no micro-ondas, depois de borrifado com água fresca (não confundir com outros borrifos…), e servido às minhas leitoras e leitores para degustação.
O outro aspecto relevante é o ritmo. Se a pausa entre refeições não for suficiente, corremos o risco de não ter estômago para o prato que pretendemos degustar, para além do risco de bolçar. Sim, bolçar e não bolsar, palavra que escolho por deferência às jovens mães e baby bloggers, um segmento da blogosfera, de acordo com a Miss Pólo, em expansão, mas também porque quem tem estas atitudes, de se sentar à mesa de barriga cheia, deve ser uma criança nestas lides da culinária. Ou pelo menos não é apreciador de pratos requintados e sofisticados, não sabe nada de gastronomia e menos ainda se pode intitular gourmet.
Esta abordagem à gastronomia vem na sequência do comentário sobre o peixe e a carne referido mas, sobretudo, da formação de SEO de há dias. Ao que parece, a culinária é um dos temas mais procurados nos motores de busca, depois do sexo. Quem procura sexo com um motor de busca, interrogo-me… Só com uma versão avançada do meu Cuskometer (patente devidamente registada pelo Tio do Algarve), mas ainda não está disponível para download.
Antes de falar na carne e no peixe, é necessário e importante clarificar os conceitos de gastronomia e culinária, mas não sendo especialista em linguística nem em semântica, a arte de combinar elementos, o conhecimento das técnicas e o espírito científico da experimentação levam-me para caminhos mais sofisticados e parece inevitável a abordagem a outro tema: A sedução…
Quanto à carne e ao peixe, vão ter que ficar para outra vez, porque textos longos não são convenientes para a internet e está na hora de degustar. Uma refeição requintada mas light, claro…
Para dissipar qualquer dúvida, tenho que dizer que este post foi cozinhado na passada terça feira, terminado pelas 13h00, embalado em vácuo e guardado no congelador do disco do meu Toshas, de onde foi retirado hoje. Colocado no micro-ondas, depois de borrifado com água fresca (não confundir com outros borrifos…), e servido às minhas leitoras e leitores para degustação.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Dia Mundial do Beijo
Um beijo apaixonado liberta endorfinas, combate a depressão, diminui o stress e queima calorias. Não terá sido uma surpresa completa, esta quantidade de vantagens mas é sempre bom saber….
Comecei o meu dia com um beijo, mas desconhecia nessa altura a existência deste dia e, pasme-me a minha ignorância, não conhecia também a existência de uma ciência como o nome de filematologia, que se dedica ao estudo do beijo.
Que o beijo provoca o aumento do ritmo cardíaco parece-me óbvio, mas que durante a nossa vida damos cerca de 24.000 beijos desconhecia. Fazendo contas parece-me pouco! Uma média de 1,5 por dia? Haverá beijómetros, para os contar? E a catalogação? Apaixonados, ternos, sensuais, paternais, fraternais, enfim. Contar e classificar, ao mesmo tempo, não deve ser fácil…E já não estou pensar em coisas mais complexas. E ainda não me referi ao efeito dos saltos altos nos beijos, ou nos beijados, mas aproveito para uma referência à fonte de parte desta informação.
Tudo isto a propósito do beijo, mas com o pretexto de mandar um beijinho a todas as minhas leitoras, neste dia dedicado ao beijo. Aos meus leitores, deixo um abraço, para manter a paridade. Obrigado por me lerem e comentarem. Espero que se divirtam!
PS. A repetição da palavra beijo prende-se com a formação de SEO que ainda está fresca.
Comecei o meu dia com um beijo, mas desconhecia nessa altura a existência deste dia e, pasme-me a minha ignorância, não conhecia também a existência de uma ciência como o nome de filematologia, que se dedica ao estudo do beijo.
Que o beijo provoca o aumento do ritmo cardíaco parece-me óbvio, mas que durante a nossa vida damos cerca de 24.000 beijos desconhecia. Fazendo contas parece-me pouco! Uma média de 1,5 por dia? Haverá beijómetros, para os contar? E a catalogação? Apaixonados, ternos, sensuais, paternais, fraternais, enfim. Contar e classificar, ao mesmo tempo, não deve ser fácil…E já não estou pensar em coisas mais complexas. E ainda não me referi ao efeito dos saltos altos nos beijos, ou nos beijados, mas aproveito para uma referência à fonte de parte desta informação.
