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sábado, 7 de dezembro de 2013

Mais uma notas sobre a tesão



Resolvido o problema da tesão no feminino e que me trouxe ao tema, eis que sou apanhado num rastreio, numa iniciativa simpática de uns estudantes de medicina.

Antes de entrar no tema propriamente dito, deixem-me dizer que apesar dos cortes na saúde, tenho esperança que esta nova geração de estudantes de medicina venha a ser melhor que as precedentes. A quantidade de mulheres é surpreendente e são interessantes na sua maior parte. Os gajos pareceram-me fracos, mas muito simpáticos. Naquele ambiente fortemente competitivo o que temos, é o que seria de esperar…

Enfim, mais do que um feeling, foi a simpatia (pronto, o resto também) da estudante/voluntária que me levou a arregaçar a manga, com a ajuda dela, claro. Depois da manga arregaçada e bem envolvida por uma cinta preta, apertada, começa a bombar e foi o que se segui e que aqui descrevo.

Como dizia um tipo um pouco mais velho do que eu, na nossa idade também se leva, em vez de dar. E assim deixei-me ir ao ritmo das bombadas que ia recebendo…

Percebi pela cara dela que alguma coisa não estava a correr bem. Pensei que fosse a cinta, mas depois de um sopro de alívio senti que recomeçavam as bombadas, ritmadas até um novo sopro que libertou toda a tensão.

Faz-me perguntas sobre a minha família, o que me deixou a pensar…Pergunta-me se tenho ido ao médico, claro que não me conhece, pois saberia a resposta. Diz-me que tenho que ter mais atenção com o que como. Até tenho, disse-lhe. Não como tudo o que põem à frente! Faço o dieta, como o que gosto e gosto do que como.

Parece que ando com um superavit de atenção, atenção muito alta. Claro que ando, que tenho que andar atento, respondo a brincar…Como podia estar distraído numa situação daquelas? Pergunta-me o que faço e obedientemente respondo. Família, profissão, hábitos alimentares, tabaco, etc. Será que esta conversa pode ser para nos conhecermos melhor?

Não fumo há anos, mas tenho saudades…Quando digo a profissão diz-me que o excesso da tensão deve ser da tensão da actividade profissional, stress. Olho-a com atenção e penso que estou lixado…Deu-me conselhos úteis, como passar a ir ao ginásio, reduzir no sal, beber litradas de água em vez de pequenos copos de bebidas alcoólicas. Argumentei que não bebia, a não ser um copo de vinho em boa companhia, o que posso continuar a fazer, havendo companhia…Uff. Também posso continuar a dançar. Disse-me que podia fazê-lo sem problema nenhum. Outra boa notícia. Disse-lhe que medicamentos estavam fora de questão. Só de pensar dos side effects desses fármacos baixa-me logo a atenção!

Enfim, o lado bom da coisa e que passei a ir ao ginásio - há sempre imensa gente gira nesses sítios - posso continuar a dançar (e com receita médica) e neste momento o meu corpo já deve ser 80% de água, a avaliar pela quantidade que todos os dias meto cá dentro. Espero não congelar com o frio que tem feito!

Aguento-me assim, sem pílulas. Ai minha rica tesão que tenho que conservar a todo o custo…ou lá se vai com o tratamento para a tensão! É preciso dar mais atenção à escrita e à comida. Como diz o povo, quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão e aqui é preciso aguentar a pancada sem vacilar, nem esmorecer. Duro como uma pedra, mas sem deixar subir a pulsação!

Em suma, há que ser teso com a comida para não perder a tensão e para não ganhar demasiada atenção de profissionais da saúde. Que me desculpem as profissionais da saúde, que são de perder a cabeça...mas não dessa maneira!

domingo, 6 de outubro de 2013

Porque hoje é Domingo

Vem aí mais uma epístola. Estou a tentar fazer suspense e mostrar que não adiro ao aborto ortográfico. No entanto, uma interpretação mais profunda diria que sou um conservador, ao escrever Domingo em maiúsculas.

