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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Incongruências 1

Num dia adiro ao grupo do Facebook, “Quero o 13º Mês, não quero o TGV”. No outro, dava o 13º mês para não ter este políticos que não sabem que o TGV não leva mercadorias, mas que nos levam 5 meses de ordenado, por ano, em impostos. É uma média, mas deixa-me apreensivo...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Risotto Rafieri

Ainda não estava refeito do post anterior, ou das causas que a ele levaram, nem tinha ainda mandado verificar a armadura, para ver as marcas das balas de cera que resvalaram, quando sou brindado com novas surpresas. Antes que me esqueça, vá de as partilhar com os meus leitores e, de um modo especial, com os meus seguidores que há mais tempo e com mais regularidade me vão aturando...

É certo que o meu nome, António Bernardo Risos, se presta a algumas gargalhadas e mesmo a alguma risota... Daria talvez para algumas brincadeiras com Risotto, Rigoleto, Gargalhadas da Silva e outras que tal...Confesso que nunca me lembre de Rizzo, só depois de ver uma entrevista com Sílvia, a mais ilustre Rizzo de sempre!

O que não esperava era ver um canídeo, de raça feira, isto é rafeiro, abandonado e recolhido por caridade, baptizado de Risotas...Evidente que o Tio disse logo: Ah, deve ser da minha família! E que bonito sorriso tinha a criancinha quando se riu...Com acento nu “u”, com certeza. A verdade vem pela boca das crianças!

Fair play não me falta, mas do autêntico, não do tipo nariz de cera, sucedâneo que o New Sócrates parece considerar que tem...

E nunca gostei muito que me passassem a mão pelo pêlo.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Corte e costura

Será que este nome vem do facto de, em vez de estar a fazer o orçamento de teosuraria, estar a comentar noutros blogs? Às tantas, vem....
Tenho que voltar à tesoura, a manhã passa depressa...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O sindroma da jibóia adolescente

Nunca gostei de répteis e particularmente de cobras, mas também nunca me perguntei porquê...Terá alguma a ver com a história do Adão e da Eva? De certeza que não, porque o mundo antes da famosa tentação é muito menos interessante que depois dela...

A jibóia é uma cobra de grande porte, não venenosa que mata as suas presas por asfixia, engolindo-as com alguma facilidade, graças à sua boca que se dilata e aos dentes serrilhados que facilitam o processo de engolir as presas que normalmente são de pequenos roedores. A digestão é lenta e a cobra (serpente tem algo de erótico e sensual, nota que não queria introduzir neste texto...), fica imóvel enquanto a dura a digestão. Fica fragilizada durante este período de tempo que pode durar semanas...

A adolescência é um período da vida entre a infância e a idade adulta (?) caracterizado por alguma agitação, para além de todas as mudanças físicas próprias dessa fase, por onde quase todos os adultos passaram... A irreverência, a dificuldade de medir o risco, a aparente falta de equilíbrio nas decisões (olha para ele a falar...), a mudança de referenciais, a emotividade descontrolada, as hormonas aos saltos, uma séria vontade de fazer asneiras, a vontade de transgredir (esta parte conheço bem), a descoberta, a energia são características comuns que todos conhecemos.

A jibóia, escolhe presas que possa engolir e se se der o caso de engolir uma da maior dimensão, maior é o tempo que fica nessa letargia digestiva. Quando, nesse processo digestivo, tenta engolir outra presa, fá-lo (com hífen e acento), numa posição de fragilidade. E quanto maior for a “vítima, menor será a probabilidade de sucesso! Mais difícil será conseguir engolir a segunda presa e torna-se uma presa fácil. De caçador passa a caçado...

Nas empresas também é assim...Um takeover, hostil ou não. A vítima ainda não está integrada, e já se pensa noutra...A empresa comprada serve de alimento, antes da digestão estar feita... e a compradora já pensa numa outra vítima. Ataca, mas está numa posição de fraqueza. Precipitou-se, menosprezou os efeitos da digestão em curso. Faltou o tempo de repouso...E agora?

Comportamento irreflectido, excesso de testosterona, uma séria vontade de fazer asneiras, ou simplesmente de dar nas vistas?