Tudo isto a propósito do beijo, mas com o pretexto de mandar um beijinho a todas as minhas leitoras, neste dia dedicado ao beijo. Aos meus leitores, deixo um abraço, para manter a paridade. Obrigado por me lerem e comentarem. Espero que se divirtam!
PS. A repetição da palavra beijo prende-se com a formação de SEO que ainda está fresca.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Peixe, carne e a meia idade.
Sem querer transformar o blog num dilog, tenho que responder a esta questão da meia-idade. Dizem que os homens ainda são mais sensíveis a estas questões da idade do que as mulheres. Custa-me a crer, mas talvez seja verdade, pelo menos a avaliar pela rapidez da minha resposta. Menos de três dias, um record!
Em rigor, não foi a questão da MEIA-idade, critério que até acho justo. Sinto-me a meio, equidistante do princípio e do fim. A definição de meia-idade mais original que conheço, e que vou citar, também não se aplica a mim, porque não comecei a andar com miúdas com metade da minha idade, nem espero que tal venha a suceder. Aqui vai a definição, com o respectivo link:
Que a meia-idade nos homens não corresponde à metade cronológica da nossa vida mas sim à altura em que começamos a andar com gajas que têm metade da nossa idade.
O que me tirou do sério foi a da carne e do peixe: Não somos carne nem peixe? Pelo contrário, na minha idade, que penso que será próxima da tua (enfim, certamente tenho mais uns 10 anos e 100.000 Km, mas tudo bem), somos carne e somos peixe, com a única diferença que o somos quando queremos e não quando ou outros querem.
Também saboreamos muito melhor as iguarias, sejam elas de carne ou peixe, nunca nos sentamos à mesa para comer à pressa, pelo contrário, comemos tranquilamente e fazemos uma dieta equilibrada. Também não entramos nessa onda de produtos substitutos e recusamos, liminarmente, pratos requentados, mal cozinhados. Mas também não desdenhamos uma refeição frugal, ou rápida, aquecida no micro-ondas e às vezes comida de pé, na varanda ou noutro local inusitado, se nos apetecer…
Somos capazes de jejuar, rigorosamente, durante um ou mais dias e quando nos sentamos à mesa, não devoramos a comida, saboreamos com toda a calma, sem nenhuma pressa. Não comemos a sobremesa antes da entrada e do prato principal nem olhamos para ela com olhar guloso, enquanto degustamos ou preparamos para degustar o prato principal.
Ainda apreciamos um prato bem condimentado, bem apresentado e, muito importante, sabemos estar à mesa, o tempo que for preciso, usando todos os talheres…
Acho que já disse quase tudo sobre a carne e o peixe. Falta-me descrever alguns pratos, ou partilhar receitas mas isso fica para outra altura…Sinto-me bem no meu laboratório culinário e no meu restaurante!
Em rigor, não foi a questão da MEIA-idade, critério que até acho justo. Sinto-me a meio, equidistante do princípio e do fim. A definição de meia-idade mais original que conheço, e que vou citar, também não se aplica a mim, porque não comecei a andar com miúdas com metade da minha idade, nem espero que tal venha a suceder. Aqui vai a definição, com o respectivo link:
Que a meia-idade nos homens não corresponde à metade cronológica da nossa vida mas sim à altura em que começamos a andar com gajas que têm metade da nossa idade.
O que me tirou do sério foi a da carne e do peixe: Não somos carne nem peixe? Pelo contrário, na minha idade, que penso que será próxima da tua (enfim, certamente tenho mais uns 10 anos e 100.000 Km, mas tudo bem), somos carne e somos peixe, com a única diferença que o somos quando queremos e não quando ou outros querem.