Maiúsculas são as letras grandes, não as malucas da Maia, em acordês...

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O meu 11 de Setembro



Recordo perfeitamente o dia 11 de Setembro, com os alegados atentados às Twin Towers. Recordo perfeitamente que não acreditei na história do atentado ao Pentágono e mais tarde fiquei bastante surpreendido pelo modo como foi contado, difundido, propalado até à exaustão esse triplo atentado.

Nesse trágico dia numa reunião de empresa, no calmo ambiente das terras algarvias, recordo que se interrompeu a reunião para ver a repetição das imagens da CNN pela RTP, de termos retomado a reunião e alguém ter dito (permitam-me que não identifique a pessoa) que agora iam começar a tirar-nos o ar, referindo-se esperado aumento dos spreads, taxas de juro à brutal redução de consumo…

Independentemente das perguntas sem resposta sobre este assunto, fiou-nos uma certeza que confirmo 12 anos depois: O mundo como o conhecíamos acabou nesse dia.

E hoje para celebrar essa efeméride, também tive um terramoto, seguido de maremoto na minha alegre casinha. As datas serão coincidência? Sou inocente, acredito em histórias da carochinha, mas não interpreto coincidências como sinais esotéricos. E no entanto estou certo que este 9-11 que bem podia ser um 11-5, é um grito, um pedido de ajuda, desesperado, influenciado por uma série de coincidências infelizes e factos mal interpretados.

A história repete-se e hoje é a minha vez, de ao vivo e em directo, assistir ao desmoronar de uma grande parte da minha vida. Aquilo que só acontece aos outros, que sabes que te pode acontecer, mas que recusas a acreditar que te vai acontecer… E irrita-me profundamente saber tudo isto… Como me entristece saber que amanhã é outro dia e vai estar tudo igual, como também depois de amanhã, e para a semana mais ainda…Mas o mundo nunca mais será o mesmo.

Fica um vazio por preencher que o tempo se encarregará de amaciar, deixando um cova mais redondinha, que uma certa memória autística irá amaciar. Outros mecanismos do nosso inconsciente irão racionalizar, e esse oco passará a ser uma cratera, justificando a sua existência criando um memorial, relicário de recordações doces, algumas nunca vividas.

E é assim a vida, de factos, actos e omissões.

A esperança não morreu, vai morrendo em cada dia, mas há vida para além do Bojador!

Agarro-me aos remos. Remo em silêncio, sem nunca desistir.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A minha vida

Se pudessem por uma legenda nesta imagem qual seria?
Vem aí uma sopa fantástica, ou simplesmente: Um molho de brócolos?

sábado, 25 de maio de 2013

Novos gadgets

Não sou grande fan de gadgets, o meu telemóvel serve perfeitamente para as necessidades do dia-a-dia...Sincroniza com o Oráculo, onde entram as novidades diariamente no PC e onde guardo os contactos profissionais e pessoais e agenda para o próximo mês, guarda montes de música, tem uma data de ícones que não uso e tira fotografias. Algumas deles vou postando, com pouca frequência diga-se.

Há dias descobri uma nova aplicação, que permite ver o futuro e que esteve este tempo todo à espera que a descobrisse! Deve ter uma relação como o Oráculo dos mails, mas ainda não descobri.

Aqui fica a fotografia do futuro que tirei, há já algum tempo. Esta semana, numa deslocação profissional a um país promissor voltei a repetir a experiência. Mostro em breve. Para já fica a fotografia do futuro, em Portugal:



quinta-feira, 23 de maio de 2013

A propósito do abraço



 Hoje é o dia mundial do abraço. Não sei porquê. Não sei se se deve a algum acontecimento especial, se foi uma decisão de alguma instituição mundial ou uma ideia que rapidamente se divulgou. Também já vi pessoas com T-shirts a pedir um abraço, outras com cartazes a oferecer abraços e posts no Facebook do mesmo género.