Identificada a sintomatologia e registada a patologia, este comportamento fica já denominado “sindroma da jibóia adolescente”.

Aceitam-se contribuições científicas que visem documentar melhor estas situações que afectam o tecido empresarial e, sobretudo, as fibras desses tecidos, levando-as a conhecidos estados de stress.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Ambrósio, sonho ou pesadelo?

Ambrósio, depois de analisar os discursos sobre a crise nos países da Europa, comparar os déficits com os Estados Unidos e as taxas de desemprego nos 15 maiores estados, com as 7 maiores economias europeias, mande um criado trazer-me um chá, tá-bem? Obrigado! Não sei o que fazia sem si! O meu discurso para Sábado para a visita à Universidade do Carnaval de Copacabana já tá pronto? Veja lá que não gosto de ler no avião...E fez as correlações das taxas?

O que acha dos novos clientes japoneses? Têm potencial! A lingerie da Chantal Thomass é atrevida não é? É sofisticada e provocante... Gosta? E chegou a rever o Marketing Plan? Não há incongruências com o Business Plan e a estratégia do grupo para este ano, pois não? Ainda bem!
Ficamos no mesmo hotel e vamos no mesmo voo, mas esta reunião de quadros vai ser dura…Está tudo previsto? Você é o máximo, Ambrósio! E não me diga de que é que se vai disfarçar. Não tente sequer dizer-me…Já lhe dei uma pista…

O telefone toca. Atenda, Ambrósio, atenda.

Felizmente era o despertador. Uff...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Namorados a 12 euros

Escamotear (para começar um post com uma palavra cara) parte de uma realidade, retirar uma frase do contexto, deliberada e intencionalmente apagar palavras de uma frase, tem como consequência que a realidade descrita, ou o sentido da frase possa ficar diferente da intenção inicial de quem a proferiu, ou escreveu...

Eventualmente alguns políticos poderão, pelos seus imensos afazeres, ser obrigados a ler na diagonal, deixando escapar algumas palavras nos textos e depois, claro, pobrezinhos quando querem repetir o que leram enganam-se e, sem intenção, acabam por dizer coisas que não são exactamente verdadeiras... Outras vezes são os mauzões, nem sei para que lhes pagam, que fazem os discursos, que se enganam! E fazem enganar os outros...Tudo sem intenção, claro.

Mesmo os vendedores de automóveis já não enganam os clientes...Os carros é que são cada vez mais novos e estão em melhor estado. O quê? Ligou "à máquina" e acusou 300.000 km? Não pode ser! Reclame!

A comunicação publicitária recorre frequentemente à hipérbole para atrair a atenção de quem lê. A intenção não é enganar. Estou a falar a sério...Enfim, haverá alguns casos desses, e alguns de muito mau gosto, mas não é a generalidade, garanto.

E foi o que aconteceu. Lá me preparava para escolher um sítio para ir com a "mais que tudo" neste próximo dia dos namorados, quando dou de caras com o mail dos namorados a 12 euros...Fiquei preocupado com essa abaixamento brusco dos preços! Seria 120? Mesmo assim...Concorrência desleal, mas nem tanto! Em cheque? Seria para o pagamento?

Lendo atentamente percebo que era a partir de 12 euros, por noite e por quarto...E tinha saltado algumas palavras, como seja "mês dos" e, o invariável "desde"...

Sim, foi aqui...E há muitas propostas que valem a pena!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Roço, Marmelada e Pessegada

Se esta posta que imagino enquanto escrevo tivesse um sub-título seria qualquer coisa como: "Os efeitos do acordo ortográfico e o corrector automático do word". Se tivesse um resumo, ao estilo abstract seria: "da marmelada à pessegada, o autor explicita os diferentes efeitos do acordo ortográfico e das ferramentas de correcção automática, nas relações de gestão das empresas portuguesas do séc XXI"

Muito mais giro, profundo e interessante.

Suponho que o novo acordo ortográfico (e esse assunto já anda a pedir uma colherada), permita alguns novos advérbios terminados em mente, como também facilitará o uso do gerúndio na generalidade das frases, o que despertou esta vontade súbita de fazer discurso retórico sobre o assunto da marmelada.