Também saboreamos muito melhor as iguarias, sejam elas de carne ou peixe, nunca nos sentamos à mesa para comer à pressa, pelo contrário, comemos tranquilamente e fazemos uma dieta equilibrada. Também não entramos nessa onda de produtos substitutos e recusamos, liminarmente, pratos requentados, mal cozinhados. Mas também não desdenhamos uma refeição frugal, ou rápida, aquecida no micro-ondas e às vezes comida de pé, na varanda ou noutro local inusitado, se nos apetecer…
Somos capazes de jejuar, rigorosamente, durante um ou mais dias e quando nos sentamos à mesa, não devoramos a comida, saboreamos com toda a calma, sem nenhuma pressa. Não comemos a sobremesa antes da entrada e do prato principal nem olhamos para ela com olhar guloso, enquanto degustamos ou preparamos para degustar o prato principal.
Ainda apreciamos um prato bem condimentado, bem apresentado e, muito importante, sabemos estar à mesa, o tempo que for preciso, usando todos os talheres…
Acho que já disse quase tudo sobre a carne e o peixe. Falta-me descrever alguns pratos, ou partilhar receitas mas isso fica para outra altura…Sinto-me bem no meu laboratório culinário e no meu restaurante!
sábado, 11 de dezembro de 2010
Hot and fever
Será o calor que provoca a febre, ou a febre que traz o calor? Fico na dúvida, mas com uma certeza: A Beyoncé derrete qualquer gelo e aquece qualquer um…
E agora que estamos no Natal é uma boa inspiração para as prendinhas, como que a dizer FESTAS BOAS!
E agora que estamos no Natal é uma boa inspiração para as prendinhas, como que a dizer FESTAS BOAS!
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Regresso à adolescência ou a descoberta do cérebro do lagarto
Jantar tranquilo, reviver bons momentos do passado, fazer planos para as próximas horas e, sobretudo para os próximos dias. Comemorar um dia especial, num sítio simples, mas habitual para este dia. A noite estava a pedir um copo e a fazer desejar o fim-de-semana, mesmo à segunda-feira. Seguimos sem saber para onde até que um semáforo vermelho na Avenida da França nos parou. Um Acelera também resolveu respeitar o semáforo, apesar do pé no acelerador revelar impaciência.
Verde. Sem qualquer explicação e que sequer o pudesse imaginar alguns segundos antes, sinto a adrenalina, enquanto meto a 2ª, a 3ª a 4ª e sem tempo de chegar à 5ª ou 6ª estou no cruzamento com a Constituição. O Acelera ficou para trás. No limite, volto à segunda, faço a curva e estou na Pedro Hispano. Vermelho, de novo, e volto a parar no cruzamento com a Domingos Machado.
O Acelera, que entretanto chegou, está louco, a avaliar pela forma como carrega no acelerador. Fica vermelho para os peões, inexistentes, aquela hora. Provoco-o, apesar do meu carro não fazer barulho, nem ter nenhum CD com Kuduro Progressivo a bombar. Ouço o I Feel Fine, duma colectânea dos Beatles. Penso no jantar, imagino-me a subir o viaduto e virar à direita, para descer para a via rápida. Volto a pensar no jantar e, mais do que isso, na companhia. Acordo para a realidade. Decido não arrancar, quando vem o verde. Vejo o outro carro a afastar-se, quase no cimo do viaduto. Ganhei! Foi o que certamente pensou. Imagino a frustração de não ter tido luta. Calmamente faço a curva e descendo, entro na via rápida, onde volto a parar, noutro semáforo.
- Foi para me impressionares, ou apenas para mostrar que o cérebro do homem tem uma grande semelhança com o do lagarto? Rio-me, com vontade enquanto volto a arrancar.
Não me recordava de uma cena destas e procuro na memória até recuar ao tempo em que me servia da mota para impressionar as miúdas. E recordei, sem nostalgia, o acidente que tive há séculos na Avenida Camilo e que impediu que tivesse ido a um almoço em casa dela. Acabámos, nesse dia, e noutros, por ficar na minha…
Continuo a ouvir “I Feel Fine” e percebo, finalmente, o sucesso que teve.