A quantidade de dias comemorativos de coisas é absolutamente incrível e não lhes costumo achar grande piada, mas o abraço, como o beijo, merece uma referência…

Ouço Piazzola e penso num tango mais convencional e nesse fantástico abraço que nos liga a outra para pessoa para dançar. A delicadeza do abraço, a proximidade e a rigidez do corpo definem a intimidade da ligação. Por vezes momentos fugazes mas de grande sensualidade… A mulher define a distância a que o homem se deve adaptar e não forçar. O homem conduz a mulher num percurso de figuras que ela não conhece antecipadamente. Este jogo de cumplicidades torna este abraço num momento de grande envolvimento e comunhão.

E hoje apetecia-me tanto dar um abraço… Para esquecer, oblivion! 


 



quinta-feira, 25 de abril de 2013

Cuidado com a língua. Ou com os dedos…


A língua, esse terrível instrumento de sedução a que já me tenho referido, e de que tanta gente em situações difíceis se serve, também pode servir afinal para fazer perder uma causa...

O velho ditado “enquanto houver língua e dedo … ” tem hoje uma nova formulação e uma dimensão que povo acharia impensável, mesmo com a mais vibrante imaginação (cuidado com as vibrações). O dedo tem, hoje em dia, vindo a substituir a língua ou, melhor dizendo, a língua tem vindo a ser substituída pelos dedos. Sim, sei que poderíamos usar estas duas ferramentas, potentes auxiliares da comunicação humana, afincadamente em conjunto com outra, mas não. Os dedos vieram e conquistaram o seu espaço próprio.

Esta tendência manifesta-se sobretudo nos mais jovens, mas tem alastrado a todas as gerações e a ambos os sexos. Não se pense que é exclusivo de um só sexo…Vejo com frequência senhoras já com idade respeitável a usar os dedos, dedilham afincadamente, muitas vezes com menos discrição do que seira de esperar. Os homens também dedilham, e bem, apesar de podermos ser sempre melhores, na opinião delas…

E a língua? A língua de Camões tem vindo a ser esquecida nesta nova forma de comunicação onde os telemóveis e os laptops e outros tops são cada vez mais frequentes. Acho inacreditável que se use uma mensagem para escrever uma coisa que podia ser dita, obtendo resposta imediata, mas compreendo os pequenos bilhetinhos de amor via text.

Diz o povo, sempre com razão, que pela boca morre o peixe mas, como falamos cada vez menos e teclamos cada vez mais, será agora “pelos dedos morre o peixe”? Pois que seja. O que e não quero é usar os dedos (e uso quase todos) para criticar o desgoverno do país e vir a ser escolhido para secretário de estado de qualquer coisa. Não quero, mesmo que fosse Secretário de Estado da Dança, porque a dança das cadeiras não faz parte dos meus gostos. Vejam as últimas nomeações e percebe-se do que estou a falar, perdão, a dedilhar. Escrevem uns post a bater no governo e ... zás, ei-los com cargos no desgoverno!

E se fosse ministro, já que dos socretinos aos coelhones e coelhinhos nenhum me tem escapado? Aí cito Augusto Gil, que vale a pena recordar sempre:

“Fiz asneiras abundantes e a maioria delas em verso rimado. Versejar na época recorrente é ridículo, é vexatório, é indecência fóssil. Todavia, há pechas mais degradantes: ser pederasta, ou rufião – ou ministro …. Perdoem-me o emprego desta palavra obscena.”

E eu não faço versos... Pior ainda!

PS: Este pedacinho do Augusto Gil foi tirado daqui. Para a semana volto para me dedicar à vizinha na varanda e prestar mais uma homenagem. À vizinha e ao Augusto Gil... Disse dedicar e não dedilhar. Repararam?

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