Roço, não fez parte do léxico publicado há já muito tempo, porque se refere a uma actividade lúdica, também conhecida como marmelada. A palavra roço, do verbo roçar (ai, ai como é que isto vai acabar...) tinha gerúndio mas não terminava em mente. Não sou especialista em Língua Portuguesa, mas como todos os da minha geração e anteriores, mesmo não sabendo exctamente porquê, ou o nome da forma verbal, não uso formas verbais que não existem, nem invento substantivos (não me lembro que nome lhe dão agora). Sucede porém, que acredito piamente que o novo acordo ortográfico nos possibilita liberdades de expresão que antes nos eram vedadas. É o 25 de Abril da ortografia, da gramática e, porque não, da redacção!

E assim chegamos ao roçamento, palavra eventualmente derivada de roço, um atrito especial entre dois corpos e que devia ser consagrado pelo dito acordo. Roçamento, não rolamento, pois, pelo contrário, é maximização do atrito e não a minimização do atrito entre dois corpos...

E cheguei ao roçamento com a pressa de quem escreve mail atrás de mail, sem ler o que se escreve. Teria sido um acto falhado? Não sei. Sei que queria escrever Orçamento, mas saíu roçamento. Mais giro, mais criativo e muito mais agradável para quem lê: Junto envio proposta de Roçamento para 2010...O ano todo, já pensaram bem?

Acho que o meu corrector ortográfico ou é uma pessegada, ou então está vocacionado para estes assuntos de marmelada...

sábado, 16 de janeiro de 2010

Botas, Tacões e Ligas

Os fetiches do Tio são já muito conhecidos. Abusando dos pleonasmos, mesmo por quem não o conhece (é uma pena, garanto que vale a pena...).

E assim hoje acabou, para mim, mais uma edição da famosa Bolsa de Turismo de Lisboa, conhecida pelas suas iniciais. Fica o fim-de-semana para as/os resistentes que vão receber essa imensidão de público não profissional. Aliás, profissional de feiras. O tema não importa, são verdadeiros recolectores de catálogos, autocolantes (o mesmo que colantes, no Porto), esferográficas e tudo o que possam transportar em sacos de plástico ou de papel, que também recolhem no percurso pela feira. As feiras são assim mesmo...

Senti bastante menos expositores e ouvi, não sei se em notícia oficial, que tinham sido menos 300 que na anterior edição. Notou-se. Mas, curiosamente, começo a gostar mais da BTL. Porque será? E assim se passou um ano...

Gossip

Pois, pois, vão lá para as jantaradas, copos, viagens por todo o lado. Isso é que é boa vida!

É assim que muito boa gente vê a actividade onde o Tio, modestamente, também labuta (não confundir com outra vida)...

E tenho que dizer que sim, que isto é só para quem gosta. Não é para quem pode...Mala à reboleta, toshas na mão, porta-fatos esquecido, para chegar a um sítio onde estamos horas sem fim em pé (imagino aquelas pernas tão elegantes, em cima de uns bons centímetros, como ficarão ao fim do dia... a precisar de uma massagem, no mínimo), sempre com um sorriso, a negociar, as sinapses em catadupa para filtrar o interessante de duas ou três conversas em simultâneo, e isto tudo ao fim de uns quantos gins tónicos, melosas, caipirinhas, caipiroscas e etc...Almoçar à pressa (também não gosto de almoçar por necessidade) ou fazer um skip a essa parte e depois, finalmente, a noite...até às quinhentas.

E no dia seguinte tudo impecável como se nada tivesse acontecido... Quinta-feira, a noite começou na má-lingua (não conhecia e também não lembro do Queens), mas acabou cedo. Acontece...Parece que ali perto houve mais animação noutra festinha, mas... Há dias difíceis

O que vale é que na próxima quarta-feira já estamos todos noutra...Hola! Mas já de seguida vai o relatório.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Apagão Hospitalar, pelo seguro!

Para começar o ano de acordo com os constrangimentos orçamentais e a imagem de rapaz que gere bem o orçamento, lá fiz a minha reserva para a FITUR na Ryanair.