Verde. Sem qualquer explicação e que sequer o pudesse imaginar alguns segundos antes, sinto a adrenalina, enquanto meto a 2ª, a 3ª a 4ª e sem tempo de chegar à 5ª ou 6ª estou no cruzamento com a Constituição. O Acelera ficou para trás. No limite, volto à segunda, faço a curva e estou na Pedro Hispano. Vermelho, de novo, e volto a parar no cruzamento com a Domingos Machado.
O Acelera, que entretanto chegou, está louco, a avaliar pela forma como carrega no acelerador. Fica vermelho para os peões, inexistentes, aquela hora. Provoco-o, apesar do meu carro não fazer barulho, nem ter nenhum CD com Kuduro Progressivo a bombar. Ouço o I Feel Fine, duma colectânea dos Beatles. Penso no jantar, imagino-me a subir o viaduto e virar à direita, para descer para a via rápida. Volto a pensar no jantar e, mais do que isso, na companhia. Acordo para a realidade. Decido não arrancar, quando vem o verde. Vejo o outro carro a afastar-se, quase no cimo do viaduto. Ganhei! Foi o que certamente pensou. Imagino a frustração de não ter tido luta. Calmamente faço a curva e descendo, entro na via rápida, onde volto a parar, noutro semáforo.
- Foi para me impressionares, ou apenas para mostrar que o cérebro do homem tem uma grande semelhança com o do lagarto? Rio-me, com vontade enquanto volto a arrancar.
Não me recordava de uma cena destas e procuro na memória até recuar ao tempo em que me servia da mota para impressionar as miúdas. E recordei, sem nostalgia, o acidente que tive há séculos na Avenida Camilo e que impediu que tivesse ido a um almoço em casa dela. Acabámos, nesse dia, e noutros, por ficar na minha…
Continuo a ouvir “I Feel Fine” e percebo, finalmente, o sucesso que teve.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Quem fala assim não é Gaga
Mas é de certeza uma Lady...
(BLog Da Bilá)*: Adorei esta...
E acho que tenho que escrever qualquer coisa a confirmar esta história.
(BLog Da Bilá)*: Adorei esta...
E acho que tenho que escrever qualquer coisa a confirmar esta história.
domingo, 12 de setembro de 2010
Regressarium
Não percebo nada de latim, mas confesso que as línguas latinas me atraem. Em rigor, tenho que confessar que também não sou indiferente às eslavas, se bem que na maior parte dos casos, sinto que lhe falta aquele calor, sonoridade e a sensualidade das latinas.
Enfim, são gostos e talvez seja essa a razão pela minha atracção pelo norte do país, de raízes mais romanas, enquanto o sul, me sugere mais a minha origem árabe, de nómada e, porque não, de sulista, elitista e ex-fumador (não me lembro se o candidato a primeiro ministro juntou aos defeitos o tabagismo, mas fica bem). É o cocktail das civilizações e o porto das influências…
E assim chegamos onde tinha pensado. Ao regresso de férias para muitos, a que alguns insistem em chamar rentrée…
O Tio adora partidas e como tal, também gosta de regressos, já que são os dois extremos do percurso. Ontem no Populum, renovado, antes de mais umas curtas férias en El Algarb, lá foi ao regressarium. E adorei…
Até para a semana! Bons regressariuns! Ou será regressaria, no plural?
Enfim, são gostos e talvez seja essa a razão pela minha atracção pelo norte do país, de raízes mais romanas, enquanto o sul, me sugere mais a minha origem árabe, de nómada e, porque não, de sulista, elitista e ex-fumador (não me lembro se o candidato a primeiro ministro juntou aos defeitos o tabagismo, mas fica bem). É o cocktail das civilizações e o porto das influências…
E assim chegamos onde tinha pensado. Ao regresso de férias para muitos, a que alguns insistem em chamar rentrée…
O Tio adora partidas e como tal, também gosta de regressos, já que são os dois extremos do percurso. Ontem no Populum, renovado, antes de mais umas curtas férias en El Algarb, lá foi ao regressarium. E adorei…
Até para a semana! Bons regressariuns! Ou será regressaria, no plural?
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