Nem desgosto da Ryanair, tirando aquela mania de não ter nada incluido no preço do bilhete e, como a viagem era de trabalho, lá me decidi a fazer um seguro de viagem (nunca percebi bem que seguros é que estão incluidos no Visa).

Uns décimos de segundo bastaram para ver as condições gerais. Então a companhia vai apagar-nos até ao limite contratado na apólice? Não apaguem com muita força, por favor...

Aqui fica um extracto para quem quiser saber mais um pouco sobre o assunto:

"SECÇÃO G - BENEFÍCIOS HOSPITALARES

O QUE ESTÁ COBERTO

A nossa companhia
apagar-lhe-á, até ao limite indicado no Plano de Apólice, para cada período completo de 24 horas em que você tiver de ficar hospitalizado em regime de internamento fora do país de residência como consequência de danos físicos ou situação clínica de que padeça e/ou quarentena compulsiva.
Pagar-lhe-emos o montante indicado no plano da apólice além de qualquer outro montante a ser pago nos termos da Secção F – Despesas de urgência médica e outras.

AXA TRAVEL INSURANCE - RYANAIR MULTI RISK APÓLICE DE SEGURO DE VIAGEM – OUTUBRO 2009 – PÁGINA 12/ 16

CONDIÇÕES ESPECIAIS
1. Deve comunicar o mais rápido possível à AXA Assistance qualquer dano físico ou situação médica ou internamento obrigatório que necessite da sua entrada hospitalar como paciente internado.
2. Qualquer menção indicada nas CONDIÇÕES GERAIS na página 5."

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Das sinergias às sanguessugas, a evolução dos grupos.

Mandem-me calar ou parar de escrever! Está a dar-me imenso para estes temas e fico com pouco tempo para os outros que me dão muito mais prazer. A casinha nova, neste ritmo, nunca mais passa da fase de projecto...

Mas, enfim é preciso continuar e teorizar sobre estes assuntos. Criei uma etiqueta nova, para agrupar os “posts” sobre este assunto, e agora sou quase compelido a escrever sobre o tema.
Este título pretende sintetizar um novo efeito de alguns grupos empresariais. Baptizei (não me falem no acordo ortográfico) este efeito com um nome apelativo, mas tenho que contextualizar um pouco sobre o tema antes de formalizar a teoria.

Há alguns anos pensava-se num grupo de empresas e imaginava-se as sinergias que poderiam advir do controlo de várias empresas pela mesma entidade. E partia-se para o grupo, falando-se repetidamente do TODO, do GRUPO, referindo-se até à exaustão que o todo era maior que a soma das partes. Sinergia era a palavra forte.

Mais tarde, a facturação entre as empresas do grupo passou a ter um peso quase tão grande como os “terceiros”, situação perigosa e que, diagnosticada a tempo, foi resolvida por muito boa gente, verdadeiramente bem-intencionada, que ultrapassou essa fase autofágica dos grupos.
Modernamente o conceito evoluiu para a sanguessuga. Este princípio consiste em sangrar as participadas até às portas da morte, com o pretexto de as aligeirar, de lhe retirar a gordura, de deixar apenas o músculo, numa fase inicial. A palavra-chave é aligeirar. A ênfase está na redução dos custos. Depois desta fase, da primeira dentada, suave e nada dolorosa, como a mordidela da sanguessuga, começa a verdadeira sangria.

Há verdadeiros especialistas nesta arte, que em meia dúzia de meses deixam as empresas às portas do “céu”, completamente aligeiradas e ágeis, eufemismo usado para descrever esse estado exangue, antes da morte, neste caso a venda a outro qualquer grupo iludido com a leveza desse fantasma ou a liquidação com venda de algum eventual activo que ainda exista. Sucata, por exemplo. Quem se lembraria de um activo desse género?

O que é pior é que estas sanguessugas pululam por todos os lados, deitando os dentes a várias empresas geridas por pessoas com muitas debilidades. Debilientes, outro neologismo, que quer dizer debilidade resistente...

Por respeito aos meus leitores e por absoluto desconhecimento da forma de reprodução dos artrópodes, não uso o nome de um conhecido ectoparasita hematófago, às vezes presente nestes casos.

As sanguessugas são tão limpinhas! E até já foram usadas para tratamentos...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O complexo de Tíaaa na Gestão

Encorajado pelos “feedback” das minhas teorias sobre a gestão moderna, julgo ter identificado um novo tique, nesta clique (quem faz rimas sem querer é giro a valer) de novos G'Tores.
Ainda não o registei, mas fica publicado, para posterior registo. Este tique tem a sua origem na total falta de prioridades nos projectos, como se, antes da construção de um hotel, enquanto se analisam as possibilidades de classificação, número de quartos e tipologias, se marquem reuniões para decidir os bordados das toalhas dos quartos, que vão ficar muito bem...

Este tipo de situação, em que as prioridades e as oportunidades são perfeitamente ignoradas e escamoteadas, passou, para mim, a simbolizar uma atitude que identifico como o “Complexo de Tíaaa na Gestão”.

É evidente que nesse caso, como noutros, os accionistas não têm que se preocupar com prioridades de “fundo” como engenharia financeira, legalização dos empreendimentos, cumprimento de normas legais, contratos de trabalho, como também não deviam preocupar-se com questões do dia-a-dia. Naturalmente que, não se interessando pela vertente estratégica, pode parecer estranho que se interessem pelas questões tácticas do dia-a-dia... O que não significa que não possam e devam contribuir com todas as sugestões que entendam e que muitas vezes enriquecem os projectos, em qualquer um dos níveis mencionados.

Este complexo de Tíaa aplicado à medicina, teria também a sua graça. Imagino o paciente em paragem cardio-respiratória, a precisar de cuidados urgentes, e o médico a dizer que o moribundo não tem a barba feita, ou que a moribunda não tem as unhas arranjadas...Imagino a situação na ambulância. Será por atrasos provocados por este tipo de complexos que estão a nascer tantas crianças nas ambulâncias? Os atrasos dever-se-ão à necessidade de se vestirem as parturientes a rigor, antes da chegada da ambulância?

No planeta Emp-Reza o complexo manifesta-se quando os gestores têm este tipo de atitudes de Tíaaa. E isso é que é complicado gerir. Os saltos constantes entre planos que deveriam estar relativamente compartimentados, se não no espaço, pelo menos no tempo. Imagino a situação da empresa a quem foi cortado o crédito e a gestão preocupada com a decoração do balcão onde tem as contas bancárias...

Cá o Titi, às vezes também brinca com alguma dissonância cognitiva, mas é só brincadeira, alguma malícia e ironia qb, com as suas questões perfeitamente descontextualizadas e sem qualquer sentido de oportunidade. A sério nunca! Trabalho é trabalho e cognac é cognac. Julgo que bagaço também será bagaço...

E sabe tão bem brincar, quando se pode...

Vai um leitinho para a mesa de reuniões? Talvez um capilé. É pa si, não é? E pá menina um leitinho perfumado?

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Carta de Guia de Empregados

D. Francisco Manuel de Mello foi a inspiração do D. António Anel de Tédio, para publicar o seu Best Seller, Carta de Guia de Empregados, na rentrée de 2009.

Como se sabe, os empregados são os habitantes de Emp-Reza, um planeta da galáxia Ti-U, a que já me referi várias vezes nestas viagens, e o livro, como o nome indica, é o correspondente ao livro do Homem Xonai (qualquer eventual semelhança com outra eventual publicação é mera coincidência), que em determinadas aldeias do planeta Te-Rra é o oráculo.

Mais do que um conjunto de regras, normas ou conselhos, o livro encerra uma filosofia de vida, de aceitação das leis universais desse planeta e, em particular, da região de Emp-Reza, designada como PME, por ser um sítio onde habitam duas tribos de eunucos, os pequenos e os médios (daí o acrónimo PME, Pequenos e Médios Eunucos).

Não tenho dúvida que, para além da oportunidade da obra, será em breve adoptada nas Esc-Holas de G-Tão de todo o planeta e, em breve vai estar nas estantes de todos os lares. Não para apanhar pó ou encher prateleira, estará para, diariamente, ser retirado e lido em família antes das refeições.

Hoje, decidi retirar duas pequenas citações dessa excelente obra, sem referir a página e a edição, de propósito, para que seja obrigatório ler a obra toda e, saliento e insisto, estas pequenas citações não dispensam a consulta da obra citada. Então, aqui vai:

O empregado é, pela sua natureza, indolente, parco de inteligência e de iniciativa. A esperteza que mostra é apenas nas viagens fora do planeta. No planeta Emp-Reza, apenas procura a maneira de enganar as autoridades locais, subverter o esquema de funcionamento e as leis de governo, sempre a seu favor.
O seu pensamento está orientado apenas em enganar as entidades patronais, que lhes oferecem o trabalho que eles tanto precisam.
Por isso, devemos sempre referir-nos a eles, pelo seu verdadeiro nome, que eles detestam e abominam: Os “criados”, na Indústria Hoteleira, e “funcionários” para os mais qualificados, ou de outros sectores.


Outro excerto de extrema acuidade:

Independentemente do seu lugar da hierarquia de Emp-Reza, devemos ter sempre presente uma verdade inquestionável: Empregados são empregados, que têm como único objectivo fazer o menos possível e cair nas boas graças do Dono. Assim, nunca deve a entidade patronal, ou seja o Dono, mostrar alguma contemplação ou apreço pelo trabalho desenvolvido. Qualquer êxito, ou sucesso deve ser sempre atribuído à conjuntura, ao acaso, às deficiências da concorrência, aos bons contactos do Dono, etc. Nunca, em caso algum, o sucesso deve ser atribuído ao desempenho profissional dos criados. Este não reconhecimento do seu desempenho ou capacidades, enfurece-os de tal forma que, em muitos casos, tem como consequência ainda trabalharem mais e melhor. Se tal não acontecer substitui-se por outro e levam um processo disciplinar como recordação.”

Em breve o Tio irá dar-vos mais pérolas deste “best given”, porque em Emp-Reza ninguém compra nada, tão a ver?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O golpe de aríete em condutas elevatórias, ou não.

O golpe de aríete ocorre em condutas, quando há uma variação de pressão grande, originada por variações bruscas de caudal. Fechar ou abrir uma válvula muito depressa, por exemplo, pode dar origem a um fenómeno desse tipo que pode ter consequências desastrosas para a conduta.

Quanto maior for o caudal, maior o risco deste tipo de acidentes.
A vida também é assim. As válvulas que abrem, ou fecham, muito bruscamente dão origem a variações muito rápidas de caudal e em consequência, a pressão apresenta valores muito acima, ou abaixo, dos valores considerados normais, provocando esforços que, muitas vezes, levam à rotura.

A quantificação deste efeito é de extrema importância e a informática tem contribuído de forma significativa para a determinação de modelos matemáticos que levam ao maior conhecimento destes fenómenos. A utilidade é óbvia, este conhecimento serve para dimensionar melhor...

E o Tio, incapaz de abrir ou fechar válvulas com a calma e tranquilidade necessárias para evitar esses golpes, que provocam sérios danos, protege-se com um volante de inércia.
Esse volante de inércia, como sabem os que me lêem, tem como objectivo reduzir a amplitude da onda de depressão e está disponível para download em:

http://www.blogger.com/profile/14249864167871654291

É um freeware, para utilização não comercial, requer apenas que se cite a origem. Neste caso a fonte, já que estamos a falar de água...

E assim fica dada uma lição de Hidráulica Aplicada, ilustrando que cinco anos de cabulice pré Florença (ou será Veneza?), não caíram em saco roto. Ou em canal de descarga...Sem ressalto hidráulico, claro.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Desmentido não oficial

Depois de estar dito, pode desmentir-se tudo. Desdizer-se é que não. Já foi dito...Esta adaptação da frase de um famoso diplomata, não significa que me retractar (sim, com c) de alguma coisa que tenha dito, apenas pretendo clarificar, antes que chegue a campanha eleitoral a sério (esta só pode ser a brincar).

Não é verdade que tenha pretendido fazer alguma alusão entre Conselhos de Turma e Conselhos de Administração, como também não é verdade que tenha feito orelhas moucas a quem me deu o Conselho de não me meter “nessas coisas dos blogs”.

Não se pretendeu, de modo algum, em qualquer circunstância, dizer que nesses órgãos de governo das escolas e das empresas se discutem assuntos que, de alguma forma, possam ser irrelevantes, ou careçam de qualquer interesse para as escolas ou empresas. Menos ainda se pretendeu dizer que as decisões carecem de análise, fundamentação ou qualquer outra razão não acabada em “ão”, como coração.

De forma alguma se pretende dizer que esses conselhos (todos eles) são ineficientes, ou que se perde tempo que podia ser utilizado noutras coisas mais úteis, como a conversar com a professora de francês do 10º B, na sala de professores. Nada disso. Os conselhos de turma são todos eles de extrema utilidade, onde se fica a saber montes de coisas e onde se aprende a preencher aquela papelada toda. Dos outros, não sei. Ainda devem ser mais importantes, porque logo a seguir os participantes são submetidos a um tratamento que lhes limpa a memória toda. Basta ver o caso do Banco Para Néscios e Banco Para Pesadelos. Este tratamento é tão rápido e eficiente, que deve ser aplicado com uma caneta tipo agente K do MIB... Será por isso que não me lembro de nada?

E por último, mas não menos importante, este último post sobre a bonita cidade do Rio Ave não se deve ao facto de, durante algum tempo (muito pouco), ter estado noutra cidade, também com parque e também “conVida” junto ao Rio Vizela.

E já depois do último, também nunca se pretendeu dar conselhos aos concelhos, ou aos candidatos a concelhos ou a conselheiros.

Se houvesse alguma dúvida bastaria ler este post...

Assinatura ilegível, tipo pássaro a voar.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Declaração de Voto

O abaixo assinado, António Bernardo Risos, declara ter votado contra a proposta subscrita pelo senhor Presidente do Conselho Executivo em que se decidia uma investigação, com recurso à Polícia Judiciária, para descobrir qual o professor que se tinha referido, na festa de S. João, depois de ingerir mais de dois copos de sangria, à Rumba como sendo o Chá-Chá-Chá Gay, unicamente por ter sido ele próprio a proferir essa afirmação.

Declara ainda que a frase dita em público na festa de S. João, não foi a citada pelo senhor Presidente do Conselho Executivo, completamente retirada do contexto, mas sim: “Tu, a dançar, transformas a Rumba, num cha-chá-chá gay” e foi dirigida ao professor de lavores femininos, pelos maneirismos efeminados que introduzia na dança.

Mais declarou que adora dançar rumba, cuja sensualidade alguns nunca chegam a compreender, e nunca se poderia referir a nenhum ritmo, latino ou clássico, de forma depreciativa como a citação do Senhor Presidente parece sugerir.

Segue-se a assinatura ilegível de António Bernardo Risos, que declarou ainda ter sido este chiste inspirado num dito do Z_o_G, a quem aproveita para agradecer.

Conselho de Turma 2

A reabertura da Estação de Metro de S. Sebastião, foi o motivo que levou à realização de mais um Conselho de Turma. Apesar do período de férias (apenas alguns membros se entretêm com uns trabalhos), foi convocado o Conselho e os seus membros que, com imenso sacrifício, mas imbuídos de um verdadeiro espírito de missão, resolveram reunir-se para analisar o impacto das medidas que tinham sido tomadas para minimizar os inconvenientes do encerramento desta estação. Assim a agenda era constituída por um único ponto:

1. Análise do resultado das medidas que tinham sido tomadas para minimizar o impacto do encerramento da estação da S. Sebastião.

A Acta transcreve-se de seguida e, de acordo com instruções recebidas do Mistério da Inducação, vai ser publicada na Internet, Internette e outras ettes, em formato compatível com o Migalhões (como não podia deixar de ser):

Aos 22 do mês Julho da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, reuniu-se o Conselho da Turma H da Esc-Hola Secundária número 1882 do Planeta Emp-Reza, na localidade de Santinha, presidida pelo Senhor Presidente do Conselho Executivo, com as presenças do Senhor Presidente do Conselho Geral e do Senhor Director das Turmas. Verificada a legalidade e legitimidade das presenças e respectivas representações e o cumprimento dos procedimentos legais da convocatória, o Senhor Presidente do Conselho Executivo, declarou aberta a sessão e iniciados os trabalhos.

A ordem de trabalhos tinha o ponto único:
1. Análise do resultado das medidas que tinham sido tomadas para minimizar o impacto do encerramento da estação da S. Sebastião.

Antes de se entrar no ponto único o senhor Presidente do Conselho Executivo pediu a palavra para propor uma investigação, com recurso à Polícia Judiciária, para descobrir qual o professor que se tinha referido, na festa de S. João, depois de ingerir mais de dois copos de sangria, à Rumba como sendo o Chá-Chá-Chá Gay. Era inadmissível que um elemento do corpo docente da Esc-Hola, mesmo entre colegas e na brincadeira, utilizasse essa palavra nessa forma depreciativa para se referir a qualquer assunto. A proposta foi aprovada, com o voto contra do Director das Turmas, que pediu para fazer uma declaração de voto e com a abstenção do senhor Presidente do Conselho Geral. O Presidente do Conselho Executivo invocou o seu voto de qualidade.

Passado ao ponto único da reunião, o Senhor Presidente do Conselho Executivo referiu que a prima da sobrinha da sua empregada doméstica estava, felizmente, curada do resfriado, mas dado o seu estado de profundo quebranto por ter estado com esse perigoso achaque durante dois dias, iria continuar a receber os vales de compras, do Corte Inglês, no montante de 50 euros paté ao final do ano civil, independentemente da estação de S. Sebastião I estar já aberta ao público. Imagine-se se a “piquena” não pudesse sair no S. António, ou até ir ver o concerto do Elton John, ou da Katy Perry, que traumatismos poderia o resfriado ter causado na pobre rapariga, vinda da província para casa do Senhor Marquês do Leva Tudo A Sério. É melhor nem pensar nas consequências desse infeliz acidente. Depois destas considerações e deste comentário final, foi proposto um voto de louvor à família da “piquena” que apresentado à votação, foi de imediato aprovada com um voto a favor e duas abstenções. Nada mais havendo a tratar foi dada a reunião como terminada, anexando-se a declaração de voto do Senhor Director das Turmas que passa a fazer parte integrante da acta.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Polvo à Bordalesa

Prometi, está prometido e vou cumprir. Mas, se pudesse, mesmo que ligeira e não levianamente, não cumprir...

Polvo à Bordalesa, em vez de Frango Malandreco? Ficaria a promessa cumprida?

Sempre a subverter, ou a tentar...E arroz de sarrabulho, típico do Minho? Não? E Lampreia à Bordalesa? E já agora, Lampreia de Ovos de sobremesa?

Obrigado Vê-se que é hora de almoço.

sábado, 27 de junho de 2009

Atraso crónico e Misplacement.

Fiquei de rastos com este imprevisto. Depois de ter falhado o Dixieland, aqui tão perto, agora foi o Festival Med, em Loulé. Habitualmente sou pontual mas estes erros de casting e atrasos sucessivos, levam-me a pensar que não é melhor estar no sítio certo à hora errada, do que no sítio errado, à hora certa.

Continuando com esta temática, outras questões foram surgindo.

Não podendo estar com a pessoa certa, no local errado, poderemos estar com a errada no local certo? Alinhar dois pontos e fazer uma recta é fácil. Alinhar três pontos para o mesmo fim é muito mais difícil. E ainda bem que a vida, mesmo vivida com rectidão, não é uma maçadora linha recta, o que torna tudo mais fácil. Ou talvez não?

Em recta ou curva, prefiro estar com a pessoa certa. Seja no local certo ou errado. Mas custa tanto não poder estar. Sempre...

Será que na próxima semana consigo chegar ao castelo de S. Jorge, em tempo e companhia certa? Começo a ter dúvidas.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

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